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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Tejo!

Filipe Vaz Correia, 26.02.17

 

 

Deitado aos pés de Lisboa;

Gaivotas como companhia,

Almas e pessoas,

Caminhando e voando,

Contemplando a sua imensa beleza...

 

Cruzando as margens desta cidade;

Empurrando o tempo para a frente,

Amarrando a saudade,

Sempre presente,

Neste destino tão português...

 

Refletindo como um espelho;

As amarguras presas ao céu,

As gotas de chuva caindo,

Irrompendo esse véu,

Tão secreto, deslumbrante...

 

Intensamente guardadas;

As lágrimas desses navegadores,

Que em vidas passadas,

Viagens anteriores,

Daqui partiram,

Com essa esperança de um dia regressar...

 

E assim, tantas vidas neste rio;

Histórias refletidas em cada um de nós,

Nesse intenso corropio,

Segredando nessa voz,

Secretamente o seu nome...

 

Tejo!

 

 

 

 

Amigo Imaginário...

Filipe Vaz Correia, 26.02.17

 

Questiono aquela voz que me acompanha;

Aquela estranha certeza que em mim habita,

Aquele imaginário amigo,

Conselho antigo,

Que sei só meu...

 

Por entre as palavras escondidas;

Os olhares imaginados,

A história descrita,

Nesses sonhos passados,

Em cada imagem escrita,

Na vontade da minha querença...

 

Sempre soube que não existias;

Que eras fruto dessa tortuosa imaginação,

Da vontade insegura,

Que comanda esse coração,

Alma nua,

Que se esconde por detrás da minha emoção...

 

Mesmo assim;

Não saberia imaginar,

Poder enfim,

Caminhar,

Sem a certeza,

De contar,

Com esse amigo imaginário,

Que acompanha o meu destino!