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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Catalunha!

 

 

 

Não existem palavras;

Para soletrar a minha liberdade;

Liberdade escrava,

Despudorada vontade...

 

Não existem grilhões;

Que calem o meu escrever,

Não serão prisões,

A silenciar o meu querer...

 

Não existem ventos,

Capazes de cercear,

Não serão tormentos,

Que me irão calar...

 

Neste Ser Catalão;

Minha indivisível alma,

No pulsar de um coração,

De todo um povo...

 

Um povo;

Invencível.

 

 

Os Meus Olhos!

 

 

 

Se os meus olhos;

Te dissessem,

O que não podem dizer,

Se descrevessem,

O que não querem descrever,

Se gritassem,

O silêncio a doer,

Se revelassem,

As feridas a arder...

 

Se os meus olhos;

Reflectissem em ti,

Essa parte de mim,

Que ainda te ama...

 

Então;

Desesperançadamente,

Por entre a solidão,

Talvez voltasse a bater,

Descompassadamente,

Este apaixonado coração.

 

 

 

 

 

Estranha Forma De Viver

 

 

 

As palavras nesta carta;

Que te escrevo;

Escrevinhando com a alma,

A desdita de uma vida...

 

De um destinado destino,

Descrito de maneira indescritível,

Lágrima sem tino,

Desenho inexplicável...

 

Sincera forma de amar,

Perdida por entre segredos,

Amargura a guardar,

Os receios e medos...

 

Porque nesta estranha forma de dor;

Aprisionado doer,

Sobra tinta neste amor,

Nessa estranha forma de escrever...

 

E escrevinhando;

Sem parar,

Libertando,

Sem calar,

As letras pequenas em mim mesmo,

Me reinvento,

Reinventando,

Esta estranha forma de viver....

 

Que vive em mim.

 

 

Irma...

 

 

 

Barcos em estradas;

Casas sem telhados,

Vidas desperdiçadas,

Olhares amordaçados...

 

Ventos inexplicáveis,

Um rasto de destruição,

Medos inexpugnáveis,

Amarrando o coração...

 

Fuga em desnorte;

Gritos arrepiantes,

Sopros de morte,

Receio asfixiante...

 

E vão chegando as imagens;

Dessa imensa devastação,

Da força selvagem,

Denominado furacão,

Arrancando à sua passagem,

Vidas...

 

Vai ficando o silêncio;

O tamanho silêncio,

Da nossa pequenez...

 

Da nossa imensa pequenez.

 

 

Indecifrável...

 

 

 

Saberia o destino;

Esse que destinadamente me desencontra,

Saberia a desatino,

O caminho insolente,

Coração sem tino,

Do ardor ardente...

 

Saberiam as linhas deste poema;

Meio amarrado;

Enigma ou teorema,

Sofrimento improvisado,

Inexplicável dilema,

Da alma...

 

Saberia esse Deus;

Que tanto magoaria,

Esse maldito adeus,

Que eternamente ficaria,

Entre nós...

 

Pois apenas isso;

Sobrará,

Como epitáfio,

Do nosso olhar...

 

De um amor;

Indecifrável!

 

 

Tempo

 

 

 

As sensatas melodias;

Floridas alegorias,

Inebriantes e luzidias,

Indecifráveis alegrias,

Entrelaçadas pelo tempo...

 

As harmoniosas emoções;

Lágrimas e desilusões,

Temporais e furacões,

Desbravados corações,

Perdidos através do tempo...

 

As insidiosas fraquezas do ser;

Mistura de dúvida e saber,

Interrogação de um viver,

Ignorância do querer,

Esperançoso tempo...

 

Enfim o derradeiro ensinamento;

Amargo sofrimento,

Anunciado distanciamento,

Amor tornado tormento,

Tempo após tempo...

 

Para além de todos os tempos.

 

 

 

 

Um Dia...

 

 

 

O coração;

Que deixou de acreditar,

Desconhecendo a razão,

Reconhecido abandonar,

Desse vazio na imensidão,

Que se tornou o nosso olhar...

 

Talvez olhar nosso;

Intrigante explicação,

Do imenso fosso,

Roubada escuridão,

Do silencioso abraço,

De outrora...

 

A tamanha dor;

Escondida em cada lágrima seca,

Em cada pedaço de ardor,

Disfarçada timidez,

Da alma...

 

E no caminho;

Sozinho,

Vislumbrarei,

Em cada sorriso perdido,

Um pedaço de nós...

 

Do que um dia fomos.

 

 

 

Valerá Sempre A Pena....

 

 

 

Não vale a pena;

Negar a imensidão,

A distância que acena,

Despedaçado coração...

 

Não vale a pena;

Desamarrar a alma,

Desenfreada negação,

Da mesma alma pequena,

Que se atormenta...

 

Não valerá a pena;

Nunca irá valer,

Arrancar tamanho sentimento,

Tamanho querer,

Que faz parte de ti...

 

Porque valerá sempre a pena;

Um pedaço de amor,

Misturado com esse sofrer,

Às vezes dor,

Às vezes viver...

 

Valerá sempre a pena!

 

 

Saudade

 

 

 

Se a saudade;

Tivesse olhar,

E não fosse o meu,

Na verdade,

De uma tristeza singular,

Um espelho dessa singularidade,

Intenso abraçar,

Da nossa intemporalidade,

Reflectida,

Neste imenso amor...

 

Se a saudade;

Soubesse o quanto dói,

O quanto a alma corrói,

Esta imposta distancia...

 

Se soubesse a saudade;

Quanto doí,

E calaria a vontade,

De tamanho destino.