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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Alerta Taxistas: A Uber Quer Voar!

 

Para quem achava que a Web Summit não teria grande importância, aqui fica uma das mais relevantes revelações destes dias:

A Uber Air, experimentalmente em 2020 e plenamente a funcionar a partir de 2023.

Ora bem:

Não bastava aos taxistas, o facto destes tipos da Uber não pagarem o mesmo tipo de impostos, serem uma espécie de concorrência desleal, segundo os seus Sindicatos,  para ainda por cima, agora ameaçarem voar.

Não bastava o asseio dos carros, os motoristas engravatados, a rapidez e afabilidade, para agora os malandros quererem invadir os céus...

Em plena hora de ponta, hesitarão os clientes entre o eixo norte-sul ou o deslizar pelos céus de Lisboa?

Neste tipo de mundo tecnológico, é caso para dizer:

Qualquer dia, voar não será mais do que uma mera trivialidade corriqueira, com os céus pejados de mini veículos, cruzando incessantemente o horizonte.

O futuro a chegar e ninguém avisava os nossos Taxistas...

Ainda bem, que cá tivemos a Web Summit.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Poético Coração...

 

 

 

Caminhei por entre a vida;

Pela infinitude de sentimentos,

Carreguei tamanhas feridas,

Inquietudes e tormentos...

 

Naveguei em alto mar,

Nadei na imensidão de um rio,

Desejei sem renegar,

O teu toque, meu arrepio...

 

Voei sem sobrevoar;

Minhas lágrimas recolhidas,

Mágoas a disfarçar,

Palavras fingidas...

 

Caminhei por entre o destino;

Eternidade temporal,

Por esse imenso desatino,

Meu desejo infernal...

 

E foi passando demasiado tempo;

Na cantada vontade da minha solidão,

Solidão trazida pelo vento,

Voz de uma emoção,

Recordado sofrimento,

Deste poético coração.

 

 

Saudade

 

 

 

Se a saudade;

Tivesse olhar,

E não fosse o meu,

Na verdade,

De uma tristeza singular,

Um espelho dessa singularidade,

Intenso abraçar,

Da nossa intemporalidade,

Reflectida,

Neste imenso amor...

 

Se a saudade;

Soubesse o quanto dói,

O quanto a alma corrói,

Esta imposta distancia...

 

Se soubesse a saudade;

Quanto doí,

E calaria a vontade,

De tamanho destino.

 

 

E Se Eu Fosse, Um Pássaro?

 

Se eu fosse um pássaro;

E livremente pudesse viajar,

Se não temesse abrir as asas,

E num gigantesco salto, voar...

 

E se eu fosse um pássaro;

E me abrissem a gaiola,

Vislumbrando a imensidão,

Que se esconde,

Da minha curiosa alma...

 

E se eu fosse um pássaro;

E tivesse o céu para mim,

Como um espaço sem fim,

Onde pudesse sonhar...

 

E se eu fosse um pássaro;

E não tivesse medo de sobrevoar,

O montanhoso desconhecido,

Não temendo encontrar,

O infinito perdido,

Por entre os recantos, de cada destino...

 

E se eu fosse um pássaro;

Como poderia escrever,

Gritando para o mundo,

Estas palavras a descrever,

O horizonte da minha imaginação...

 

E se eu fosse um pássaro?