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Caneca de Letras

Caneca de Letras

PCP: O Complexo Estalinista...

 

O Parlamento Europeu decidiu entregar o Prémio Sakharov deste ano à Oposição Venezuelana, num gesto de grande dignidade e reconhecimento, que só fica bem a toda a Instituição Europeia, e a todos nós, seus representados.

Soube da noticia e fiquei feliz, basta darem uma vista de olhos aqui pelo Caneca, para facilmente perceberem o que penso sobre o Regime, e sobre a principal personagem que o dirige...

Só mais tarde me apercebi do triste espectáculo interpretado por uma parte da Esquerda Europeia, com o PCP incluído.

Para além de ser uma gigantesca falta de educação, a interrupção do discurso do Presidente do Parlamento Europeu, demonstra essencialmente um desrespeito pelo exercício democrático que levou àquele resultado, àquela nomeação.

O PCP é um Partido profundamente anti-Democrático, disfarçadamente ressabiado pelo frustrante e fracassado destino, que não lhes trouxe a Revolução Marxista sonhada...

Só assim se compreende que o PCP apoie um ditador como Nicolas Maduro, que seja conivente com as prisões, com os mortos, com a fome, com a tragédia suportada por um Povo, às mãos de um miserável déspota e seus corruptos.

O que diria o PCP, se Nicolas Maduro fosse de um Partido de Direita?

Fico extremamente feliz com esta entrega do Prémio Sakharov...

No entanto, fico também com uma vergonha imensa de um Partido Português, que ainda está moralmente comprometido com o seu legado Estalinista.

Para o bem de todos nós, são uma minoria.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Maduro E Ceausescu: A Repetição Da História?

 

Continuo a escrever sobre a Venezuela, sobre o drama indescritível vivido por aquelas gentes, que se encontram ali aprisionadas, num misto de desespero aglutinador e de estupidez humana.

Olhando para esta realidade não é possível retirar deste contexto, o papel decisivo de um homem menor, o Presidente Nicolas Maduro.

Sempre que vejo noticias desse longínquo País, por tradição repleto de descendentes Lusitanos, não consigo deixar de me lembrar de Nicolae Ceausescu...

As semelhanças entre ambos são imensas, intelectualmente e até ideologicamente, sendo que acredito que o desfecho desta história poderá ser, também ele, igual.

A América Latina e o Mundo têm um vasto historial de ditadores, de regimes totalitários, durante longos anos, no anterior século e no atual, no entanto,  ditadores como Maduro e Ceauscescu, são unidos e legitimados pela sua própria ignorância, assim como, pela esperança daqueles que fazendo parte dos excluídos, em algum momento, acreditaram que essa ausência de cultura poderia significar simplicidade.

A Roménia Comunista era um País entregue a um homem, num regime desconexo e dependente desta família dominante, que moldou a vida e os comportamentos de tantas e tantas gerações.

Com os militares do seu lado, o Regime de Ceausescu ditou durante décadas as linhas com que se escreveria a História daquele povo, subjugados às experiências inacreditáveis de Nicolae e Helena, sua mulher...

Helena Ceausescu, praticamente analfabeta, teve em suas mãos durante anos a parte educacional e cientifica daquele País, sendo galardoada com louvores universitários e galões literários, em virtude de teses escritas por outros mas assinadas por si.

É aqui que me recordo de Nicolas Maduro, com o seu papel de Comandante, de líder supremo, meio entrelaçado com aquela genuína boçalidade com que expressa a loucura, que mora no seu miserabilista cérebro...

Mora sozinho no meio daquele palanque de onde discursa, naqueles monólogos ziguezagueantes, num desespero desconcertado que levará a Venezuela para um abismo, cada vez mais real.

Ceausescu tombou num dia de festa, num regresso a casa depois de uma visita de estado, na varanda de um dos seus palácios, diante de uma multidão...

As gentes vaiaram-no pela primeira vez, provocando espanto, estampado naquele seu olhar vazio, avançaram ao seu encontro e os militares que sempre o haviam apoiado, afastaram-se, abandonaram o pequeno ditador à sua sorte.

Ainda tentou fugir mas foi capturado ao lado da sua mulher, numa estrada perdida no meio de uma zona rural, onde pouco tempo depois foram executados, por entre gritos dilacerantes de Helena Ceausescu, não acreditando que aqueles homens seriam capazes de assassinar a sua "Mãe".

Era assim que se via...

Era desta maneira que a sua tortuosa mente acreditava ser vista, por todos os Romenos.

Nicolas Maduro, posso estar enganado, encontrará no meio de um discurso, no auge de um delírio, o julgamento popular que ele julgará impossível.

E assim, no meio destas semelhanças, por entre a loucura iletrada ou através da alucinação ignorante encontrada nestes dois homens, que talvez se possa vislumbrar a repetição de uma história...

E o fim do martírio de um povo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

As Ruas De Caracas!

 

 

 

As ruas de Caracas;

Estão repletas de sangue,

Repletas de desilusão,

Impregnadas de lágrimas,

De um futuro sem razão...

 

As ruelas da Venezuela;

Estão silenciadas, caladas,

Cheias de almas renegadas,

De vontades desabitadas,

De promessas adiadas...

 

Os destinos deste povo;

Foram perdidos, desperdiçados,

Em cada esquina despedaçados,

A cada voz amordaçados,

Traídos...

 

A cada morte;

De tantos jovens,

Se encerra,

A esperança de sonhar,

Com o eterno direito,

De viver,

Livremente.

 

 

aMADUROismo

 

As eleições para a Assembleia Constituinte, na Venezuela, estão a revelar-se um fracasso para Nicolas Maduro e para a demonstração de força, imaginada pelo pequeno ditador Venezuelano.

A poucas horas do fecho das urnas, apenas 7% da população eleitoral havia votado e por isso mesmo se compreende que o regime bolorento de Caracas, tenha decidido prorrogar o prazo para que o povo pudesse votar...

7%?

Na verdade, já se sabia que o regime de Maduro, meio perdido, fruto da ignorância reinante daqueles que comandam hoje os destinos da Nação, se mantém no poder apenas fruto da brutalidade das forças que lhes são leais, dos algozes pagos pela corrupção que esventra esse futuro que tarda em chegar.

Porém estes números a se confirmarem, demonstram a fraca legitimidade que ainda suporta estes antigos Chavistas.

Um ditador é um ditador, um déspota será sempre um déspota, no entanto, sempre que a boçalidade se mostra reinante, que a estupidez caracteriza as mentes governantes, se torna um pouco mais triste a confinada penumbra de uma ditadura...

Maduro é isto mesmo, assim como a sua entourage, pequenos, limitados, estúpidos, desprovidos de conhecimento intelectual e é esse amadorismo, essa desesperança insistente, que certamente marcará o seu fim.

O povo já não o teme, não receiam tombar um a um, Pais, Filhos, Homens, Mulheres...

Ninguém já teme morrer, para tentar resgatar o seu direito de viver.

E enquanto se aguardam os resultados fraudulentos, que certamente o regime anunciará para a Assembleia Constituinte, poderemos contar com mais mortes, mais brutalidade...

Mas também, com maior coragem, maior bravura daqueles que diante de armas, tocam violinos, diante de tiros, cantam os seus sonhos, diante de tamanha estupidez, se negam a ceder.

No meio de tamanho aMADUROismo, sobra a nobreza deste corajoso povo...

Venezuelano.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

A Luta Pelo Futuro!

 

Os Venezuelanos estão presos num espaço temporal, espécie de vazio histórico, que os destrói, esventra a sua dignidade, a esperança que deveria naqueles jovens habitar.

Ninguém tem dúvidas sobre a miséria que grassa pelos quatro cantos da actualmente triste Venezuela, ninguém desconhece o descontentamento de uma esmagadora parte da sua população em relação ao regime Comunista vigente naquelas terras...

Ninguém ignora o sofrimento, desespero que deve invadir aqueles que à noite olham para os seus jovens filhos e imaginam o vazio que os espera, num futuro inexistente desenhado pelas mãos ignorantes dos seus governantes, num destino que sabem ausente.

No entanto, uma questão grita ao mundo, através dos ventos que chegam retratando aquele drama:

O que estão a fazer aqueles que deveriam proteger a Nação?

O que faz este exército, insanamente ao lado de Maduro?

Dir-me-ão que a cúpula militar Venezuelana, está ao lado de Nicolas Maduro pela maneira corrupta como este lhes permite traficar petróleo, drogas, armas, enfim um pouco de tudo...

São-lhe leais pois aqueles que comandam as Forças Armadas Venezuelanas, foram lá colocados por ele, sendo sabido que nunca o haveriam conseguido, caso este regime corrupto e demagogo não tivesse existido.

Aceito esta explicação, compreendo-a, até acredito que possa ser a mais correcta, no entanto, o exército não é feito de Generais, é feito de soldados, de gente, de homens...

Homens com família, amigos, pessoas comuns que vivem certamente o drama destes milhões de Venezuelanos, aprisionados à vontade de um homem que falou com um passarinho, ou melhor, com Hugo Chavez.

Esta falta de sentido, de esperança evidente é que precipita a certeza daqueles que não encontram outro caminho que não o de desafiar as balas vermelhas, dos Algozes Marxistas e Bolivarianos.

E neste impasse desesperante, definhando o grito popular, resta aguardar que a história reponha a vontade das gentes, o desejo daqueles que reclamam o seu direito, a ter um futuro.

Um futuro para a Venezuela...

Um Bem-Haja.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

PCP: A Hipocrisia Indisfarçável!

 

O comunicado do PCP de apoio à Revolução Bolivariana e consequentemente a Nicolas Maduro, seria apenas vergonhoso, senão fosse também ele, um punhado de hipocrisia e cinismo...

Pensemos o que diria este mesmo Partido se o regime de Maduro, fosse um regime de Direita, com a mesma repressão, ausência democrática ou até o mesmo desrespeito pelas regras básicas Internacionais?

Imaginem...

Sob a capa da modernidade ou o lado cool da coisa, envolvidos até na outrora inacreditável Geringonça, o PCP tende por vezes em disfarçar a sua verdadeira face, dando um ar humanista à palavra política, ao aparente desenvolvimento das suas ideias, no entanto, é em momentos como este que o disfarce cai, a palavra volta a ganhar importância e o cariz ditatorial volta a reaparecer por debaixo da foice vermelha comunista.

O PCP é isto e sempre o será.

Os Comunistas alegam neste infame comunicado que o povo Venezuelano está a sofrer às mãos de um plano externo e golpista, que ameaça o povo daquele País, assim como, os emigrantes Portugueses...

A sério?

Dizem ainda que:

Se trata de uma contra ofensiva imperialista para travar os avanços e conquistas progressistas, que os Governos como o de Maduro conquistaram em toda a América Latina...

Conquistaram?

Reafirmam ainda, PCP, a sua solidariedade para com o povo Venezuelano e o Governo de Nicolas Maduro...

Bem aqui a coisa parece mais grave, pois nesta confusa expressão, efetivamente o PCP tem de escolher um lado:

Ou o lado do Governo de Maduro ou o do povo Venezuelano, pois torna-se bem evidente que não se encontram no mesmo lado da barricada, nesta luta onde apenas a oposição busca a democracia.

Estes pequenos pormenores revelam a verdadeira essência comunista, aquele ressentimento disfarçado mas intensamente presente, desde que o colapso Soviético os deixou perdidos no novo mapa mundial...

Por vezes, esquecem-se deste pormenor ou pormaior e regressam aos tempos em que calar, silenciar, amordaçar, prender, reduzir o povo à sua dimensão menor, se chamava revolução progressista.

Felizmente para todos nós, a informação voa nos dias que correm e todos sabemos sem margem para dúvidas que aquilo que este comunicado Comunista apoia, é apenas um pequeno ditador, um demagogo sanguinário, um regime que certamente lhes deixa saudades de um tempo, de um muro, de um vermelho mundo que já ruiu...

Mais uma vez escrevo:

Felizmente!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

  

Venezuela, Mais Um Dia De Sangue...

 

O dia da Venezuela ficou marcado por uma invasão ignóbil de um grupo de arruaceiros apoiantes de Nicolas Maduro e que se aproveitaram desta data, para agredir e condicionar vários deputados da oposição...

Vários feridos por entre Deputados e Jornalistas, num País que há muito perdeu a credibilidade da justiça ou a esperança de um futuro para aqueles que ali são obrigados a crescer.

O que se passa na Venezuela ultrapassa em muito aquilo que a imaginação Ocidental poderá descrever, ultrapassa em muito o temor imaginado daqueles que descrevendo poderão relatar, pois uma ditadura desesperada, um ditador acossado, é sem dúvida, o pior dos algozes...

E é neste capitulo, que Maduro se encontra!

Um homem inculto, certamente boçal, ocupando um cargo delegado por um populista medíocre como Hugo Chavez e que nunca conseguirá suprir os seus complexos agregados à ideologia Marxista, caduca, descontextualizada com que reprime quem se opõe a esta selvática ideologia.

A questão, daqueles que lutam contra Maduro,  já não é a apenas ideológica, já ultrapassa em muito a visão política, entra apenas, na querença por um futuro melhor e na vontade do livre pensamento.

Nem Maduro, nem ninguém, poderá indefinidamente coagir o destino de um povo, por mais que matem, por mais que ameacem, por mais que os temam.

Porque o destino, não depende de ditadores...

O destino é para ser sonhado.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Venezuela: Que Futuro?

 

A Venezuela vive dias de incerteza, de desnorte...

Encurralados entre um regime caduco, asfixiante e a vontade de mudança, a maioria dos Venezuelanos sente nas suas vidas, essa amargura constante de estarem aprisionados a um presente que parece um terrível engano do destino.

Nicolas Maduro, indiferente ao futuro desse país que é o seu, enfrenta a inevitável queda do seu regime, com a alucinação própria de um déspota alheado da realidade, parecendo acreditar, que será possível adiar o inadiável...

Adiar a sua queda.

A inflação que destrói a vida da população aliada à escassez dos produtos de primeira necessidade, alimentos entre outros, são o rastilho de pólvora que incendeia vezes sem conta o dia a dia daqueles jovens opositores, que saem à rua para confrontar, os militares e milicianos, aliados de Maduro.

A revolução Chavista, outrora populista, é neste momento apenas sobrevivente, sobrevivendo à tona de água numa tentativa de resistir ao seu próprio povo e à sensação de mudança que se sente...

Os mortos que tombam diante dos algozes revolucionários, acrescentam raiva e indignação àqueles que combatem este famigerado regime, guiando este impasse para um previsível desfecho.

Tenho como certo que Maduro cairá, que este Governo infame, comunista e demagogo tombará, apenas não sei se ao estilo Ceausescu ou se conseguirá o sucessor de Chavez esquivar-se daqueles que certamente dele se quererão vingar.

Assim, enquanto assistimos todos ao desmembrar de um País, desesperando por uma solução que nunca será pacifica, poderemos todos reflectir sobre os caminhos tortuosos que levam as pessoas num determinado momento, a eleger odiosos populistas, como tutores das suas esperanças.

Que venha o futuro para estes jovens Venezuelanos que apenas desejam outro caminho, outro destino, outra esperança, outro futuro...

O seu futuro!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Era Uma Vez Um País, Chamado Venezuela...

 

O golpe de estado que acaba de acontecer na Venezuela, não é surpreendente, não é sequer inesperado...

A Venezuela há muito que deixou de ser um país, uma nação, sequestrada pelo populismo desmedido de Hugo Chávez e de seguida com o desaparecimento deste...

Do seu homem de mão.

O rasgar da constituição empreendido pelos apoiantes de Maduro, nada mais é do que um acto destemperado de alguém cada vez mais isolado, desesperado e que vê nesta oportunidade, uma escapatória para a ilusória ideia de que é possível perpetuar esta situação.

A Venezuela de Chávez era tenebrosamente sombria, disposta a tudo para cumprir os caprichos daquele que em nome do povo se legitimava, vezes sem conta, no entanto e apesar do caminho descontrolado, demagogo com que governava, o petróleo que jorrava sem parar no território Venezuelano, aliado aos preços exorbitantes com que se transacionava esse bem raro, permitiam aos Chávistas concretizar os desmandos enlouquecidos do seu líder, num aparente bem estar, que na verdade, não poderia ser concretizado.

Com a queda do preço do petróleo, aliado ao desaparecimento de Chávez, a Venezuela, encontrou finalmente o destino para o qual vezes sem conta, Capriles, tanto tinha alertado...

A inflação disparou, a corrupção tornou-se um hábito, o crime passou a fazer parte do quotidiano, os bens escasseiam, o desespero aumenta até mesmo, em alguns sectores, fortemente Chávistas.

Maduro permanece no local de onde não pode sair, sem que a sua cabeça role, caia, seja decepada, por aqueles que permanecem amordaçados ao longo de décadas...

Este último acto, desesperado, faz me lembrar os últimos momentos de Ceausescu, ou de outros lideres, no fim de linha, no fio da navalha.

Acredito que a chave deste enigma estará nas mãos do exército, cada vez mais pressionado, mais insatisfeito com o Status Quo vigente, que se tornou incapaz de satisfazer as suas prementes necessidades, e que comprava essa protecção que os mantinha no poder...

Rasgando a constituição Maduro torna-se o Rei Sol, o absoluto senhor dos destinos sombrios desta Venezuela cada vez mais perdida, por entre os pesadelos de cada cidadão.

A esperança presa em cada palavra de Capriles, deverá ser a de cada Venezuelano livre, disposto a lutar por um país diferente, onde se possa novamente acreditar...

Acreditando numa sociedade plural e próspera.

 

 

Filipe Vaz Correia