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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Saudade

 

 

 

Se a saudade;

Tivesse olhar,

E não fosse o meu,

Na verdade,

De uma tristeza singular,

Um espelho dessa singularidade,

Intenso abraçar,

Da nossa intemporalidade,

Reflectida,

Neste imenso amor...

 

Se a saudade;

Soubesse o quanto dói,

O quanto a alma corrói,

Esta imposta distancia...

 

Se soubesse a saudade;

Quanto doí,

E calaria a vontade,

De tamanho destino.

 

 

Amor De Mãe!!!!!!

 

 

 

Como explicar ao coração;

Que chegaste e partiste,

Amargurada razão,

Que em mim subsiste...

 

Como lidar com esta dor;

Esta complexa forma de amar,

Este vazio transformado em ardor,

Que parece não mais acabar...

 

Porque meu filho sempre serás;

Pois tão breve foi a nossa eternidade,

O teu nome em mim viverá,

Assim como esta eterna saudade...

 

E partindo tristemente assim;

Este pequeno menino que amo,

Este filho que desejei sem fim,

E que para sempre me pertencerá...

 

Porque a morte;

Nunca será tão forte,

Como o meu amor,

Por ti.

 

 

As Noites E As Minhas Eternas Saudades!

 

Muitas vezes me aproximo da janela, à noite, esperando reconhecer nas estrelas que brilham intensamente, um rosto conhecido por entre o desconhecido enigma deste destino que nos envolve...

Tantas e tantas vezes procuro naquela escuridão impregnada de cristais cintilantes, um pedaço de mim mesmo, desse passado e das pessoas que já partindo, eternamente fazem parte da minha alma.

Procuro assim atenuar as saudades que insistem em sobreviver, acorrem vezes sem conta à minha mente para recordar a falta que ainda sinto, de cada um...

Por vezes nesse constante reencontro com os momentos que já fugiram, relembro sorrisos e lágrimas, resgato tristezas e alegrias, tentando preencher um vazio que sempre acaba por reaparecer.

Nessas noites, tendo a lua como testemunha, converso com o misterioso desconhecido que insisto em crer será repleto de reencontros ansiados...

E se assim não for?

As dúvidas e anseios próprios desta imensa incerteza que por vezes me invade, fazendo-me olhar novamente para aquelas estrelas, para aquele brilho e através dele voltar a perder-me na crença de que me ouçam.

A noite permanece, as estrelas ali continuam e eu volto a esconder as intensas saudades guardadas em mim, daqueles que para sempre meus, infelizmente, partiram para longe.

Mais uma noite, nesta eternidade pejada de enigmas...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

A efémera intemporalidade!

 

 

 

Quantas vezes imaginei,

Que era eterno o que sentia,

Quantas vezes me enganei,

Sem imaginar que doeria

 

Acreditando na eternidade,

Nessa efémera forma de querer,

Vai chorando essa saudade,

De um tempo a esquecer

 

Sem que possa descrever,

Como  desvaneceu o sentimento,

Essa estranha forma de morrer,

No bater do sofrimento

 

E depois de muitas linhas,

De tantas palavras prometidas,

Escapou se o tamanho amor,

Por entre as feridas,

Da minha triste alma.

 

 

Saudades Tuas...

 

Como descrever a saudade;

A imensa inquietude que me invade,

Viajando pela eternidade,

Que arrebata sem maldade,

Esse sentimento que na verdade,

Espreita, cobarde,

Atraiçoando a minha alma...

 

Como descrever essas memórias,

Carregadas de histórias,

Perdidas, sem glória,

Na inglória,

Vontade de te rever...

 

Como descrever estes sentimentos,

Aprisionados em tantos momentos,

Pintados ao vento,

Trazendo com eles, esse tormento,

Da tua falta...

 

Como poderei descrever;

Essa vontade, esse querer,

Esse medo de esquecer,

As imagens a reter,

De cada dia que contigo,

Passei...

 

Como escrever;

Esta palavra,

Impregnada de emoções,

Talvez, desilusões,

Mas certamente, recordações...

 

Saudade.

 

 

Alma...

 

Revejo-me nesses teus olhos;

No que escondem, guardam,

Nesses mundos desencontrados,

No que contam, magoados...

 

Revejo-me nesse fundo, esconderijo;

Onde guardas a angústia e a dor,

Do que perdeste, te falhou,

Nessa amargura, esse temor...

 

Revejo-me na ternura, candura;

Na viagem que me querem contar,

Naquilo que foi a aventura,

De que tanto me querem falar...

 

Revejo-me nesse tamanho medo;

Na imensa ansiedade,

Esse reflexo, segredo,

Impregnado de saudade...

 

Revejo-me nessa alma de criança;

Nesses passos gravados na memória,

Nesse olhar que já foi de esperança,

Perdidos noutra história...

 

 Revejo-me nesses olhos;

Do menino que um dia fui,

Revejo-me nessa alma,

Do homem que hoje sou!