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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Uma Americana Em Kensington Palace!

 

A Monarquia Britânica é provavelmente a mais tradicionalista e ritualista do mundo, carregada de história e memórias que perduraram, por entre os seus  séculos de existência...

O anuncio do casamento real entre o Príncipe Harry e Meghan Markle, veio quebrar mais um pedaço de história cristalizada pelo tempo, demonstrando uma capacidade de evolução, inimaginável, há algumas décadas atrás.

Não é necessário recuar até aos anos 30, altura em que Eduardo VIII renunciou ao trono por se ter apaixonado por uma mulher divorciada, o que acabaria por abanar os alicerces da Monarquia Inglesa.

Este facto e a sua abdicação, trouxeram-nos até aos dias de hoje...

A um mundo diferente, desmesuradamente diferente.

Este casamento romperá barreiras inimagináveis, não só porque Meghan Markle é divorciada, não só porque é actriz, não só por ser mais velha do que o seu noivo, como também por se tratar de uma Norte-Americana...

Afro-Americana.

Esta mistura de barreiras, todas elas derrubadas por este amor, em jeito de conto de fadas, traz um lado de modernidade, de romantismo, de singularidade, a todos os títulos extraordinário.

Este casamento marcará certamente um tempo, mudará com certeza costumes e abrirá sem dúvida portas e janelas, trancadas há muito, muito tempo.

Ao fim de quase 70 anos de Reinado, o legado que Isabel II deixará para os vindouros, será um misto entre a formalidade inerente à História Britânica, aliado a uma espécie de revolução cultural, muito para lá do que se poderia imaginar...

E assim, observando a noticia do dia, celebra-se um noivado, aguarda-se um casamento, mas essencialmente notam-se os ventos de mudança que renovam uma velha Instituição.

 

 

Filipe Vaz Correia 

 

Diana: Pelo Olhar De William And Harry!

 

A SIC exibiu no Jornal da Noite o documentário, Diana: A Nossa Mãe,  20 anos após a morte da Princesa do Povo...

Pelos olhos dos que lhe eram mais queridos, este documentário impressionou pela participação dos seus filhos, William e Harry, que jamais se haviam demonstrado disponíveis para este tipo de partilha intimista com o público.

Este gesto dos seus filhos, representa um tributo à memória de sua Mãe, ao significado desta na vida de tantas pessoas e essencialmente contribuir para mostrar um lado da Princesa, que lamentavelmente se viu constantemente subalternizado, perante a busca de alguns, por sensacionalismos cruéis que insistentemente a perseguiram...

Esse lado espelhado nas palavras e no olhar daqueles dois homens, um dia meninos, comoveu, envolveu e certamente deixou Diana orgulhosa daqueles rapazes que ali a recordavam.

William e Harry, quebraram regras e tradições, folhearam memórias e retratos, libertaram dores e até rancores, dando um lado honesto e real sobre si mesmos e consequentemente sobre sua Mãe.

Talvez pela primeira vez, ao fim de 20 anos, se possa dizer que ali se falou de Diana sem buscar a sensação, a intriga, a coscuvilhice...

Apenas encontrar o olhar dos muitos a quem tocou, em Angola, em Inglaterra, na Bósnia, num combate sem medos contra a descriminação ou no apoio aos sem-abrigo, na luta contra as minas ou resgatando jovens amputados em viagens que ninguém ousava fazer. 

Apenas encontrar o olhar das pessoas que a amavam...

E quem melhor para falar de uma Mãe?

Do que os filhos que tanto amou.

 

 

Filipe Vaz Correia