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Caneca de Letras

Caneca de Letras

03
Jan17

Carinho de Mãe...

Filipe Vaz Correia

 

Vejo agora, as faces da minha meninice;

O olhar, a ternura, a expressão,

O cantinho de cada traquinice,

Própria de um livre coração...

 

Nada me escurecia a alma;

Esplendorosa parecia a minha mente,

Pois apenas o carinho e a calma,

Recebi desde o ventre...

 

Lugar esse que busquei toda a vida;

Por preguiça ou segurança,

Mas sempre de forma sentida,

Sentindo essa perdida esperança...

 

O menino de sua mãe;

Perdeu o seu abrigo,

Escapou-lhe aquela lágrima,

Sobrou-lhe o medo antigo...

 

Ninguém poderá pedir;

Que o meu coração pare de chorar,

E que deixe de sentir,

A falta do teu lugar...

 

Todas as noites olho para o céu;

À procura de um sinal,

Que por detrás daquele véu,

Descubra um teu postal...

 

Que perdido me senti;

Ao ver-te desaparecer,

Restando-me te descrever,

Até esse dia em que morrer...

 

Assim irei continuar;

Poema atrás de poema,

A celebrar o teu amar,

A decifrar o teu teorema...

 

Obrigado com ternura;

É o que sempre te irei dizer,

Por me guiares nesta aventura,

Que sem ti, é viver!

 

02
Jan17

Tristeza...

Filipe Vaz Correia

 

Triste, tristeza, tristemente;

Palavras tão amargas e tão belas,

Nesse sentimento que se sente,

Dessa vida que se vive...

 

Chega perto e se apodera;

Nos cerca e por vezes domina,

Como se fosse uma fera,

Que à volta tudo mina...

 

Ó tristeza, não te quero;

Vou pensando, desejando,

Não te quero, nunca quis,

Mas assim vou andando...

 

Senta-se ao lado sem dizer;

Companhia e às vezes voz,

Tristeza vem, vem querer,

Nunca nos deixando sós...

 

Tudo escuro, mais fechado;

Mais triste fica o coração,

Vai bater sempre cansado,

Toldando a minha emoção...

 

Às vezes dentro do olhar;

Como um relógio sempre a correr,

Deixando o tempo passar,

E a vida a esmorecer...

 

Mas o que seria de nós, sem a tristeza;

Sem os dias, as noites, a idade,

Como dariamos valor à beleza,

Ao amor, à felicidade...

 

Fica então, o pensamento;

De que da tristeza não poderemos fugir,

Mas não te esqueças de nesse momento,

De mesmo triste, sorrir.

 

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