Droga...
Tenho uma seringa no braço;
Adrenalina nas minhas veias,
Pois já não sei o que faço,
Nem que droga me rodeia...
Preciso de te sentir;
A espetar-me, a violentar-me,
O calor dentro do meu corpo,
A tocar-me, a desnudar-me...
Anseio a tua companhia;
Ó heroína maldita,
Essa que me beija de dia,
E de noite tanto agita...
Estranho, obsessivo;
Sonhando com o teu sabor,
Possesso, possessivo,
Pedindo-te por favor...
Sem preço a pagar;
Pois por ti faço tudo,
Torno-me cego, surdo,
E por vezes também mudo...
Porque por ti nada me basta;
Sou teu e só teu,
E de ti ninguém me afasta...
Mas assim vale a pena;
Vale a pena continuar,
A ver-te dentro de mim,
Dentro de mim a matar...
Mata-me então, sem problemas;
Consome-me ardentemente,
Porque contigo não tenho dilemas,
E a morte é um presente!
