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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Amor De Mãe!!!!!!

 

 

 

Como explicar ao coração;

Que chegaste e partiste,

Amargurada razão,

Que em mim subsiste...

 

Como lidar com esta dor;

Esta complexa forma de amar,

Este vazio transformado em ardor,

Que parece não mais acabar...

 

Porque meu filho sempre serás;

Pois tão breve foi a nossa eternidade,

O teu nome em mim viverá,

Assim como esta eterna saudade...

 

E partindo tristemente assim;

Este pequeno menino que amo,

Este filho que desejei sem fim,

E que para sempre me pertencerá...

 

Porque a morte;

Nunca será tão forte,

Como o meu amor,

Por ti.

 

 

As Noites E As Minhas Eternas Saudades!

 

Muitas vezes me aproximo da janela, à noite, esperando reconhecer nas estrelas que brilham intensamente, um rosto conhecido por entre o desconhecido enigma deste destino que nos envolve...

Tantas e tantas vezes procuro naquela escuridão impregnada de cristais cintilantes, um pedaço de mim mesmo, desse passado e das pessoas que já partindo, eternamente fazem parte da minha alma.

Procuro assim atenuar as saudades que insistem em sobreviver, acorrem vezes sem conta à minha mente para recordar a falta que ainda sinto, de cada um...

Por vezes nesse constante reencontro com os momentos que já fugiram, relembro sorrisos e lágrimas, resgato tristezas e alegrias, tentando preencher um vazio que sempre acaba por reaparecer.

Nessas noites, tendo a lua como testemunha, converso com o misterioso desconhecido que insisto em crer será repleto de reencontros ansiados...

E se assim não for?

As dúvidas e anseios próprios desta imensa incerteza que por vezes me invade, fazendo-me olhar novamente para aquelas estrelas, para aquele brilho e através dele voltar a perder-me na crença de que me ouçam.

A noite permanece, as estrelas ali continuam e eu volto a esconder as intensas saudades guardadas em mim, daqueles que para sempre meus, infelizmente, partiram para longe.

Mais uma noite, nesta eternidade pejada de enigmas...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Verões Da Minha Infância!

 

 

 

Um mergulho tão fundo;

No despertar do verão,

Um prazer vagabundo,

Vagueando pela ilusão,

Reencontro profundo,

Com a distante recordação,

Da minha infância...

 

Este ar quente;

Este sol abrasador,

Reflexo de um tempo já ausente,

Passado acolhedor,

Por entre as memórias da minha mente...

 

E em cada pedaço deste mar;

Onde me pareço perder,

Perdendo-me nesse reencontrar,

Intenso reviver,

Desses verões que já não voltam...

 

A esse tempo,

Onde fui criança.

 

 

Às Vezes Volto A Sorrir!

 

Por vezes ao anoitecer;

Ainda ouso navegar,

Deixando-me perder,

Nesses pensamentos que regressam sem parar...

 

Por vezes ainda oiço os teus passos;

Sabendo que já partiram,

Ainda vejo a espaços,

Esses abraços que me fugiram...

 

Por vezes ainda creio;

Mesmo sabendo que não é verdade,

Ainda receio,

Não sentir a tua saudade...

 

Por vezes e só por vezes;

Ainda regresso àquele berço,

Onde insistias em me embalar,

E em todas essas vezes,

Volto a sorrir.

 

Parabéns, Minha Mãe!

 

 

 

Como disfarço esta tristeza;

Neste dia que era o teu,

Como disfarço a certeza,

Deste eterno adeus...

 

Como digo ao tempo;

Que passou sem parar,

Para regressar por um momento,

Para eu novamente te abraçar...

 

Como disfarço este chorar;

Que invade o meu coração,

Quando esta saudade retornar,

E eu não te encontrar ao serão...

 

Quantas perguntas sem resposta;

Dúvidas e emoções,

Através desta despedida imposta,

Sem direito a exceções...

 

Ficam então as recordações;

Do teu infindável amor,

Que permanecem em mim,

Disfarçando esta tamanha dor...

 

A dor da tua ausência.

 

 

Regaço Perdido...

 

 

 

Era uma vez um menino;

Que não sabia chorar,

Era triste e franzino,

Com a tristeza no olhar...

 

Era uma vez uma história;

Cheia de dor e sem fim,

Com lágrimas presas à memória,

Guardadas dentro de mim...

 

Era uma vez um adolescente;

Que sozinho enfrentou o mundo;

Tinha um silêncio pela frente,

E um desgosto profundo...

 

E por vezes ao deitar;

Ao adormecer de cansaço,

Ouvia aquela canção a recordar,

O embalar daquele regaço...

 

O regaço perdido;

Da mãe que nunca encontrou!

 

 

Dia da Mãe!

 

 

 

Dia da Mãe;

Que tive e perdi,

Que guardo dentro de mim,

Em cada memória,

Passado sem fim...

 

Desse amor sem igual;

De tantos beijos eternos,

Carinho maternal,

Momentos fraternos,

Saudade imortal...

 

Das nossas palavras, da tua voz;

De cada chegada ou adeus,

Desse imenso nós,

Meu e teu...

 

Do teu olhar;

Embevecido,

Caloroso aconchegar,

Algures perdido,

Na vontade de te abraçar,

Abraço desmedido...

 

Na partida;

Que te levou ao entardecer,

Na ferida,

Que ficou sem esquecer,

Na despedida,

Que não desejei acontecer,

Na sentida,

Vontade de te rever...

 

E doendo sem parar;

Vou escrevendo este poema,

Apenas para declamar,

O quanto te amo!

 

 

 

 

Medo...

 

Esse medo que tinha de te perder;

Chegou...

Essa ausência a temer,

Ficou...

O receio a crescer,

Recordou...

Aquele pesadelo que sem saber,

Me levou,

Até à minha feliz infância...

 

Como me libertar desta dor;

Que ilude a minha expressão...

Asfixiado por tamanho temor,

Que regressa ao meu coração...

Recordando o horror,

Naquele serão...

Que não cala o amor,

Calada imaginação...

 

Sobra este medo;

As sombras desse dia...

Sobra o segredo;

Por entre a solidão que arrepia...

A intensa tristeza,

Que habita em mim...

 

Porque ainda te vejo;

Presa naquele olhar,

Que tanto me queria falar...

 E que tanto,

Eu queria abraçar!

 

 

Noémia...

 

Tenho-te do outro lado do mundo;

Um oceano que nos separa,

E que guarda este desgosto profundo,

Esta dor que ninguém pára...

 

Tantas vezes sem te ver;

Sem poder contigo falar,

Sem de ti poder saber,

E esta dor partilhar...

 

Sinto-me só, desamparada;

Muitas vezes, até perdida,

Grito só e angustiada,

Nesta minha, triste vida...

 

Triste sim, desesperada;

Vendo a vida, a partir,

Muito tempo aqui sentada,

Sem saber como reagir...

 

Fazes-me falta, minha filha;

Escondida nessa distância,

Encarcerada nessa ilha,

Cheia de cor e de fragrância...

 

Assim te tenho aguardado;

Ternura minha,

Meu amor,

Nesta terra, neste fado,

À espera que o nosso desencontro,

Seja apenas encontrado!

 

Mãe...

 

Poesia na ponta de uma pena;

Onde recordo esses sonhos,

Soltando-se em mais uma cena,

Guardada na minha memória...

 

Uma vida de sorrisos e alegria;

Recordações repletas de amor,

Dessas noites e desses dias,

Em que choro sem pudor...

 

Queira o divino e a sorte;

Que jamais tal tristeza sinta,

Que nunca mais presencie a morte,

Nem que a vida me minta...

 

Não podia permitir;

Que tal perda fosse verdade,

Mas o que poderia eu sentir,

A não ser tamanha saudade...

 

Ó triste partida;

Ó fim maldito,

Que puseste um ponto à vida,

Àquele amor infinito...

 

Ainda hoje, te vejo;

Ó minha Mãe, querida,

Ainda hoje, te beijo,

Nesse sonho, ferida...

 

Até sempre, com amor;

Mãe, com carinho,

Ninguém calará esta dor,

Do teu filho, Pipinho!