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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Ferido de Morte...

Filipe Vaz Correia, 08.02.17

 

Estou ferido de morte;

Como um touro na arena,

Arena da vida, sem sorte,

Perdido, sem norte...

 

Essas balas que me trespassam;

E corroem a minha alma,

Aprisionam-me sem pressa,

Na amargura do meu destino...

 

Vejo-te a partir, esvoaçar, fugir;

Sinto o bater das tuas asas,

Para longe de mim,

Para perto do infinito...

 

Sacrifico-me em teu lugar;

Dava tudo para te ver sorrir,

Sinto-me ferido de morte,

Se a morte souber ferir...

 

Porque cada sofrimento teu, meu amor;

Cada dor que te atinge,

Despedaça-me sem pudor,

Imponente,

Definitivamente...

 

E assim em cada olhar;

Vislumbrando essa dor sem parar,

Amarrada ao fundo desse amar,

Que nos consome, sem matar...

 

Porque nem a morte;

Poderá levar este amor,

Aqui descrito, neste poema!

 

 

Arco-Íris...

Filipe Vaz Correia, 08.02.17

 

És como um arco-íris;

Tens em ti todas as cores,

As cores desse mundo,

De alegrias e dores,

Num horizonte tão profundo,

Onde por vezes, te pareces perder...

 

Tens em ti um arco-íris;

Tão brilhante, que te ofusca,

Ofuscando, ofuscante,

Nessa ânsia tão intensa,

Por vezes, asfixiante,

Como uma lua imensa,

Que não pára de brilhar...

 

Vislumbrando esse arco-íris;

Por vezes, querendo saltar,

Libertando-se num segundo,

Agarrando sem parar,

Essa estrela distante,

Que por timidez,

Se parece esconder...

 

Assim um arco-íris;

Tens guardado dentro de ti,

Com todas as cores do mundo...

 

Numa pintura sem fim;

Pintando essa alma,

Escondida nesse jardim,

Que é só teu!