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Caneca de Letras

Caneca de Letras

23
Abr17

Desencontrado Destino...

Filipe Vaz Correia

 

Nos teus olhos, o mundo;

No teu sorriso, o meu olhar,

E em cada suspiro profundo,

Este intenso desejo de te amar...

 

No teu destino;

O meu se perde,

No teu caminho,

O meu se reencontra,

Nos teus versos,

Me realizo...

 

No teu coração;

A minha solidão,

Na tua voz,

Me encontro só,

Desconsolado...

 

E no teu amor;

Descompassado,

Reencontro a amarga dor,

Do meu desencontrado destino!

 

 

22
Abr17

O Derby dos Derbys!

Filipe Vaz Correia

 

Chegou o Derby...

O jogo dos encantos, dos desmesurados desejos, dos ódios acirrados, dos mais impregnados sonhos.

O Sporting-Benfica movimenta as gentes e as almas, a terra e os céus, este País à beira mar plantado e o mundo onde tantos e tantos Portugueses se espalham, reunindo-se nos quatro cantos desse globo, no preciso momento em que o apito se fizer ouvir e a bola começar a rolar...

As camisolas listadas, de um verde esperança, num José de Alvalade cheio, gritando sem parar o amor intemporal que une aqueles que ali se encontram.

Pais e filhos, amigos e amigas, irmãos e irmãs, desconhecidos e conhecidos, não importa, todos partilharão os abraços na alegria, as lágrimas na tristeza nesse celebrar cristão, mais verdadeiro, do que muitos casamentos...

Nesse partilhar de golos e angústias, se reservará a rivalidade eterna que faz deste Derby, o mais emocionante dos emocionantes.

Naquele instante, não importa quem será campeão, quem à partida estará derrotado, quem cabisbaixo entrará para o jogo...

Pois a magia que o envolve, envolvendo cada um dos que ali se encontram, jogadores, treinadores, apanha bolas, adeptos, se encarregará de transformar este jogo numa luta igual, sempre igual, entre dois rivais que o sempre serão.

Neste destino comum, importa calar as barbaridades e dar voz aos incentivos, fazer jus à beleza única, daquele sagrado momento.

Tudo se esquecerá naqueles noventa minutos, tudo deixará de ser importante em cada um daqueles remates, que se transformarão na voz dos seus adeptos, no seu imenso desejo de ganhar...

E depois do jogo terminar, com a vitória do meu querido Sporting, todos opinarão, muitos se queixarão num frenesim constante e inebriante, que acenderá a centelha da discussão.

Pois Derby como este, não há mais nenhum...

O Derby dos Derbys!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

21
Abr17

A Europa, Os Franceses e o Terrorismo Franchising...

Filipe Vaz Correia

 

As eleições Francesas estão a chegar, misturadas com este estigma do terrorismo tão em voga por essa Europa a dentro...

Por esse medo cada vez mais acirrado, de em cada esquina se encontrar um tresloucado terrorista, de arma na mão, de bomba transformada em camião ou a insana vontade de matar indiscriminadamente.

O perigo que daqui decorre, é precisamente o desespero na hora de votar, com o receio a comandar a escolha eleitoral, baseada nesse intenso sentimento de insegurança...

É aqui que se encontra, a França da actualidade.

É com este pesadelo que os eleitores Franceses terão de lidar, neste momento em que se lhes pede, que tenham o discernimento para conviver com este Terrorismo em versão franchising, que todos os dias parece ameaçar as culturas ocidentais e as suas democracias.

O terrorismo deixou de ser executado tradicionalmente como estávamos habituados até aqui, deixou de responder aos moldes que anteriormente conhecêramos...

Actualmente, qualquer jovem, seduzido pelas redes sociais, se investe nesse direito de executar os pensamentos torpes de um qualquer Daesh, de um qualquer Mullah, que escondido em qualquer parte deste mundo, através da Internet dissemina o seu ódio, como vontade de Deus, desígnio divino.

Os terroristas que emergem, esfaqueiam, matam, atropelam, ferem cidadãos inocentes, mulheres, homens, crianças, não viajam da Arábia Saudita, do Irão, da Síria, nasceram intra-muros, dentro deste continente impregnado de história, chamado Europa...

São seus filhos, sem o desejarem, são os seus bastardos, sem o esconderem.

Este dilema configura a grande incógnita de como poderemos lidar com tamanho problema, evitando ao mesmo tempo que os populistas de plantão possam cavalgar sobre a imensidão do receio, que daqui advém para todos aqueles que sendo Europeus temem a ameaça, que cada vez mais se aparenta premente.

Estas eleições Francesas, irão directa ou indirectamente, dar a resposta sobre qual o caminho que poderemos tomar nesta encruzilhada em que nos encontramos...

E assim, ansiosamente, aguardarei por domingo para tentar compreender se ainda conseguiremos, com discernimento, responder ao medo com coragem.

A coragem de nos mantermos tolerantes.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

21
Abr17

Vida!

Filipe Vaz Correia

 

A vida é feita de pequenos nadas;

De reencontros e despedidas,

É feita de estradas desencontradas,

De chegadas e partidas...

 

A vida é feita de cor;

Esventrada fantasia,

Disfarçada de dor,

Que por vezes irradia,

Na esperança de um amor,

Eterna melancolia...

 

A vida  é como um beijo, a recordar;

É como um poema por escrever,

É um desejado teorema,

Um indecifrável saber...

 

A vida é uma inexplicável;

Diabrura de Deus.

 

 

 

 

 

 

19
Abr17

Só...

Filipe Vaz Correia

 

Às vezes perco-me na escuridão;

Insolente vontade,

Disfarçada de solidão,

Encoberta saudade,

De tempos, ilusão,

Maldita verdade...

 

Por vezes perco-me ao entardecer;

Escrevendo sem descrever,

As lágrimas que me esforço por esconder,

Amargurado entristecer,

Que me chega ao entardecer...

 

E escutando discretamente;

Vendo o mundo passar,

Revendo saudosamente,

Cada memória a recordar,

Os momentos agora ausentes,

Desse passado meu...

 

Por vezes perco-me;

E às vezes reencontro-me,

Só!

 

 

18
Abr17

Apeadeiro da Vida!

Filipe Vaz Correia

 

Um comboio no apeadeiro;

Um mundo que nos aguarda,

Destino primeiro,

Que de soslaio nos observa,

Pedaço inteiro,

Da nossa caminhada...

 

Uma viagem;

Sem retorno;

Retornando vezes sem conta,

Numa aprendizagem, reencontro,

Com os nossos pecados...

 

Com as duvidas permanentes;

As hesitações constantes,

As encruzilhadas presentes,

Mágoas distantes,

Sempre próximas...

 

E em cada lágrima;

Uma emoção,

Resguardada aprendizagem,

Outra vida, estação,

Renovada carruagem...

 

No apeadeiro da vida.

 

 

17
Abr17

Quantos Mundos Habitam a Minha Alma?

Filipe Vaz Correia

 

Tenho vozes dentro de mim;

Personagens a gritar,

Mundos sem fim,

Aventuras a desbravar,

A minha intensa imaginação...

 

Tenho dores que desconheço;

Angustias que não me pertencem,

Tristezas em que esmoreço,

Mágoas que não esquecem,

O desconexo desconhecimento, meu...

 

Tenho amigos imaginários;

Viagens nunca feitas,

Caminhantes, templários,

Sensações imperfeitas,

Caminhos extraordinários...

 

E escrevinhando sem parar;

Gritando sem gritar,

Libertando sem soltar,

Permito-me sonhar...

 

Sonhando com esses mundos;

Que polvilham,

A minha alma.

 

 

 

15
Abr17

Eleições Francesas Ou Um Referendo Europeu?

Filipe Vaz Correia

 

As eleições Francesas aproximam-se e fica mais claro do que nunca, depois da campanha eleitoral, que estas eleições são essencialmente, um referendo à Europa, ou seja, ao sistema que suporta a União Europeia.

Dos Candidatos principais que se apresentam à primeira volta das eleições, apenas um é europeísta e defende os valores subjacentes a esse mesmo pensamento...

Vejamos, François Fillon, cercado por um escândalo sem precedentes, sentiu a necessidade de radicalizar ainda mais o seu discurso, dando maior ênfase ao seu lado céptico em relação à U.E., afastando se do lado mais tradicionalista e conservador Francês, que sempre apoiou o caminho Europeu, como única alternativa.

Marine Le Pen, demagoga e populista, extremista por convicção, vai mais longe nos seus ideais, deixando mesmo claro, que a destruição do habitual sistema Europeu é um dos seus objectivos, tentando resgatar num mundo global, a autonomia da república, solitária e senhora dos seus destinos.

Mélenchon, um homem de extrema esquerda, que busca nestas eleições a legitimação da sua visão para uma França, que com ele, também se afastaria de uma construção europeia, fazendo crer que esta traz consigo mais defeitos, do que as virtudes necessárias à construção dessa sociedade igualitária de que tanto fala.

Sobra Macron, um centrista, o único que sem vergonha se amarra aos valores da U.E., como seus, assinalando a importância dos mesmos e fazendo crer que será por esta via que a França encontrará as soluções para os seus adiados problemas.

É Emmanuel Macron, na verdade o único que verdadeiramente se comporta, como herdeiro de Mitterrand, Chirác ou Delors, independentemente, das suas famílias políticas de origem. 

É neste ponto que se encontram os Franceses e as suas escolhas, divididos por tamanhos desafios e duvidas, que provavelmente só se desvanecerão na segunda volta destas eleições.

Europa ou um desconhecido caminho, esta será a questão com que todos os eleitores se terão de confrontar e que certamente fará estremecer as fundações dessa vagarosa União Europeia, que duvido consiga resistir a um novo Brexit, disfarçado de eleições.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

  

14
Abr17

As Saudades De Marco Silva...

Filipe Vaz Correia

 

Quando vejo o que se passa no Sporting com Francisco Geraldes, Matheus Pereira ou mesmo Podence, assalta-me à mente, as saudades de Marco Silva...

Quanto mais vejo o que está a fazer no Hull, equipa muito fraca, que o esperava sem esperança e que agora joga, sem medo, de olhos levantados contra qualquer um, mais saudades sinto.

Quando vejo as subidas daquele menino, Tymon, lateral esquerdo de 17 anos que Marco lançou sem receio, pois o talento lá estava, imagino o que poderia ele fazer, com a infindável qualidade que estes novos meninos de Alvalade, demonstram a todos, ou quase todos, pois o seu treinador parece duvidar.

O que poderia o antigo treinador do Sporting fazer, com Matheus, com o Chico, com João Palhinha, com o pequeno Podence, com a esperança presa no olhar destes produtos da formação...

Ver o que Marco fez com João Mário, pois foi ele que o lançou, o que retirou de Carillo, naquela que até agora foi a melhor época da sua carreira, o que poderia ter feito com Dier, se não tivesse saído.

O que poderia ser este Sporting, se tivesse um treinador que pensasse mais nestes meninos, no sistema de jogo, na qualidade dos jogadores e da sua evolução em campo, ao invés de pensar nele próprio e naquilo que entende ser o seu insubstituível papel...

Jesus demonstra muitas vezes, que é um homem tacanho, pequenino, de vistas limitadas, centradas naquele umbigo que é o seu.

Como tenho saudades do Marco e como certamente estes meninos poderiam ser diferentes, caso diferente fosse o seu treinador.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

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