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Caneca de Letras

Caneca de Letras

20
Nov16

Sporting

Filipe Vaz Correia

 

Debaixo daquela janela;

Com o rádio colado à orelha,

Debaixo daquela janela,

Chorava, chorei...

 

Por momentos fui feliz;

Noutros momentos desesperei,

Debaixo daquela janela,

Tantas vezes gritei...

 

De desespero, de olhos fechados;

Ajoelhado e de punhos cerrados,

Tantas e tantas vezes,

Debaixo daquela janela...

 

Naquele quarto;

Naquela vida,

Naqueles momentos que nunca mais voltam,

Que nunca mais desaparecem...

 

Aquela criança:

Aqueles sentimentos,

Aquela verdade, imensa, eterna,

De te ver campeão e vencer...

 

Aquela criança perdida, com medo;

Aquela janela e aquele rádio,

Tudo mudou, nada mudou,

Apenas cresci...

 

Ó meu Deus;

Já não caibo debaixo daquela janela!

20
Nov16

Aleppo: Mouataz, menino ou mártir?

Filipe Vaz Correia

 

Não tenho certezas em relação a esta guerra na Siria, não tenho lados, só me sobram dúvidas...

Bashar Al Assad, Daesh, Al Nusra, Al Qaeda e muitos mais.

Que lado será melhor para nós, Ocidentais?

E para aquelas pessoas, que todos os dias ali são obrigadas a conviver com aquele completo massacre sem fim?

No entanto, deparei-me com uma extraordinária reportagem da France 2 em colaboração com a Al jazeera sobre o cerco a Aleppo.

Sentado no meu sofá, com um copo de vinho tinto e a minha cigarrilha, deixei-me levar por aquele mundo, para aquela viagem que diante de mim se apresentava.

Durante largos minutos acompanhei a frente de batalha, do lado rebelde, cercado na antiga cidade de Aleppo, vivendo aquele dia a dia, aquela lenta e esmagadora sensação de um fim que se anuncia sem pudor.

Ali, conheci Mouataz, um menino, criança de treze anos, contando os seus relatos, as suas dores, as sua angústias e o medo acompanhando a coragem que por vezes insistia em fugir dos seus olhos, sempre que relatava as mortes dos seus primos, dos seus amigos...

Do receio por aqueles que embora vivos, poderiam tombar a qualquer momento.

Como pode uma criança, conviver com tamanha enormidade?

Os seus relatos sobre aqueles pedaços humanos, de amigos, espalhados naquelas praças que se habituara a brincar, naquele mesmo chão diante de sua casa.

Nos olhos de Mouataz, naquelas lágrimas que corriam pelo seu rosto, compreendi que ninguém irá conseguir vencer esta guerra, ninguém sairá vitorioso deste massacre que reduziu um País a cinzas.

Numa das últimas imagens desta reportagem, via o pequeno Mouataz partir numa carrinha Pick Up, para a sua primeira patrulha, a sua primeira viagem como soldado...

Tão pequeno, com aquela Kalashnikov quase do seu tamanho, mas crente que aquele era o seu lugar, legitimado pelo ódio que tomara conta do seu coração depois de anos de mortes, de dor.

Aleppo era uma próspera cidade Siria, com mais de dois milhões de habitantes, hoje restam duzentas mil pessoas...

Muitas foram mortas, muitas fugiram.

No fim desta reportagem, continuo sem saber que lado escolher...

Quem terá razão nesta batalha sangrenta, mas uma questão me assola a mente:

Onde estará aquele menino guerreiro?

Estará ainda vivo, o pequeno Mouataz?

Pego no meu copo de vinho, acendo um cigarro e mudo de canal...

Pego no meu computador e escrevo estas linhas, não por Mouataz, por mim, pois espero que partilhando este horror com o mundo, a minha consciência me permita, cobardemente esquecer, os olhos daquele menino...

As lágrimas do jovem Mouataz.

 

Filipe Vaz Correia

 

19
Nov16

No Colo de Minha Mãe

Filipe Vaz Correia

 

Nunca fui tão feliz, como no colo de minha mãe;

O seu cheiro, o seu perfume,

O timbre da sua voz, enfim...

 

O calor do seu amor.

 

A mão que me embalava no berço;

O olhar que seguia os meus passos,

O desejo que acarinhava o meu destino,

O meu bem querer...

 

Ai as saudades que não findam;

Os tesouros que se escondem na terra,

Os sons que se calaram,

Ó Mãe!

 

Mãe;

Palavra tão bela que me ensinaste,

Que aprendi a rimar com amar,

Que aprendi a ter como minha...

 

Minha Mãe!

 

 

18
Nov16

CGD: A Discussão do Acessório

Filipe Vaz Correia

 

Quando me apercebi que Antonio Domingues havia sido convidado para Presidente da Caixa Geral de Depósitos, admito que fiquei feliz com isso...

Ao longo deste tempo que decorreu desde essa altura, nada me fez alterar esse pensamento, nada me deixou reticente quanto à sua competência para dirigir a maior instituição financeira deste país.

Pela primeira vez, desde há muito tempo, via na escolha deste Presidente da CGD, um caminhar na direção do profissionalismo, da experiência, da competência.

No entanto, num instante, todo este caminho começou a ser ensombrado por uma discussão pública de dimensões absolutamente épicas:

A declaração de rendimentos dos Administradores do Banco público.

Entregaram? Ou não entregaram?

Irão entregar? Ou não irão entregar?

A minha modesta opinião sobre este assunto, que considero menor, é simples:

Se a Lei obriga a entregar estas declarações de rendimentos, então os administradores que compõem a nova administração da CGD, terão de a cumprir.

No entanto, nesta sociedade em que vivemos, um reality show à escala mundial, onde tudo se sabe, tudo se diz, tudo se escuta sob a capa da liberdade de imprensa, ou sob o escudo do direito a informar, consigo compreender o receio que pessoas de bem terão, de ver a sua vida devassada, pela curiosidade e pelo diz que disse, alimentado por certos pasquins coniventes com o actual status quo.

Nesta questão o que me parece é que António Domingues e os restantes elementos da nova administração, não quererão ver exposta na praça pública, a sua intimidade, os seus bens, as suas vidas e as daqueles que a eles estão ligados, (Ex. Familia). 

Assim não consigo entender porque razão não pode o Tribunal Constitucional, preservar e garantir esse sigilo pedido pelos administradores da CGD...

Será realmente importante que o cidadão comum saiba, quantas casas tem o Senhor Antonio Domingues?

Os carros que comprou para ele, para a mulher ou filhos?

Quanto custaram as suas casas ou onde moram?

Que acções detêm?

Eu não preciso de saber, mais...

Não desejo saber.

Penso que os Varas, os Sócrates e as Cardonas desta vida, da CGD ou dos Governos devem ter entregue todas as suas declarações, sem atrasos, mas o que ganhou o País com isso?

Nada,só perdeu...

Como todos sabemos os robalos e o dinheiro de amigos não necessitam de constar de nenhuma declaração de rendimentos.

Eu não quero a Caixa governada pelos mesmos de sempre, que passam de gabinete em gabinete, de nomeação em nomeação, de lugar em lugar, dado pelo aparelhismo partidário.

O que desejo é pessoas competentes, Antonio Domingues ou outro, capazes de saberem o que fazer com o dinheiro público, como o aplicar, como o investir...

Pessoas assim, não se irão sujeitar aos dictames habituais, à devassa permanente das suas vidas, ou a  ganhar o mesmo que o Presidente da Républica.

Não o irão fazer!

Com a recapitalização da Caixa em andamento, aprovada por Bruxelas, com a restruturação da mesma também em marcha, urge pôr em prática o plano elaborado para recuperar a CGD do buraco de muitos Milhares de Milhões para onde a enviaram, através de administrações incompetentes e ruinosas...

Mas que sempre entregaram as suas declarações de rendimentos.

Para finalizar, espero que se possa ultrapassar este momento, se possa começar a caminhar e que o sigilo possa ser dado a quem não se importa de cumprir, só não o querendo fazer, no meio de um circo.

Se assim for, acredito que ganhamos todos e que estes novos admnistradores poderão ser julgados por aquilo que verdadeiramente importa:

O seu trabalho...

O Resultado das suas decisões.

 

Filipe Vaz Correia

17
Nov16

Lágrima

Filipe Vaz Correia

 

Lágrima salgada;

Com sabor a mar,

Nessa onda agitada,

Que regressa sem parar...

 

Lágrima que me pertences;

Que é minha, da minha dor;

Dessa força que me sufoca,

 Que me aquece com o seu calor...

 

Lágrima insolente;

Que te impões ao meu querer,

Que corres sempre presente,

Sempre presente ao adormecer...

 

Lágrima salgada, inusitada;

Cheia de imagens e legendas,

Fugindo das histórias passadas,

Das soluções, das emendas...

 

Assim continuo a chorar;

Disfarçando titubeante,

Esse repetido soluçar,

Nessa lágrima sempre errante...

 

E sem parar de cair;

Minha lágrima, minha emoção,

Vou dizer-te a sorrir,

A minha conclusão:

 

És a voz da minha alma;

O bater do meu coração.

16
Nov16

O cuspo do Presidente Bruno...

Filipe Vaz Correia

 

Quando esta noite, peguei no meu computador para escrever este post, tinha em mente refletir sobre outro assunto que considerava absolutamente pertinente, dada a conjuntura actual neste mundo em que vivemos, porém deparei-me com algo que não esperava...

Uma tragédia de proporções inimagináveis, de tal maneira que todos os jornais, televisões e redes sociais, comentadores e palpitadores de todos os quadrantes desportivos em Portugal, gastaram horas intermináveis a decifrar este assunto:

O cuspo do Presidente Bruno!

Não consegui, diante da importância do momento, ficar de fora desta tão motivante discussão...

Depois de muito ouvir, que o Bruno cuspiu, que com aquela densidade não poderia ser fumo mas sim cuspo, que Bruno de Carvalho batia os pés numa demonstração de nervosismo, que havia orquestrado uma armadilha contra aquele mui nobre e gentil idoso que preside o Arouca, o Sr. Carlos Pinho...

Depois de tudo isto, tento aqui analisar apenas o que vi, naquelas imagens que incessantemente não param de passar:

Bruno de Carvalho provocou Carlos Pinho?

Não me parece!

Bruno de Carvalho percorre o túnel que o levaria até ao balneário do Arouca para tentar confrontar o presidente desta equipa?

Não! É o oposto, o que as imagens demonstram.

Era Bruno de Carvalho quem saltitava, gritando por reforços, numa histérica investida contra o segurança que tentou acalmá-lo?

Também não!

Analisemos, então, o momento do pecado:

O cuspo...

Será possível que depois de cuspido pelo Presidente do Sporting, o Sr. Pinho não tenha tentado limpar o seu rosto? Estranho...

Mais...

Se Bruno de Carvalho cuspiu no Presidente do Arouca porque razão, o filho do dito Sr. Carlos Pinho, nada tenha dito naquela conferência de imprensa em Alvalade, após os incidentes?

Esqueceu-se de falar que o Presidente do Sporting cuspira em cima do seu Pai?

Mentiroso ou um filho pouco atencioso?

Vejamos:

Bruno de Carvalho é por vezes mal educado, truculento, conflituoso, mesmo agressivo, excede-se vezes sem conta, em momentos que provavelmente exigiriam outra maneira de estar, outra postura mas isso não faz dele culpado de todos os crimes que lhe queiram imputar.

Bruno de Carvalho não cuspiu no Sr. Carlos Pinho.

Não foi o Presidente do Sporting que provocou este lamentável episódio.

Se respondeu? Bem, quem não sente não é filho de boa gente e a resposta que me pareça, não teve nem os saltos, nem os saltitos, nem o espalhafato que se vê naquele senhor de idade, naquelas exaustivas imagens do Estádio de Alvalade.

Assim, depois de tantas horas, é com imensa pena que vos digo:

Meus caros, afinal não há cuspo, apenas estupidez...

Muita estupidez!

 

Filipe Vaz Correia

14
Nov16

Paris, nunca esqueceremos!

Filipe Vaz Correia

 

Apagaram-se as luzes, as tuas;

Calaram-se as vozes, as nossas,

Corre nessas tristes ruas,

Sangue por essas poças...

 

Iluminou-se a escuridão,

Com tristeza, solidão,

Cheia de gritos e dor,

Numa ferida, num ardor...

 

Mágoa, estupefação;

Essa chama tão intensa,

Num Bataclã em explosão,

Numa batalha imensa...

 

Tiraram-te o romantismo;

Paris, quiseram ver-te chorar,

Empurraram-te para um abismo,

Numa queda sem parar...

 

Azul, branco, encarnado;

Cores que se levantaram,

Nesses tiros disparados,

Contra essas vidas que passaram...

 

Minha Paris;

Minha e do mundo,

Perdida num grito eterno,

Nesse horror profundo...

 

Nada calará Paris;

Nada vencerá Paris,

Pois Paris, somos todos nós!

 

13
Nov16

Jorge Bergoglio: Sem Papas na Lingua

Filipe Vaz Correia

 

Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, um homem originário de um país contraditório, perdido nas próprias teias da sua história, dos meandros ainda mal explicados sobre as muitas tardes chuvosas, que durante muitos anos caíram sobre o solo político Argentino.

Aquando da sua eleição, fumo branco, o mundo levantou-se esperançoso, por aquilo que adviria de uma nova mentalidade capaz de voltar a erguer a influência cristã espalhada pelo planeta. Talvez não esperassem tanto...

Sempre fui católico, cristão, sempre senti dentro de mim o querer, a vontade, a crença, a culpa e tudo isso ao mesmo tempo, como suponho, qualquer devoto homem de fé.

Porém ao longo dos anos fui-me afastando, deixando-me cair numa penumbra, mais ou menos, consciente em relação à partilha da minha fé com os outros e na maneira como abertamente não a praticava.

Sentia-me distante, por vezes não entendendo como conciliar esses valores, com o espectro político que se vivia, vive, hoje em dia nas civilizações ocidentais...

O discurso que o Papa Francisco introduz, resgata na minha opinião, os valores fundamentais da doutrina católica e alerta, sem dúvida, para uma pergunta essencial no mundo em que vivemos:

O que aconteceu à Democracia Cristã?

Os partidos desse espectro político tiveram uma influência enorme, através das suas políticas, na construção das sociedades ocidentais de hoje, mas afastaram-se das suas matrizes, engolidos por dictames ultra-liberais, por pensamentos economissistas e por um capitlismo selvagem, cada vez mais reinante nos modelos actuais.

Ao desaparecerem desse campo de disputa política, esses partidos enraizados no centro direita, deixaram caminho a que outros se apoderassem desse espaço, dessa narrativa, desse direito a falar em nome dos excluídos e mais pobres da sociedade.

Quem hoje chega a esse eleitorado, são as forças de esquerda radical, nuns países e noutros a extrema direita que cavalgando em cima do descontentamento dessas franjas da população, consegue através de um discurso divisionista, segregador, odioso, alanvacar a sua força e influência, resgatando através do desespero dessas pessoas, uma nova esperança de moldarem o mundo ao seu ideal.

As palavras de Francisco serão para muitos, extrapoladas, inoportunas para a figura Papal, mas para mim são o assumir de uma liderança desaparecida, adormecida, na tentativa de fazer regressar os ideais cristãos, à luta política, à vontade de mudança que hoje se faz sentir por todo o mundo.

Não é expulsando muçulmanos, fechando fronteiras, construindo muros, sufocando as classes médias, que iremos resolver as diferenças que existem na sociedade actual...

Pelo contrário, é necessário entender que vivemos hoje espartilhados por uma cultura de austeridade, estritamente financeira, que bloqueia as vontades, as soberanias políticas em escolherem rumos alternativos na esperança de encurtarem as desigualdades.

Este discurso poderá, esperança minha, conjuntamente com os perigos do radicalismo que cada vez mais se vive por esse mundo fora, despertar consciências adormecidas, valores esquecidos, estradas outrora bloqueadas...

Talvez não seja tarde para refletir onde se perdeu essa democracia cristã, na encruzilhada dessa construção europeia que nos guiou até aqui.

Por mim, sinto-me hoje mais perto da minha fé, da igreja católica, da sua voz, do homem sentado na Cathedra de São Pedro...

Hoje, mais do nunca, sou Bergoglio.

 

Filipe Vaz Correia

 

10
Nov16

Para onde foste, meu filho?

Filipe Vaz Correia

 

Apagaram a luz do meu quarto;

Sinto o ruído da solidão,

Perdido nesse som abstrato,

Que invadiu o meu coração...

 

Apagaram a luz da minha casa;

Deixei de ter com quem falar,

Quebraram-me assim a asa,

E já não consigo voar...

 

Apagaram a luz da minha rua;

Deixaram-me sem o meu viver,

Estou de alma completamente nua,

Restando-me apenas morrer...

 

Apagaram a luz da minha terra;

Não te posso mais tocar,

E assim a vida encerra,

Para mim a palavra amar...

 

Apagaram a luz do meu mundo;

Apagaram-me da vida,

Levaram o meu amor profundo,

Deixaram-me a dor sentida...

 

E assim se apagaram todas as luzes;

Porque eras tu, a minha história,

A borracha levou me o filho,

E a dor a memória.

 

 

 

 

 

10
Nov16

Donald Trump: O triunfo do ódio

Filipe Vaz Correia

 

9 de Novembro de 2016, ficará marcado na minha mente como o dia da revolução americana...

Nada ficará igual depois destas eleições, deste medíocre combate disputado entre Hillary e Trump.

As duas faces de uma América, centro do mundo ocidental, que nunca estiveram tão extremadas, distantes, antagónicas, muito por culpa de um discurso populista, xenófobo e sexista levado a cabo pelo candidato republicano.

Este retrato que não é virgem neste mundo em que hoje vivemos, o Brexit, a ascenção de Marine Le Pen, deixa a todos os líderes políticos que comandam as democracias mais evoluídas, um desafio que não poderá ser adiado:

Mudar o paradigma ou vacilar perante os novos populismos que crescem entre os mais necessitados e excluídos de cada um destes países.

A economia terá de ser colocada ao serviço das pessoas, das suas necessidades, o investimento terá de ser suficiente para alavancar novos sonhos, uma nova esperança que ultrapasse a ditadura do défice que cada vez mais sufoca e mina a confiança das pessoas nesse sistema em que todos vivemos:

A Democracia.

Donald Trump prometeu excluir muçulmanos, construir um muro, deportar 11 milhões de pessoas, mudar a face da NATO, destruir o acordo da NAFTA, destratou Latinos e Mulheres e ainda desvalorizou a importância das alterações climáticas...

Independentemente de tudo isto, venceu.

O medo e o ódio venceram aqueles que acreditavam, como eu, que seria impossível uma mensagem como esta, vencer na terra da liberdade, na democracia mais importante do mundo, deixando no ar uma tempestade que ameaça estremecer os alicerces que há muito nos habituámos a ter como sólidos e seguros na nossa sociedade ocidental.

Hillary perdeu, enleada pelos escândalos que a rodearam, pela falta de carisma e confiança que sempre a perseguiram e que já em 2008 a haviam levado á derrota nas primárias Democratas.

Uma aprendizagem para o partido Democrata, pois nem sempre o candidato da estrututra, do status quo é o mais indicado, como também Obama havia demonstrado no mesmo ano de 2008.

Assim cheio de dúvidas e interrogações, olhando para as nuvens que se instalaram nos Estados Unidos, para aquelas que antevejo se dirigirem para Paris ou Berlim em 2017, aquando das eleições nesses países, rezo para que neste século XXI os anos 20, 30 e 40, não voltem a ser tão trágicos, populistas e demagógicos como aqueles que o mundo viveu nas mesmas décadas do século passado.

 

Nunca como agora esta frase foi mais apropriada:

God Bless América e já agora todos nós.

 

Filipe Vaz Correia

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