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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Viagem De Uma Vida!

 

 

 

Uma porta fechada;

Tantas outras por abrir,

Um caminho, encruzilhada,

Destino por descobrir,

Vontade determinada,

De viver...

 

Pelos olhos adentro;

Vai irrompendo a curiosidade,

Medos e magoas,

Machucada felicidade,

Estradas esburacadas,

Denominada idade...

 

Sempre o tempo a correr;

E tantas as portas que ficaram para trás;

Memórias por esquecer,

Caras meio nubladas,

Dos que perdemos...

 

Tantas as portas;

Tantos os caminhos,

Na tamanha viagem de uma vida.

 

 

Só Se Ama Uma Vez....

 

 

 

Raios de sol;

Ventos de mudança,

Clave de sol,

Sons de esperança,

Cheiros de mentol,

Antiga herança...

 

Memórias temperadas;

De faces e rostos,

Lágrimas salgadas,

Tristezas e desgostos...

 

Beijos e abraços;

Afagos perdidos,

Imagens a espaços,

De tempos antigos...

 

Não volta atrás o tempo;

Não regressa o imenso olhar,

Não me pertencerá o infinito,

Desse eterno amar...

 

Porque só se ama;

Uma vez.

 

 

Tempo

 

 

 

As sensatas melodias;

Floridas alegorias,

Inebriantes e luzidias,

Indecifráveis alegrias,

Entrelaçadas pelo tempo...

 

As harmoniosas emoções;

Lágrimas e desilusões,

Temporais e furacões,

Desbravados corações,

Perdidos através do tempo...

 

As insidiosas fraquezas do ser;

Mistura de dúvida e saber,

Interrogação de um viver,

Ignorância do querer,

Esperançoso tempo...

 

Enfim o derradeiro ensinamento;

Amargo sofrimento,

Anunciado distanciamento,

Amor tornado tormento,

Tempo após tempo...

 

Para além de todos os tempos.

 

 

 

 

O Conselheiro...

 

 

 

Já lá vai o tempo;

Lá vai muito longe,

Um distante momento,

Onde no horizonte,

Parecia vislumbrar,

Por entre a penumbra discreta,

Dessa amargura avisada,

A secreta,

Lua...

 

A secreta noite;

Cheia de encantos,

Avisos e prantos,

Ruelas e desencantos,

Escondendo os recantos de tamanho amor...

 

Já lá vai o tempo;

Onde um mero sorriso,

Uma lágrima destemperada,

Mudaria tudo...

 

Porque o tempo é o mais cruel;

Conselheiro,

De um coração ferido.

 

 

O Tempo...

 

 

 

O tempo passa por nós;

Esvoaçante sensação,

Segredando sem voz,

Lembranças ao coração...

 

O tempo vai devagarinho;

Levando as noites e os dias,

Vai roubando de mansinho,

As agruras, as alegrias...

 

O tempo sorrateiro;

Eternizando o presente,

Até ao momento derradeiro,

Em que se torna ausente...

 

E vai o tempo fugindo;

Vai escapando sem dizer;

Vai chorando e sorrindo,

Silenciando o querer...

 

Vai o tempo,

Caminhando pelo infinito,

Infinitamente.