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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Hillary Clinton...

 

Hillary Clinton foi a convidada do GPS, de Fareed Zakaria, na CNN, para falar do seu novo livro e de vários outros assuntos...

Vi várias entrevistas de Hillary ao longo dos anos, desde o 60 minutos até outro tipo de formato, e sempre me ficou a sensação de que não se conseguia ver a verdadeira mulher, por trás da personna política.

Nesta entrevista, pela primeira vez, julgo que Hillary está diante de Fareed, assim como dos espectadores, de alma nua, despida dos receios ou constrangimentos que sempre a amarraram.

Hillary falou de Putin, de Trump, da América, da economia, da campanha, das fake news, de si e do seu casamento...

Falou de tudo.

Expressou ter compreendido o que se tornou trágico na sua campanha, o papel das fake news e o contributo que o FBI ou os Emails tiveram no voto Americano, mas compreendeu também que o seu lado fechado, contido, pouco natural, fez com que muita gente se afastasse...

Não sentisse empatia.

O que sei é que gostei desta entrevista, senti pela primeira vez empatia por aquela mulher, aquela pessoa que ali se encontrava despida de ex-Senadora, ex-Secretária de Estado, ex-Candidata Presidencial.

Pela primeira vez, foi apenas Hillary.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Extremamente Precipitado...

 

Existem pessoas que acreditam que a Geringonça morreu, que o apregoam aos quatro ventos, dando o post mortem como certo...

Os desejos por vezes até podem ser confundidos com certezas, no entanto, muitas dessas vezes, não passam disso mesmo, desejos.

Será que a Geringonça saiu fragilizada desta semana horribilis, carregada de desastrosas declarações dos seus representantes?

Sem dúvida.

Nada será igual depois destes dias, no entanto, parecem-me extremamente exageradas, cegamente exageradas, as conclusões que alguns conseguem tirar neste momento.

Em primeiro lugar, é absolutamente necessária uma alternativa credível para poder fazer tremer a União de Esquerdas actualmente no poder, e essa alternativa não existe...

Ainda.

A alternativa a este Governo dependerá do PPD/ PSD e por essa razão será preciso dar tempo, para que a clarificação pós-Passos exista, e dê lugar a um novo rumo dentro do partido.

Para mim, esse rumo só poderá passar pela candidatura de Rui Rio.

Independentemente do PSD, importa entender que os passos agora dados pelo Governo de António Costa, irão também ter um papel importante, na avaliação das pessoas:

Na reconstrução do que foi devastado...

Costa ensaiará os trilhos da redenção, buscará por entre o vendaval que ele mesmo criou, recuperar a empatia perdida, o entrelaçado glamour da Geringonça.

Com o passar do tempo, se tudo correr bem ao plano de Costa, todos se aperceberão que esta tragédia é o reflexo de anos e anos de incúria, de décadas de incompetência, mas caso corra mal, resistirá a imagem insensível, a boçalidade da arrogância, a imagem desta derradeira desgraça.

Não tenho certezas mas uma coisa sei:

Este post mortem da Geringonça, parece-me extremamente precipitado.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Os Dois Lados De Um Rio...

 

Rui Rio esteve no Jornal da noite da TVI, para uma entrevista, a primeira desde que é candidato à Presidência do PPD/PSD.

Gosto imenso de Rui Rio, sempre tive respeito e consideração pela sua coerência política, pela rectidão do carácter, pela forma como sempre se comportou na vida pública...

E isso não é de somenos, no panorama político actual.

No entanto, esta entrevista deixou-me um pouco confuso, pois se em muitos momentos reconheço o mesmo Rui Rio de sempre, a mesma disciplina nas palavras, a mesma autenticidade do discurso, noutros pareceu-me preocupado em não ferir susceptibilidades dentro do Partido, essencialmente, na Bancada Parlamentar.

Gostei de Rio quando, mesmo superficialmente, avaliou o Orçamento de Estado agora apresentado pela Geringonça, a forma como se diferenciou de Pedro Santana Lopes, como não teve receio em afirmar a necessidade de colocar sempre o País, à frente dos interesses Partidários...

Mas ao mesmo tempo, desagradou-me a maneira hesitante como tentou tranquilizar, aqueles que temem perder o seu lugar, irritou-me a insistência em afirmar que não existirá uma purga no Grupo Parlamentar, a necessidade de confortar, aqueles que se acomodaram ao aparelho laranja.

Rio tem de perceber que se for para manter este PSD, então não valerá a pena votar nele, Santana interpretará melhor essa função...

Aquilo que se pede a Rio, é que resgate o Partido da pasmaceira aparelhista a que foi votado nestes últimos anos, que o liberte do poder de Relvas e Marco António, que recupere os valores essenciais do Centro-Direita Português.

Centro-Direita, não se confunda com esquerda, que aqui ou ali, também me pareceu estranho, ouvir no discurso de Rio.

Por todas estas razões, e também por alguns destes meus receios, reafirmo a minha simpatia por Rui Rio, a esperança que possa mudar o rumo do PPD/PSD, mas para que consiga levar a cabo esta empreitada, será importante que se liberte de alguns gestos politicamente correctos, numa tentava de agradar às várias facções do Partido...

Terá de escolher uma das margens do Rio, um dos lados desse destino a cumprir.

Se for fiel ao seu passado e perfil, julgo que estará sempre mais perto de ter sucesso...

No Partido e no País.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

PCP E O Dilema Da Geringonça...

 

O PCP assustou-se...

Os resultados das Autárquicas vieram deixar o Partido Comunista numa espécie de esquizofrenia histérica, procurando reagir desesperadamente, à derrota eleitoral.

A perda de dez Câmaras Municipais, quase todas elas para o PS, sendo uma delas a Histórica Almada, criou uma sensação de derrocada, que aparentemente se apoderou das hostes Comunistas...

Passados poucos dias, assistimos ao regresso da conflitualidade Sindical, reaparecimento em cena de Ana Avoila, rosto contestatário e que há muito havia desaparecido dos holofotes reivindicativos.

Uma greve geral da Função Pública anunciada, contestação prometida e vezes sem conta, o descontentamento plasmado no rosto dos dirigentes Comunistas, que um a um, vão dando expressão à amargura inerente ao desaire inesperado.

António Costa terá pela frente uma difícil tarefa, conseguir convencer o PCP de que este resultado eleitoral não significará no futuro, um definhamento do Partido, no entanto a História política está repleta de exemplos, de pequenos Partidos sofrendo as consequências negativas de Coligações Governativas.

O PCP não desconhecerá que está entre a espada e a parede, pois se esta Geringonça caísse por sua iniciativa, certamente que os efeitos dessa atitude reduziriam, ainda mais, as hipóteses de sucesso nas próximas Legislativas.

Sobra então a azia...

Assim iniciarão a conflitualidade, agitarão as bandeiras da inconformidade, soarão as cornetas sindicais, no entanto, o PCP sabe que estará condenado à sua criação...

À companhia da sua estimada Geringonça.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

PSD: Líder Procura-se...

 

Pedro Passos Coelho não se recandidatará à Presidência do PPD/PSD...

Esta frase marcou o dia noticioso, reflectindo o fim de um ciclo e essencialmente um novo tempo de esperança.

As eleições Autárquicas encurralaram a direcção do PSD e desnudaram as fraquezas inerentes a dois anos fracassados de oposição...

O mundo paralelo de Passos Coelho ruiu, deixando de fazer sentido continuar a persistir neste desgaste permanente de um Partido, que terá sempre um papel importante na Sociedade Portuguesa.

A saída de Pedro Passos Coelho, é assim o primeiro passo para a recuperação desse tradicional PSD e do eleitorado que se afastou do Partido.

Os nomes que rapidamente soaram na comunicação social, antecipam uma disputa intensa, capaz de abanar as bases adormecidas, no entanto, convém que a mudança seja efectiva, não parcial, muito menos fictícia...

Será necessário um reconstruir do Partido, uma renovação radical de rostos e políticas, trazendo esperança para onde antes se falava de dor, de compreensão para onde antes se ouvia amargura, sentir futuro onde antes se pressentia passado.

Por estas razões, Luís Montenegro, Hugo Soares ou Paulo Rangel não servirão para a tal necessária mudança, pois representam estes anos de Passismo e estarão sempre vinculados, a muitas das suas medidas...

Retiro desta equação Luís Marques Mendes ou Santana Lopes, pois não considero crível, que aceitem regressar a um papel, onde anteriormente não foram felizes.

Outros nomes que oiço, são os de Rui Rio ou Luís Morais Sarmento...

Dois nomes interessantes, duas opções credíveis e que certamente revitalizariam um Partido tão sedento de um rumo político.

Gosto de Rui Rio, faço aqui a minha declaração de interesse, e acima de tudo gosto dos nomes que o poderão acompanhar:

Manuela Ferreira Leite, Silva Peneda, Pacheco Pereira, representam um regresso a um PSD com o qual me identifico e pelo qual tenho imenso respeito.

É essa a minha esperança nestas eleições, nesta disputa pela liderança, que seja possível construir uma alternativa em Portugal, de Direita, credível e próxima das populações...

Resgatando o PSD, de um longo limbo ideológico.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

A Sondagem Do JN!

 

A sondagem do Jornal de Noticias, publicada esta Segunda-Feira, antecipa um cenário inesperado para Lisboa, mesmo tendo em conta a campanha eleitoral feita, em particular, pelo PSD...

Os resultados publicados confirmam a mais do que expectável vitória de Fernando Medina, muito aquém da herança deixada por António Costa nas anteriores Autárquicas, no entanto, muito perto da Maioria Absoluta...

Digamos até, que este será um problema inexistente para Medina, pois se teoricamente poderá perder a Maioria de que dispõe na Autarquia de Lisboa, na prática, com o resultado surpreendente desta sondagem, facilmente o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa fará um acordo que o possibilitará Governar, com a tão ambicionada Maioria Absoluta.

O CDS e a sua líder, serão se tudo correr de acordo com o JN, os grandes vencedores da noite, pois um resultado de 17% não só legitimará a liderança de Assunção Cristas, como lhe dará o papel de principal Partido da oposição, na Capital...

Estrondosa vitória.

Do outro lado, encontramos o PSD, sucumbindo ao desnorte com que planeou este processo Autárquico, revelando o abismo imenso suportado por esta liderança e os seus apaniguados...

Se o PSD tiver os tais 16%, que indica esta sondagem, e sinceramente não me custa a crer, isto revelará o estado miserabilista em que se encontra, ou seja, a perda de dimensão política na sociedade civil.

O percurso traçado por Pedro Passos Coelho, uma mistura entre o Trumpismo e o PNR, assegurará, caso os militantes não resgatem o Partido, um desaparecimento gradual na esfera de influência política, que sempre foi marca do PPD/PSD.

Teresa Leal Coelho é mais do que um péssima escolha, é o reflexo do pensamento ideológico de Pedro Passos Coelho ou o vazio intelectual que norteia este dito pensamento.

Esta derrota, talvez possa salvar o PSD, mostrando a todos o quão errado está este caminho, pelo qual o estão a levar.

Assim fazendo fé nesta sondagem, quase todos se salvarão, uns melhores do que outros e será certamente na direita, que os opostos mais se farão sentir...

Festa de arromba no Caldas e um Inverno rigoroso na Rua de São Caetano à Lapa.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

A Quadratura Do Círculo De Mário Centeno!

 

Mário Centeno prometeu esta noite um desagravamento fiscal para todos os contribuintes Portugueses, neste próximo Orçamento, que se avizinha uma espécie de batalha num cenário conflituoso, de uma negociação improvável.

Muitos afirmam que este será o mais complicado de todos os Orçamentos, acredito que sim, afirmam ainda que este será o verdadeiro teste a Centeno...

Tenho a certeza de que será.

O trajecto económico Português está longe de ser brilhante, apesar da euforia evidente em certos sectores da Geringonça, e por essa razão, torna-se extremamente fundamental a posição intransigente do actual Ministro das Finanças.

Centeno foi desde o inicio da Legislatura um dos elos mais fracos deste Governo, enlaçado por entre polémicas da CGD ou mesmo por declarações infelizes, no entanto, com o passar do tempo, com os resultados da economia, este Ministro improvável transformou-se num dos pontos mais sólidos e consolidados da famosa Geringonça.

Mário Centeno enfrentará neste Orçamento o desafio maior, a quadratura do circulo de satisfazer os parceiros de Governo, sem que se aniquile o rigor que tantas e tantas vezes, lhe granjearam elogios.

Portugal virou a página da Austeridade, esteja ou não a mesma ainda presente, mas certamente voltará a essa realidade se numa primeira oportunidade, se deitar pela janela todo o esforço conquistado ao longo dos anos.

Acredito que Centeno sabe disso, tem consciência deste pormenor e que lutará contra o BE, o PCP e parte do PS, para manter as regras Orçamentais que nos guiaram até aqui...

Chamem-lhe cativações ou outra coisa qualquer, sem rigor nas contas, jamais existirá crescimento e sem uma percepção de justiça social, jamais existirá a essencial paz social.

Aqui está a quadratura do círculo de Mário Centeno.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Bye Bye Lixo!!

 

Portugal saiu do lixo...

Esta frase um pouco indigna, contrasta com a ideia de uma nação quase milenar, de gente brava e acolhedora, cheia de História e que jamais poderia ser considerada de lixo, no entanto, neste mundo economicista em que nos encontramos, esta noticia assume um papel absolutamente crucial.

Ao fim de seis anos, Portugal volta a estar num patamar de credibilidade para uma agência de Rating, se não contarmos com a DBRS, agência de Rating da União Europeia...

Por essa razão esta classificação da Standard and Poor's, reveste-se de uma importância essencial, não na evolução do investimento na nossa divida, pois apesar de tudo com BBB-, continuarão muitos fundos de investimento proibidos de investir na divida Portuguesa, no entanto, a percepção que fica, a imagem que se instala, contribui para esta cavalgada sedutora deste novo Portugal.

Talvez aqui se encontre o grande teste à actual plataforma Governativa e essencialmente a Mário Centeno, pois se esta noticia traz consigo um certo alivio após tantos anos de sacrifícios, a percepção de que estamos livres da lixeira para onde em 2011 fomos atirados, poderá levar a um crescente movimento reivindicativo dos grupos sindicais, na busca de retirarem do erário publico o maior tipo de vantagens, para cada uma das suas corporações...

É aqui que se testará o Ministro das Finanças e a sua capacidade de controlo das contas publicas, assim como, a força com que este se poderá opôr às reivindicações do PCP e do BE.

Se Centeno não ceder e mantiver as suas cativações, o rigor do deficit, sem evidentemente esquecer as pessoas pois são elas o mais importante, então talvez possamos verdadeiramente acreditar que o pior já passou.

Independentemente de tudo isso,  podemos discretamente abrir um espumante, pois apesar de tudo, já estamos a caminho da reciclagem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

A Aventura Do André!

 

O debate desta na noite na TVI, sobre André Ventura, perdão sobre Loures, demonstrou o miserabilismo de algum tipo de Jornalismo, uma espécie de versão sensacionalista de Judite de Sousa, misturado com o show demagógico do Jovem André...

André Ventura sabe pouco, tem pouco a dizer, para além do seu discurso anti-ciganos, com algumas passagens pela pena de morte ou pelos parquímetros, no entanto, cavalga sem pudor estas bandeiras, esta consecutiva forma de sem nada dizer, amarrar o ódio ao poder discursivo.

Muitos assim triunfaram ao longo dos tempos com esta receita, que apesar de ignorante é deveras apelativa para aqueles que se encontram encurralados por estes problemas.

Percebo agora muito bem, a razão pela qual Rui Moreira não aceitou comparecer ao debate da TVI, moderado por Judite Sousa, pois na verdade, esta Jornalista é uma sombra daquela que há muitos anos representava qualidade e rigor, resvalando sistematicamente para a espuma, para o pequeno assunto, para o folclore...

O registo que apresentou de maneira escandalosa nos fogos de Pedrógão não é a excepção mas sim a regra para a qual resvala, infelizmente, a informação do canal de Queluz.

Voltando ao debate, gostei do candidato do CDS, bem distante deste triste representante de um desaparecido PSD, e acima de tudo capaz de demonstrar que estava ali para discutir Loures, com os seus problemas e as suas assimetrias.

Debater essencialmente as propostas de Pedro Guerra, perdão André Ventura, não é em si um pecado, julgo mesmo ser uma necessidade, no entanto, transformar isso, num debate centrado neste discurso demagógico e hipócrita apenas transforma um assunto real, em mais um momento de chicana política.

Num debate em que pouco se esclareceu, acredito que Bernardino Soares e o candidato do CDS terão estado em melhor plano, num espectáculo um pouco deprimente, deste cenário autárquico.

Em Outubro veremos se o ódio poderá ser uma mais valia no debate eleitoral...

Espero que não.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Nunca Mais Chegam As Autárquicas?

 

Nunca mais chegam as Autárquicas, como se a política Portuguesa aguardasse serenamente por um turbilhão, que modificasse a pasmaceira encontrada na actual oposição...

A estóica paciência de Rui Rio, contrasta com a minha impaciência, retarda de maneira intolerável a esperança que tenho de voltar a ver o Partido de Sá carneiro, com uma liderança inspiradora, determinada, reformista, ou seja, uma liderança de verdade.

Existe num órfão centro-direita, uma expectativa de voltar a encontrar uma solução que desafie esta união à esquerda que vai dominando a seu belo prazer a política e a popularidade nacional.

Uma das primeiras lições a tirar é a de aprender com Marcelo Rebelo de Sousa, com a relação de confiança que conseguiu construir com as pessoas, ao invés de hostilizá-lo, enquanto damos vivas a discursos brejeiros de políticos fora do seu tempo.

A minha intensa esperança, é a de que quem disputar o Partido, quem o retirar desta letargia inconsequente em que se encontra, não tenha receio de quebrar as amarras, de mostrar as diferenças e recuperar os ideais do PPD/PSD, afastando os Rangeis e os Coelhos, os Abreus Amorins ou os Soares, ou seja, afastar-se em definitivo desta ala ultra-liberal, meio Trumpetes, que cerceou o Partido.

Assim espero ansiosamente pelas Autárquicas, para que possa ter outra vez esperança, no País e nas legislativas.

 

 

Filipe Vaz Correia