Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

09
Abr17

Reencontros!

Filipe Vaz Correia

 

Em cada folha caída;

Em cada árvore erguida,

Por cada passo nessa vida,

Uma emoção revivida,

Viagem desconhecida,

Algures perdida,

Meio esquecida...

 

E em cada sorriso empoeirado;

A cada beijo recordado,

Num olhar já passado,

Presente antiquado,

Nesse futuro adiado,

Noutro tempo encurralado...

 

E assim em cada momento;

Um sonho sonolento,

Ventania ou vento,

Trazendo outra vez,

Os nossos eternos,

Reencontros.

 

 

 

 

09
Abr17

Desilusão!

Filipe Vaz Correia

 

Tenho fome, tenho sede;

Não tenho lágrimas para chorar,

Neste destino que fede,

E no qual deixei de acreditar...

 

Tenho sono, tenho dor;

Dores que não param de gritar,

Dor na alma num ardor,

Que não consigo sufocar...

 

Tenho medos, tenho receios;

Dúvidas e incertezas,

Já perdi os meus anseios,

Neste mar de tristezas...

 

Tenho raiva, tenho espanto;

Frases imperfeitas,

Poesia num pranto,

Entre mágoas não refeitas...

 

E em cada um destes momentos;

Guardados dentro de mim,

Sobra-me esse mundo de tormentos,

Da minha desilusão sem fim.

 

 

 

09
Abr17

No Fundo Do Mar!

Filipe Vaz Correia

 

No fundo do mar, descubro um mundo impregnado de magia, de poesia perdida em cada coral, em cada barco naufragado, em cada planta aquática, em cada recanto escondido do nosso terrestre olhar...

Prendo-me sem senãos, sem receios de me perder por aqueles caminhos que parecem não ter fim, diante daquele horizonte azul, daquela imensidão sem fim, que nos parece abraçar, acolher e convidar a ali permanecer, para nunca mais partir.

Ali no fundo do oceano, o silencioso ruído, daquele ruidoso silêncio que nos inebria, como uma dança contemporânea, num qualquer palco, de uma qualquer cidade europeia...

As luzes que não existem, as cores que nos invadem, os animais que nos observam respondendo com os seus olhares ao nosso curioso olhar.

Como é belo, este novo mundo...

Como flutuo no fundo daquele oceano, sem verdadeiramente flutuar, como deslizo, sem que realmente deslize, como me sinto solitário, sem que na verdade, sozinho ali esteja...

O tempo ausenta-se, desaparece, deixa de ser prioridade, pois tudo corre como deve, como se supõe, por entre a leveza existente em cada momento de calmaria, que sorri debaixo daquele mar.

Fecho os olhos por um momento, esse instante, segundo, onde me sinto um peixe mais, ou melhor, um mamífero, como um golfinho, serpenteando devagar, bailando numa espécie de vontade que se apodera, sem nos largar, sem nos abandonar, de não mais regressar.

E nesse vai-e-vêm, sinto um toque no meu ombro, o sinal para subir para o barco que nos esperava, terminando aquele sonho, tão intenso e real, que me fez acreditar por um momento que seria possível ali pertencer...

Subi...

Continuei a subir, deixando para trás as minhas lágrimas salgadas, misturadas com aquele pedaço de mar, que por um momento também foi meu...

Também me pertenceu.

 

 

Filipe Vaz Correia

Mais sobre mim

foto do autor

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Calendário

Abril 2017

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30

Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D