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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Como É Bom Te Amar!

 

Não sei se o papel abraçará todas as letras que solitariamente ameaçam esvoaçar, nem se desejo soltar livremente essa vontade de expressar, nesta singela escrita, o que atormenta a alma. Interrogações insistentes, num insistência que inquieta, inquietando desmesuradamente, nesse desmesurar que não cala, nesse calar que se revolta, num revoltar permanente, como se essa permanência, fosse a derradeira inquietude do Ser. Tantas e tantas formas de gritar, num grito discreto, discreta timidez do querer, que quer e se perde, como se perder não fizesse parte do destino. E que destino pode ser mais desafiador, do que esse desafio de viver, vivendo desatinadamente, por entre, as intempéries da alma. Pois a alma que se agiganta também é aquela que se contorce, a que se silencia e chora, sem deixar de sorrir. Mas o valor de um sorriso, por vezes gesto impreciso, pode bem esconder a simples dor de um passado, de um presente ou de um destemido futuro. Mas o que serão as interrogações, senão o compassar dos dias, desse arrepiante acreditar no infinito, sabendo que o finito poderá exterminar o que queremos eterno, aquilo que sendo eterno queremos que sobreviva, acreditando na força de um despido olhar. Como é raro um despido olhar? É assim que te amo... Como se amar fosse apenas uma rajada de vento, por vezes fria, por vezes quente, no entanto, retemperadora, deslumbrante, desarmante. É assim que te olho, como se fosse a primeira vez, é assim que te desenho, como se cada traço fosse rabiscado inocentemente, é assim que te sonho, como se antes não ousasse sonhar. Estranha forma de escrever na correria constante do dia a dia, no acelerar dos acontecimentos, sem tempo para gritar... Sem espaço para parar. Mas se o amor é escrita, força bonita, então é, por entre, essas linhas que me perderei, por entre, essas letras que me deixarei levar, por entre, essas palavras que eternamente soletrarei...

Como é bom te amar!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

  

Crianças, Avós E A Singela Imbecilidade...

 

A que ponto chegámos enquanto Sociedade?

No programa Prós e Contras da RTP, por entre, a discussão do movimento MeToo e das consequências do assédio sexual nos dias que correm, assistimos a uma afirmação de um Professor Universitário...

" Obrigar uma criança a dar beijinhos aos Avós é uma forma de educar para a violência."

Desculpe?

Pensei estupidamente.

Será possível?

O dito Professor, Daniel Cardoso, conhecido por defender o poliamor, uma forma tão nobre de amar como outra qualquer, defende ainda que usar o poder dos Pais para obrigar uma criança a dar um beijinho aos seus Avós, serve para incentivar uma falta de controlo do seu corpo perante o poder de alguém que lhe é superior.

Ou seja, fomenta a repressão do direito de dizer não.

Não podia discordar mais...

Obrigar as "criancinhas" a dar um beijinho aos seus Avós, queiram ou não, é um gesto de educação básica, uma elementar forma de educar e bem.

Respeitando ou não a sua vontade mas essencialmente impondo regras e princípios que os nortearão para o resto das suas vidas.

Este tipo de ideólogos e valores têm criado uma mistura explosiva que poderá contribuir, na minha opinião, para a criação de uma Sociedade mais individualista, selvagem e egoísta.

Uma forma desresponsabilizada de educar.

Qualquer dia, um Pai ou uma Mãe, terá de pedir permissão ao seu filho, para corrigir alguma das suas vontades, transformando as criancinhas em tutores do seu destino, desde o dia em que nascem.

É uma roda livre no pensamento educativo, diluindo-se o poder "Paternal"  versus a vontade da criança.

Imagino, somente por um momento, dizer ao meu Pai que não queria dar um beijinho à minha "querida" Avó, imaginando, arrepiado, a forma educativa como demonstraria onde iria encaixar a minha mal-criada atitude.

Lá está...

Isso nunca me passaria pela cabeça.

No entanto, na opinião deste "professor", devo ter sido educado para a violência...

A boçal violência de ter que ouvir tamanha barbaridade.

Haja paciência.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Estrada Da Vida...

 

 

 

Na estrada da vida;

Viajando à janela,

De chegada ou de partida,

Recordando essa aguarela,

Pincelada sem ferida,

Em cada reflexo do teu olhar...

 

Nesse vai e vem insistente;

Vai sussurrando a velha alma,

Cada pedaço dessa brisa,

Que se amarra ao sentimento,

Desmedido vento,

De esperança...

 

Nesse viajar intemporal;

Onde se entrelaça a temporalidade,

Guardam-se mágoas,

 Sorrisos,

Infinitamente...

 

Em cada viagem;

Selvagem,

Sobrará essa miragem,

Confundida recordação,

De ti...

 

E partindo;

Continuarei...

 

A voar.

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas Que Orçamento É Este?

 

Mas que Orçamento é este?

De um lado gritam despesismo, do outro, brilhantismo e redistribuição...

Onde ficamos?

De acordo com aquilo que sabemos, sendo que muitas medidas ainda não são públicas, parece-me que este Governo não se desviará daquilo que tem feito até aqui.

Devolução de salários e direitos, ao mesmo tempo que cortará impiedosamente para compensar este esforço financeiro.

Até aqui tudo bem.

Quer dizer tudo bem, se não atingisse o sector da Saúde, um dos mais prejudicados por esta Governação e não só.

Faço uma declaração de interesse:

Gosto de Mário Centeno, uma afirmação quase indescritível vinda de um Conservador sobre um Ministro das Finanças de um Governo do PS, apoiado pelo PCP e BE.

Julgo que uma das grandes virtudes de Centeno, além do controlo do déficit, uma característica que não é de somenos, tem sido o controlo da vontade despesista dos parceiros da Geringonça.

Neste planeta virado ao contrário, duas medidas merecem a minha interrogação:

Os manuais escolares gratuitos até ao 12º ano e a redução significativa em todos os passes sociais.

Atenção...

Acredito que ninguém, no seu perfeito juízo, possa expressar o seu desacordo, como principio, destas medidas, porque aliviam grande parte das famílias, assim como, oferecem uma sensação de bem estar que se notará no dia a dia dos Portugueses.

No entanto, convém questionar como se alcançarão, de forma responsável, as verbas para financiar tais medidas.

A primeira, ou seja, os manuais escolares, traz até um toque nostálgico dos loucos anos Chavistas, em plena Era petrolífera ou do saudoso "Magalhães".

Por fim, não esquecer os rumores crescentes que indicam a saída de Mário Centeno do Governo, para um cargo na União Europeia, género FME...

A ser verdade, isso sim, deixaria a minha intuição deveras preocupada.

Quanto ao Orçamento, vamos esperar até o compreender na sua globalidade.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Tempestade "Geringonça": A Inesperada Remodelação...

 

Uma remodelação Governamental surpreendente...

Absolutamente surpreendente.

Quando todos aguardavam a substituição do Ministro da Defesa, eis que António Costa resolve ir um pedaço mais além e substituir mais três Ministros...

Saúde, Cultura e Economia.

Terá  sido a tempestade de ontem à  noite?

Se no caso do Ministério da Saúde poderíamos antever problemas para Adalberto Campos Fernandes devido à contestação evidente entre o pessoal médico e enfermeiros , assim como, os fracos recursos nos Hospitais públicos...

Já quanto aos Ministros da Cultura e da Economia, apesar da sua fraca qualidade política, não conseguíamos  encontrar uma manifestação de desagrado nos sectores por eles tutelados.

Pelo menos que se pudesse sentir publicamente.

No entanto, o Primeiro Ministro resolveu fazer uma grande remodelação a um ano de eleições legislativas, provocando, na minha opinião, uma surpresa geral em todos os quadrantes da Sociedade Portuguesa.

Quem adivinharia?

Será uma estratégia de sucesso?

Ou arriscada?

Se por um lado Costa refrescará o executivo a meses dessas eleições, por outro dá uma ideia de fragilidade no seio de um Governo que acabado de apresentar um Orçamento, resolve baralhar e dar de novo.

Esperarei para compreender melhor a orientação que norteou este passo escolhido por Costa, assim como, a validação política e de qualidade que sustentam estes nomes, não crendo porém que daqui saia um Governo mais forte.

Talvez mais "fresquinho", mas não creio que mais forte.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Aze(re)Do Lopes...

 

O Ministro da Defesa demitiu-se...

Caiu com estrondo e em queda livre desde um qualquer estratosférico precipício espacial, sem nunca abrandar.

Tancos ameaçava vitimar a cúpula política da Defesa Nacional e dizimou...

Partindo-se agora para a esperada decapitação voluntária ou compulsiva do Chefe de Estado Maior do Exército e do seu Vice.

Azeredo Lopes azedou no cargo, não compreendendo que chegara, desde há muito, a altura de sair para não contaminar o Governo, assim como, o Exército que tutelava.

Azeredo tornou-se um componente tóxico que tardiamente se apercebeu dessa sua condição política.

António Costa voltou a cometer o mesmo erro "político" que anteriormente já havia cometido com a MAI, Constança U. de Sousa...

Digo "político" pois sou um admirador confesso dessa característica Humana, a lealdade, por vezes escassa no mundo em que vivemos, no entanto, será importante realçar que tanto num caso como no outro, a lealdade não se deve confundir com teimosia, dando a ideia que nestes dois casos, António Costa, ultrapassou essa fasquia.

A excepção a essa tamanha lealdade de Costa, terá sido no caso do Ministro da Cultura, João Soares, com o Primeiro-Ministro a aceitar essa demissão após o primeiro deslize...

Até a lealdade do mais "teimoso" dos políticos tem o seu limite.

Nesta aventura desventurada em que se transformou o período de Azeredo Lopes, como Ministro da Defesa, sobrará um retrato medíocre e amador das estruturas militares deste nosso País.

Fica um cheiro a máfia e encobrimentos, de magia ou ilusão...

E é aqui que me recordei de Luís de Matos.

Porque não?

Se ninguém sabe quem roubou ou quem encobriu...

Se temos armas que nunca apareceram e outras que apareceram sem nunca terem existido...  

Se calhar mais do que força política o próximo Ministro deveria, na minha opinião, ter capacidades de magia, não só para descobrir o que aconteceu, como para compreender como aconteceu.

Uma novela Mexicana com um "Azedo" final.  

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

As Infindáveis Cores Dos Meus Sonhos...

 

Parecem muitas as cores que me acompanham nos sonhos, que me amarram insistentemente a esse mundo tão meu... Só meu... Perdidamente órfão dos momentos que passaram e que por vezes ali se reencontram, numa mistura de rostos e palavras, sorrisos desencontrados, por entre, encontros tão ambicionados. Nesse mundo não escolho rumos ou caminhos, não corro nem fujo, não grito nem choro. Nesse mundo esvoaço vezes sem conta sobre mim mesmo, sobre o bater desse coração meu, inundado de um desejo sem fim, dessa intemporalidade só possível naquele encantador reino. Não busco crescer nem morrer, somente viver cada pedaço de recordações que já não recordava, de sentidos que não sabia possuir, de imagens que não sabia ter como minhas. Instantes impagáveis que se esfumam ao acordar, desaparecendo, por entre, a neblina de um novo amanhecer, desapegadamente da triste alma, entristecida forma de um querer. Nos sonhos soletro sem esquecer, esquecendo desesperadamente cada segundo imortal de um desgosto que magoa, de uma dor que permanece, de uma ardente maneira de sentir. Escadas que subi, corredores em que corri, janelas que me pertenceram, olhares que me escaparam, vozes que se calaram, abraços que se perderam. Nesses sonhos regressam, sem regressar, chegam sem efectivamente chegar. Mas sorrio sempre... Mesmo quando choro... Sorrio sempre. Pois na singela esperança desse adormecer, sonhar, posso sempre reencontrar quem mais me falta, aqueles de quem mais saudade sinto. Parecem muitas as cores que invadem os meus sonhos, tantas e tantas que me recordam as aguarelas pinceladas por minha Mãe... Essas aguarelas que gravo na alma com aquele amor que se entrelaça a cada biscoito de limão, em cada popia caiada, em cada cheiro ou abraço teu que, infelizmente, se perdeu...Nesta mistura de saudade e querença se reencontram os meus sonhos, solitariamente entregues ao destino, desamarrada forma de querer, ansiando que a cada adormecer, possa por mim esperar essa terra encantada, onde habitam os pedaços da minha alma que outrora perdi.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Sumário: Meninos Ou Meninas?

 

Uma escola do Porto resolveu questionar os seus alunos de 9 e 10 anos sobre a sua preferência sexual...

Se gostavam mais de meninos ou meninas?

Ou talvez dos dois...

Inacreditável!

Numa Era onde estamos sistematicamente expostos entre o radicalismo populista e o extremismo do politicamente correcto, sobram-nos casos e mais casos que deixam estupefacta a mais esperançada das almas, com a tamanha e infinita estupidez.

Questionar alunos sobre a sua sexualidade, já de si poderá ser uma medida discutível, mas nestas idades que servem aqui de amostra, torna-se ainda mais incompreensível e até diria inaceitável.

O que responderá uma criança, nesta idade, a um questionário destes?

Menino? Menina? Os dois?

A sério?

Se calhar poderiam por mais uns quadrados como hipóteses:

Playstation, Bola de Futebol, Ipad, Patinagem, Bonecas, Tennis, etc...

Até aposto que seria um destes o vencedor.

Sinceramente, parece que por vezes nessa busca de um imaculado ou estranho sentido de perfeição, as pessoas perdem o bom-senso, a capacidade para encontrar o equilíbrio.

A quem elaborou este inquérito, importa explicar que o mesmo não faz qualquer sentido, essencialmente pela tenra idade dos inquiridos.

No entanto, o Ministério da Educação não pode ficar silenciado, sem nada dizer, numa matéria que evidentemente lhe pertence.

Engraçado seria que alguma destas crianças tivesse o discernimento e a maturidade, coisa que ainda não é justo se lhes exigir, para escrever:

Metam-se na vossa vida!

Teria sido extraordinário.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Alcochete: De Dentro Para Fora?

 

Infelizmente é sempre assim...

A prisão e constituição como arguido de Bruno Jacinto, funcionário do Sporting Clube de Portugal, com a função de ligação aos adeptos, entre outras, traz o caso das rescisões de contrato, por parte dos jogadores do Clube, para um patamar muito diferente.

Se conseguirem provar que funcionários do Sporting estavam a par e tiverem uma qualquer cumplicidade neste acto aberrante...

Então a possibilidade de existir justa causa ganha proporções alarmantes.

Mais ainda se por alguma razão, se verificar a participação de Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting à data dos factos.

O que espantaria?

Detesto o acéfalo vociferar, aquele que ganha dimensão através da "carneirada", habituada a repetir as palavras de ordem que são soletradas pela maioria ou pelos seus lideres.

Nunca fui assim...

Detesto pessoas assim.

Admiro quem pensa pela sua cabeça, argumenta sem receios de dar a sua opinião construtiva, baseada em factos e valores...

Foi o que sempre tentei fazer desde o dia em que vi ser eleito para presidente do "meu" Clube, um homem impreparado, boçal, com sinais de autoritarismo e trauliteiro.

Muitos dos que hoje o criticam ferozmente, foram seus discípulos fervorosos, caninamente repetindo os gritos e desmandos por ele ordenados...

Ex-presidentes acusados ou expulsos, tiques e teatros amadores, boçalidades encenadas, tiros e mais tiros repetidamente disparados contra os próprios pés.

Mas isso pouco importava pois o Marco era um canalha, o Carrilo um traidor, o Dier um palhaço e os jogadores...

Esses malandros pouco profissionais.

E aumentava o clima de terror, de uma inquietação que marcava presença em Alvalade para quem se atrevia manifestar a sua descrença contra tal "política".

"É preciso estarmos todos unidos, não criticar o Presidente..."

Ouvi tantas vezes, desde os primeiros tempos do Brunismo, apoiado pelos Sampaios e Barrosos que ainda por lá continuam, sem que por um instante se usasse a "mioleira" para compreender aquele estilo, o conteúdo, a forma e a belicosidade constante.

Por isso em momento algum tive a tentação para criticar, no geral, aqueles que rescindiram, sendo evidente que esse seria o cenário que mais me aterrorizava...

Ver partir Rui Patrício, por exemplo, foi das maiores tristezas que vivi como Sportinguista, pela estima que sempre por ele tive e também por sentir essa estima pelo Clube em cada intervenção sua, entrelaçada em cada olhar seu.

Porém chegados aqui e com a maioria daqueles que até ao fim estiveram ao lado do Brunismo, a esmagadora maioria, numa encapotada "Gestapo" das massas, transformados agora em empedernidos críticos desse tempo...

Resta não esquecer todo o caminho e jamais cometer os mesmos erros.

O Bruno Jacinto deve ser mais ou menos uma espécie dos "Barbinis" da actualidade, sem nada para acrescentarem a não ser o seu poder entre as claques e os seus  batalhões de plantão.

Lutarei sempre contra esse lado que nos sufoca e torna menores...

Inferiores ao sonho idealizado por aqueles que nos fundaram.

Viva o Sporting.

 

 

Filipe Vaz Correia