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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Marcelo: O Rei Repúblicano...

Filipe Vaz Correia, 27.12.16

 

Muitas vezes durante estes longos dez anos em que tivemos como Presidente da República Anibal Cavaco Silva, me questionei sobre a importância deste cargo e a sua necessidade na envolvência política de um regime democrático.

O anterior morador de Belém era inadequado, incapacitado para o cargo, inapto na ligação com as pessoas e consequentemente com o País.

Falava na altura errada, dizia as coisas de maneira errada e parecia adormecido perante a evolução trágica que o País teve de enfrentar.

Era mesmo uma espécie de agonia Presidencial aquela a que todos assistimos durante este interminável período.

O casal Cavaco Silva representava algo bafiento, poeirento, sem vida...

Sem ofensa para as boas intenções de ambos.

Marcelo é o oposto...

Ele consegue incutir uma energia, dedicação, disponibilidade que parecem intermináveis, inesgotáveis, trazendo uma nova visão para a política, absolutamente imprescindível para a sua reabilitação...

As pessoas estão fartas destes homens institucionais, donos da razão, distantes da realidade do dia a dia e das dificuldades que as mesmas enfrentam.

As pessoas estão rendidas não é apenas aos beijinhos e selfies de Marcelo, como muitos comentadeiros por aí apregoam, as pessoas renderam-se foi ao olhar, ao que por de trás destes aparentes gestos populistas, está:

Preocupação, atenção, estima.

Marcelo sabe chegar àqueles que com ele privam, sejam Reis ou Peixeiras, Mães ou Sem-Abrigo, Velhos ou Crianças, de esquerda ou direita.

Esse é o seu segredo, é humano...

Apenas humano.

E já estava na hora de termos alguém assim, na política portuguesa.

 

Viva o Rei Marcelo.

 

Filipe Vaz Correia  

Piano...

Filipe Vaz Correia, 27.12.16

 

O meu piano...

De encontro à janela;

Aguardando a minha alma,

Como se estivesse de sentinela.

 

Aguardando sem tocar;

Esperando calado,

Esse regresso, despertar,

De um tempo e de um passado...

 

Não sinto as minhas mãos;

Queria voltar a sentir,

E contar ao meu coração,

Esse medo de sorrir...

 

Temo o que um dia fui;

Fujo desse reencontro,

Dessas pautas, pautadas,

Imagens passadas...

 

Nessa lágrima, em forma de nota musical;

Sinto a dor na minha mente,

O que sobrou dessa vida,

Desse som, nesse presente...

 

Já não posso mais tocar;

Já não sou um pianista,

Pois tremo sem parar,

Sem as minhas mãos controlar...

 

Dói sem doer;

Esse teu silêncio ruidoso,

Piano meu, quero morrer,

Ao som do teu sorriso...

 

Pois só ele preenche as memórias, dessa vida que um dia foi minha!