Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

Pedrógão: As Lágrimas De Portugal...

 

 

 

Chovem lágrimas em forma de labaredas,

Gritos que ardem silenciados,

Rostos carregando as tristezas,

De pesadelos amargurados...

 

Nuvens impregnadas de terror,

Fumo que envolve sem parar,

Vidas que se escapam num ardor,

Num instante a flagelar...

 

Poeirentos pedaços de história,

Esvoaçando através do vento,

Trazendo na memória,

Tantas mortes e sofrimento...

 

E nas ruas de Pedrógão,

Nesses caminhos de Portugal,

Vai chorando o coração,

Deste povo sem igual...

 

Vai chorando,

Vai rezando,

Vai continuando a lutar.

 

 

Isto Às Vezes, Não Faz mesmo Sentido...

 

Ainda não consigo compreender como foi possível tamanha tragédia, como num instante tantas vidas foram roubadas, tantas famílias foram destruídas, tamanha tristeza tomou conta deste nosso País...

Ao ver as imagens que nos chegam através das televisões, em reportagens algumas delas a roçar a invasão da dor e privacidade daqueles que neste instante sofrem, não consigo parar de me questionar:

Poderá isto fazer sentido?

Que ensinamento poderemos nós retirar, de tamanha tragédia?

As histórias ali contadas, o desespero incutido nelas e nos rostos daqueles que ali encontram a dúvida e a incerteza do que perderam, é deveras demolidor para quem como eu assiste atónito, sem saber o que  escrever ou como imaginar aquele maldito inferno...

As emoções descontroladas, os silêncios diante da grandeza daquelas labaredas, daquele vermelhão que irrompe noite dentro, ceifando vidas, almas, recolhendo por entre os gritos os sonhos que certamente muitos ansiavam ainda cumprir.

Tanta imponência, incontrolada demência num quadro de terror...

É por isso que por vezes parece não fazer sentido.

É por isso que às vezes temos que procurar bem fundo, no interior da nossa alma para poder acreditar que em algum momento, fará sentido tamanha crueldade, tamanha dor num destino incompreensível.

Infelizmente o nome de Pedrogão jamais será esquecido por todos nós e com ele esta maldita recordação dos muitos que desapareceram.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Os Corruptos Nunca Se Lembram!

 

O Futebol Português continua envolvido em escândalos e artimanhas que deixam a dúvida constante, na mente de cada adepto, que vendo em campo algo diferente daquilo que os resultados demonstram, continua desconfiando...

O Apito Dourado veio na verdade, evidenciar um conjunto de esquemas de viciação do jogo, que apesar de não terem sido caucionados pela justiça, criaram no cidadão comum essa ideia inevitável de corrupção.

O que me espanta são as virgens ofendidas de então, transformadas agora por emails em corruptos fanfarrões, descrevendo os esquemas que agora comandam a bola dentro do relvado.

A fruta foi substituída pelos padres e os aconselhamentos matrimoniais pelas missas encarnadas, no entanto, tudo se mantém igual no Futebol Português e na forma como é controlada a sua arbitragem...

O Benfica, Tetracampeão, vê através das conversas entre o seu Diretor da BTV e o ex-árbitro Adão Mendes, escapar a legitimidade desses mesmos títulos, pois é impossível que não sobreviva a dúvida por entre as mentes dos que não se negam a raciocinar, sobre o estranho caso que surgiu nos últimos tempos.

Assim sobra aguardar o que as instâncias judiciais dirão sobre estes emails, impregnados de canalhice mas mesmo que os absolvam, tal e qual como no Apito Dourado, ninguém lhes retirará este pedaço de pecado original...

O pecado da descredibilização do Futebol Português.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

O Burro É O Bruno!

 

Nunca pensei escrever um post destes, sobre um Presidente do meu querido Sporting, infelizmente terá de ser...

A gravação que está a ser divulgada, de uma reunião de Bruno de Carvalho com a Imprensa é uma constatação óbvia de três pontos, na minha opinião:

1º- O acto de que é alvo o Presidente do Sporting nesta gravação, não passa de uma pulhice, ou seja, de um aproveitamento de uma conversa em off, para o atingir e atacar.

Supostamente este encontro marcado por Bruno de Carvalho com a Imprensa, julgo que no Hotel Ritz, deveria ser uma espécie de brieffing preparatório para a época que se avizinha e por isso mesmo informal, sem gravações ou divulgações da mesma.

 

2º- No entanto e com as declarações de Bruno de Carvalho na praça pública torna-se absolutamente impossível não comentar a ordinareza inerente, a esta abjeta figura.

Bruno de Carvalho fala de coisas banais com a brejeirice e ordinarice, opostas à classe com que Jorge Nuno Pinto da Costa fala de fruta, ficando assim claro para todos que o berço e educação sempre têm o seu papel na formação Humana.

Em cada palavra um ego gigante, prepotente, mediocremente transposto em palavras, ou melhor, chorrilho de asneiras, de um homem pequeno.

O Presidente do Sporting acredita mesmo que a Gala do Sporting só existe por que foi à sua pala, expressão ligeira mas neste contexto talvez a mais bem educada que conseguimos ouvir, do dito boçal...

Não Sr. Presidente, a Gala do Sporting existe à pala dos Sportinguistas e do seu amor por este intemporal clube.

Na verdade, desde o dinheiro do seu casamento, às ofensas constantes com que brinda tudo e todos, fica apenas a triste constatação de que o Sporting merecia melhor...

Muito melhor.

 

3º- Para terminar, como poderemos catalogar um Presidente, que já leva mais de um mandato à frente do Clube e ainda se deixa apanhar numa armadilha destas?

É de facto necessário muita ignorância ou uma completa falta de noção da realidade, própria de alguém com um certo distúrbio mental...

Recordo ainda a pergunta de Scolari:

E o burro sou eu?

Não mister, o burro é o Bruno!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Alguém Me Sabe Dizer, Onde Fica A Direita?

 

Alguém me sabe dizer, onde fica a Direita?

Esta pergunta faz cada vez mais sentido, no panorama político Português, devido ao estado absolutamente lamentável em que se encontram PSD e CDS, com lideres distintos mas ambos absolutamente inaptos para o atual cenário.

Comecemos pelo PSD, esmagado pelas suas contradições, pela continuidade da liderança e do projeto, aborrecidamente ultrapassado, incapaz de lidar com os desafios que se lhe apresentam...

Pedro Passos Coelho acreditou que o seu discurso repressor, do ponto de vista das expectativas, austeritário do ponto de vista moral, o levariam inevitavelmente ao sucesso na construção de um novo País e de um novo povo.

Enganou-se!

Aquele ar melodramático, como se fosse um tristonho tenor de um opereta mediana, com que se apresentava aos Portugueses, com a conivência do anterior inquilino de Belém, permitia formar um dueto que rapidamente se desgastou na opinião pública mas que se mantinha minimamente assente no facto de parecer que aquele caminho proposto era mesmo a única alternativa...

Com a chegada ao poder do Imperador Marcelo e do optimista Costa, o Houdini da política Portuguesa, tudo se desmoronou numa conjuntura astral que parece ter concorrido para a destruição da narrativa Coelhista.

E preso nessa contradição Passos continua numa sala escura, alimentando a amargura juntamente com as Marias Luís, os Montenegros ou os Leitões Amaros do aparelho Social Democrata.

O CDS por sua vez, renovou-se na continuidade...

Portas astuto e inteligente percebeu que tinha se esgotado o seu espaço político e  foi cuidar da sua vida, deixando o partido livre para escolher um caminho diferente, procurar uma alternativa que pudesse construir uma verdadeira oposição neste processo guiado pela Geringonça.

O CDS escolheu Cristas, a anterior Ministra do Mar, dos Transportes e da Agricultura...

Ou seja, escolheu mudar o rosto e manter o rumo, com a inevitabilidade de ter perdido o talento e qualidade inerentes a Paulo Portas e que efetivamente Assunção Cristas não possui.

A sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, gesto de suposta consolidação política, será certamente o seu epilogo...

O projeto político do CDS é um conjunto de banalidades e disparates, como a construção das vinte novas estações de Metro ou a ideia absolutamente idiota de conceder um ano sabático aos Funcionários Públicos, Remunerado, durante a sua vida profissional ativa.

Remunerado?????

Assim de saia travada ou destravadamente, de botas e calças de ganga para todo o terreno, a líder do CDS continua perdida na procura de um destino que lhe é difícil vislumbrar, no meio de tamanho nevoeiro.

Assim a questão que me ocorre com frequência é esta:

Onde podemos nós encontrar a Direita Portuguesa?

Bem somente às quintas feiras pelas onze da noite, na SIC noticias.

E mesmo António Lobo Xavier, me parece, desanimado...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Greve ou Ponte?

 

Não queria aqui desenvolver a minha opinião sobre o direito à greve, sobre as implicações que acredito inerentes a esta forma de luta, no entanto, não pude deixar de reparar em mais um dia de greve geral da Função Pública afeta à CGTP, com essa imensa coincidência que se torna cada vez mais frequente, destas greves serem quase sempre marcadas para dias colados ao fim de semana.

Porque razão não são as greves da Função Pública marcadas para Terça, Quarta ou Quinta-Feiras?

Talvez se existir um feriado à Segunda ou à Sexta-Feira?

Pergunta que também ouvi ao longo do dia, de cidadãos a quem esta greve veio adulterar expetativas, defraudar necessidades ou mesmo alterar importantes rotinas familiares...

Ana Avóila e Mário Nogueira congratularam-se, inacreditavelmente, com a ausência de aulas ou a impossibilidade de se fazerem consultas em muitas Escolas e Hospitais deste País, devido ao facto de alegadamente a adesão a esta forma de protesto ter chegado aos 75%, segundo os Sindicatos...

O que estes Senhores, Sindicatos, não se apercebem, é que para o cidadão comum este tipo de manifestações tornam-se injustificáveis e não trazem simpatia para as suas reivindicações.

Como explicar a um idoso que aguarda a sua consulta há muitos meses, que não a irá ter e que esta será remarcada para uns meses mais tarde porque houve a necessidade de fazer uma ponte?

Perdão uma greve...

Porém numa sexta-feira e com o verão a chegar, ficará sempre a dúvida se estamos perante uma greve, justificada ou injustificada, ou se por outro lado, muitos dos que a ela aderiram o fizeram apenas para saborear mais uma ponte sindical?

Fica a dúvida e certamente a justificada incompreensão do cidadão comum...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Portugal: O País Das Maravilhas...

 

Portugal está mesmo na moda, até em Bruxelas, local onde há muito tempo não se via um comportamento tão otimista em relação a este nosso querido País.

Depois de vencer o Euro de Futebol, o País rendia-se ao optimismo improvável do destino lusitano, no entanto, não ficámos somente por essa alegria, nos tempos seguintes baixámos o malfadado Déficit para 2%, muito melhor do que os 2.5% exigidos pela União Europeia, o desemprego baixou consideravelmente e a economia arrancou em definitivo...

O turismo no ano 2016 conheceu o melhor resultado da sua história, sendo que os primeiros indicadores deste ano, apontam para um resultado ainda melhor para 2017, no meio de tudo isto, tivemos em Fátima o Papa Francisco e a vitória do nosso Salvador na Eurovisão, para completar a histeria mundial, que nos coloca nas bocas do mundo digital.

Mas Portugal não parou com estas boas novas e num instante todos se aperceberam que estaria em Lisboa, no Hotel Ritz, Madonna, a rainha da pop que aproveitou uns dias de férias para desfrutar deste paraíso Português e até poderá existir a hipótese, segundo avançam alguns média, de estar a pensar em comprar casa e mudar-se para a nossa bela cidade, seguindo os passos de Monica Belluci ou Eric Cantona...

Imaginem que até andou a informar-se sobre colégios, visitando o Liceu Francês.

E assim quando tudo parecia perfeito, Bruxelas resolve intrometer-se, talvez enciumada com tamanha atenção alheia, e num momento histórico propõe retirar Portugal do procedimento de deficit excessivo em que o País se encontrava há quase 8 anos.

Os Deuses devem estar loucos...

Os pais da obra, os tios e padrastos, todos acorreram em busca de um microfone para registar para a posteridade a sua participação neste extraordinário dia...

E assim com Portugal na moda ou bafejado por uma fortuna divina, como preferirem, de uma coisa podemos todos estar certos:

Não há povo como o nosso, nem triste fado que sempre dure...

Viva Portugal!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

O Casamento do Bruno...

 

Bruno de Carvalho resolveu casar no dia 1 de Julho, no Mosteiro dos Jerónimos, até aqui tudo bem...

O que ninguém esperava era que o Presidente do Sporting, mudasse a Gala Honoris Sporting para a véspera do dia em que esta costuma ocorrer.

O Sporting Clube de Portugal, clube centenário, comemora habitualmente com os seus sócios e adeptos esta gala no dia da sua fundação, 1 de Julho, marcando assim uma data importantíssima para o universo leonino...

No entanto tudo muda, dependente da vontade do atual Rei Sol de Alvalade, o Chávez do Lumiar, que faz depender da sua vontade, este amor de quase 4 milhões de adeptos.

Bruno de Carvalho é isto e não mais do que isto, um pequeno déspota, com comportamentos autocráticos e que se irracionaliza sempre que os acontecimentos lhe fogem ao controle...

Este acto que muito surpreende o universo leonino, não é mais do que a revelação de uma personalidade egocêntrica e descontrolada, vincada em cada post no facebook ou em cada entrevista suicida para os interesses leoninos.

O Sporting é maior do que qualquer Presidente, do que qualquer casamento, do que qualquer vontade de um associado, mesmo que por instantes, este ocupe um lugar de destaque na sua hierarquia...

Temo que os desmandos de Bruno de Carvalho acabem por destruir o ADN do clube, o seu paradigma e que os Sportinguistas acordem demasiadamente tarde para este pequeno boçal que ocasionalmente nos dirige com o apoio de uma clique Barrosista ou Sampaísta que nunca irá assumir a sua responsabilidade neste reinado.

Resta àqueles que continuam a sonhar com um clube vencedor, capaz de honrar o seu legado, se reunirem para construir uma alternativa, cada vez mais premente, pois o Sporting é maior do que qualquer ego...

Mesmo o ego do Bruno.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

António Costa: O Babysitter...

 

A resposta de António Costa a João Miguel Tavares, na sequência do desafio feito por este na sua crónica do Público, é genial...

Ficará o Senhor Primeiro-Ministro com os meus filhos?

António Costa disse que sim e ficou com as crianças durante a manhã no Palácio de São Bento, pois à tarde tinha que se deslocar a Fátima para estar com o Papa Francisco.

Absolutamente desarmante e estrategicamente uma jogada de mestria política...

António Costa além de ser um otimista é também um homem simpático, que cria sistematicamente empatia, seduzindo de maneira despudorada os seus amigos mas essencialmente os seus inimigos políticos.

Esta arma que o Primeiro-Ministro usa de forma insistente e inteligente, permite-lhe granjear apoios ou pelo menos reduzir antagonismos, com aqueles que inicialmente desconfiavam da sua capacidade para liderar.

O contraste entre Costa e Passos vai muito para além da governação, dos apoios parlamentares, da maneira como se relaciona com a União Europeia ou com os mercados, essa diferença é essencialmente marcada na expressão com que fala, como comunica com os outros, com a ideia otimista como transmite o que pensa.

Passos Coelho traz consigo um negativismo insuportável, um certo drama atrelado às palavras, à tragédia com que ansiosamente aguarda pelo futuro, carregado de nuvens e demónios...

Passos Coelho faz me lembrar o Ferrão da " Rua Sésamo", sem evidentemente a parte cómica da coisa.

Quanto a António Costa continua a seduzir os Portugueses como fez com os filhos de JMT, com engenho e arte, contando com o apoio de Marcelo Rebelo de Sousa e dos astros divinos que têm surpreendentemente, encaminhado a Economia Portuguesa.

E depois disto os Portugueses já sabem, na próxima tolerância de ponto, é escreverem antecipadamente para São Bento e deixar lá os pequenos com o Babystitter Costa...

Regressarão felizes e carregados de optimismo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Só Mais Uma Vez, Salvador!

 

Só mais uma vez, Salvador...

O grande dia chegou, a final do Festival da Eurovisão, com a expectativa mais elevada do que nunca, para a classificação que a canção Portuguesa irá obter.

Depois de ensaios e mais ensaios, demonstração permanente de qualidade da letra e da interpretação Portuguesa, aproxima-se o tudo ou nada.

Admito, como já aqui escrevi, que a classificação não é para mim o mais importante, mas sim a beleza arrebatadora com que somos surpreendidos em cada interpretação de Salvador Sobral, no entanto, não posso negar que com o aproximar do momento, anseio que tudo corra pelo melhor...

Parece que à medida que os dias vão passando mais e mais se rendem ao inevitável encontro com a voz angelical, com aquela presença que se entranha de tão estranha e ao mesmo tempo inquietante, quase solitária no meio daquele palco, não fosse ela acompanhada pelos insistentes suspiros que não têm língua ou País, apenas encantamento e comoção.

A reação que Amar pelos dois tem recebido pelo mundo a fora, é sinonimo da sua qualidade, da irreverência de concorrer com algo novo, diferente e inesperado para os padrões deste Festival, irrompendo assim, como uma lufada de ar fresco, na habitual monotonia entre o pop e o pimba...

E assim em dia de partida do Papa, de um possível tetra do Benfica, Salvador Sobral cantará em Kiev uma vez mais...

E será caso para dizer:

Só mais uma vez, Salvador!

 

 

Filipe Vaz Correia