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Caneca de Letras

Caneca de Letras

16
Mar17

Teresa Leal a Coelho...

Filipe Vaz Correia

 

E depois de tanto tempo de espera, ai está, a candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa...

Valeu a pena esperar, pois o nome que resulta desse longuíssimo período de reflexão, é sem dúvida esmagador, decisivo e arrebatador para todos aqueles que irão votar nas próximas eleições, e que possam estar indecisos entre Medina e outro qualquer candidato.

Depois de na imprensa, terem sido libertados uma extensa lista de personalidades que recusaram o convite Social Democrata para encabeçar as suas listas à Capital Portuguesa, Santana Lopes entre muitos outros, entende-se agora mais do que nunca que esta atitude da senhora deputada, Teresa Leal Coelho, é na realidade, um acto de imensa coragem e lealdade.

Encontro na verdade três linhas fortes, que devem ter norteado esta fortíssima escolha:

Em primeiro lugar, o nome Teresa, lindíssimo, tradicional e que ficaria certamente muito bem, sempre que anunciada a Presidente da autarquia Lisboeta.

Em segundo, Leal, pois somente alguém intensamente leal, solidária, comprometida, poderia empreender este delírio, em que se transformou, a estratégia autárquica de Passos.

E por último, Coelho, a feliz coincidência, de podermos ter não um mas dois coelhos envolvidos na disputa mediática e política deste nosso magnifico país.

Analisada que está, aquela que entendo ter sido a estratégia delineada por Pedro Passos Coelho, para levar à vitória o PSD, num projecto grandioso escondido nas estrelas, resta-me chorar...

Resta-me esperar que em algum momento, nalgum assombro de realidade, alguém explique a este PSD, que está cada vez mais perto do abismo e que este chegará provavelmente com os resultados eleitorais, que se aproximam...

E ai talvez possamos recomeçar, esperando que se construa uma oposição que verdadeiramente, incomode o Governo e seja solução para o nosso país.

Até lá fiquemos, com os Leais Coelhos e os Coelhos Leais, porque mais ninguém parece estar interessado a se juntar, a este triste fim de história.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

16
Mar17

O Amor Ausente...

Filipe Vaz Correia

 

Tantos amores e desamores;

Guardados em cada pedra,

Desta calçada,

Chorando as dores,

Que pintam as fachadas,

Deste lugar secular...

 

Tantos beijos, aqui se perderam,

Tantas mágoas, aqui resistiram,

Tantos desgostos, aqui sobreviveram,

Por entre olhares, que daqui partiram,

Sem nunca terem chegado a existir...

 

Poemas nunca escritos;

Poesias por escrever,

Nomes nunca ditos,

Palavras a temer,

Sentimentos interditos...

 

Histórias flutuando,

Navegando ao sabor do rio,

Por entre o tempo viajando,

Desde o Tejo,

Até ao Rossio...

 

E assim, perdidamente;

Em cada memória de antigamente,

Viverá eternamente,

Esse pedaço de romance,

Que em cada momento,

Ficou por viver. 

 

 

 

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