O Cão do meu Avô...
Quantas vezes terás de correr;
Para encontrar aquele dono,
Esse receio de esquecer,
Uma imagem, um sonho;
Um amigo...
Quantas voltas terás de dar;
Para perceber que se foi,
Que acabou por morrer,
Aquele afago ao entardecer,
Aquela presença a aquecer,
Esse pedaço da tua alma...
Desespero ou loucura;
Entre um latido, soluçar;
Um olhar de ternura,
Que acabará por encontrar,
A derradeira resposta...
Fidelidade sem preço;
Nessa palavra ou amor,
Buscando esse pedaço de apreço,
Que se tornou nessa amizade...
Era assim o cão do meu avô;
Que tentou vencer a morte,
Desse dono que sempre amou,
Até à eternidade...
E nessa eternidade certamente reencontrou;
Aquele amigo de sempre.
