Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

Vida Louca, Vida Breve...

 

Mergulho profundamente...

Tão profundamente que me pareço perder, na inebriante vontade de voar debaixo de água, como se o céu e o mar se unissem num só.

Num azul tão cristalino como intenso,  que nos abraça, nos envolve, nos possui.

Por vezes, deslumbrados por tamanha correria, pelo destempero inerente à imberbe idade, parecemos querer de uma só vez, viver tudo, desamarrar os laços, fechar os olhos e viajar vertiginosamente, por entre, os mistérios da alma.

Tantas e tantas vezes se parece perder a vida num segundo, segundo imenso, que se transforma numa outra vida, revista, recordada, num passo apressado sob o contemplador olhar, de quem a viveu...

Passado revisto num instante, 90 anos, 80 anos, qualquer compasso temporal.

Noticias como as de João Ricardo ou Pedro Rolo Duarte, dão a dimensão pequena aos fantasmas quotidianos, com que a maior parte de nós se fustiga, consome.

O tempo passa, por vezes até voa...

Esvoaça por entre os sorrisos e gargalhadas, lágrimas e dor, sofrimento e ausente discernimento, por entre desamores e amores.

O tempo não pára, não espera, não tem contemplações...

Parafraseando Cazuza:

" Vida louca, Vida louca, Vida Breve..."

Por maior que seja a vida, ela permanecerá eternamente breve, irrepetivelmente breve e por essa mesma razão, importa não esquecer dizer que se ama, a quem se ama...

Que se quer, quando se quer...

Que são importantes, aqueles que verdadeiramente o são.

Pois só assim, a vida, fará sentido.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

4 comentários

Comentar post