Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

Mea Culpa...

 

Mea culpa, foi uma das primeiras expressões que aprendi em Latim:

Mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa...

Frase que era obrigado a repetir, sempre que era apanhado em alguma traquinice.

Que saudades da minha querida Professora Jesuína.

Esta introdução serve para vos guiar, até ao sentimento que tomou conta da minha consciência, depois do jogo do meu querido Sporting...

Como todos os que andam aqui pelo Caneca sabem, não gosto do jovem Piccini, lateral direito fétiche de Jorge jesus, e que de elogio em elogio, continua coleccionado a minha imensa irritação.

Não conseguia compreender como poderia o Sporting ter contratado um lateral que raramente cruza, um jogador que constantemente erra no processo ofensivo, que facilmente desequilibra no processo defensivo, com erros sucessivos, sucessivamente desinspirado.

Explicada que fica a minha opinião sobre a personagem, tenho de aqui fazer o meu Mea Culpa, profundamente inebriado pelo deslumbramento sentido nas bancadas de Alvalade, pela surpresa indescritível de um lateral que desconhecia.

Teria razão, Jesus?

Ainda não estou convencido, no entanto, talvez embalado pela estrondosa vitória sobre o Desportivo de Chaves, quero aqui deixar estas palavras que jamais pensei escrever:

Piccini fez um grande jogo, irrequieto e desequilibrador ofensivamente, perfeito e determinante a defender, uma exibição de imensa qualidade.

Meu Deus...

O meu acto de contrição está feito, acompanhado por uma exibição de grande nível do SCP, regressando assim, a esperança leonina a Alvalade.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Casillas??????

 

Por mais que grite Sérgio Conceição, por mais que se indigne, claro que todos estranharam o que aconteceu com Iker Casillas, ou seja, a sua ausência no jogo do FC Porto contra o Leipzig...

Casillas é intocável?

Não.

Tem o treinador do Porto, o direito e até o dever, de escolher para titular, quem lhe parece em melhores condições?

Evidentemente que sim.

No entanto, em nome da verdade, tenho de dizer que decorridas as primeiras oito jornadas da Primeira Liga, mais jogos da Champions,  não me parece normal que se mude o guarda-redes titular de uma equipa, principalmente quando estamos perante a defesa menos batida do campeonato, e que por essa razão, era imensamente elogiada.

Alguém acredita na versão do treinador do Porto?

Não creio!

Alguma coisa se passou...

Comparar Iker Casillas a Júlio César é desonesto, intelectualmente pouco sério, pois como todos sabemos, não está em causa a imensa qualidade de ambos, o guarda-redes do Benfica há muito que se debate com problemas físicos, crónicos, que não lhe permitem ter uma sucessão de jogos competitivos, ao mais alto nível.

Há quantos anos, não faz Júlio César 20 jogos seguidos?

Pois é.

Por isso essa comparação não faz o mínimo sentido, nem pode servir de justificação ao que sucedeu a Iker Casillas.

Estou curioso para perceber se será uma opção definitiva, ou se pelo contrário, Sérgio Conceição arrepiará caminho e voltará a entregar a baliza Portista ao guardião Espanhol.

Independentemente de tudo, já vi equipas perderem a sua estabilidade por menos, a sua coerência emocional por menores questões, quebrarem-se lideranças por pequenas divergências no seio de um grupo...

Veremos se a caixa de pandora aberta pelo treinador do FC Porto, e mal explicada a meu ver, não se traduzirá no primeiro ponto, de um acto falhado.

Como Sportinguista, espero que sim.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Os Adeptos Do Watford.....

 

Marco Silva está a surpreender e a encantar a Premier League, depois de na época passada já ter deixado indicações que levaram os dirigentes do Watford a apostar nele, para fazer uma temporada melhor do que a anterior.

E assim está a fazer o jovem Marco Silva, oito jornadas passadas, na melhor Liga do Mundo, onde a competição está patente em todos os jogos, onde todas as equipas podem, verdadeiramente, ganhar a todas as equipas.

Marco é um treinador corajoso, inteligente, que põe o individual ao serviço do colectivo, que consegue agregar sem descompensar, sem deixar de atribuir importância individual, a quem a tem...

Pelas equipas por onde passou, é raro encontrar quem não diga bem dele, jogadores ou adeptos que não o recordem com a sincera sensação, de estarmos perante alguém competente e capaz.

Quem vê o Watford jogar, percebe como ele  irá fazer crescer estes jogadores, como irá dar a descobrir o talento de outros, como irá compatibilizar todos, num compromisso imenso.

Amanhã jogará diante do Chelsea, de António Conte, e aconteça o que acontecer, este meu texto será a prova da minha sincera admiração por este treinador, que um dia representou o meu querido Sporting...

Aliás, que sorte têm os adeptos do Watford por desconhecerem o facto de Marco Silva ser um tipo de duvidoso carácter, que tinha um projecto pessoal para destruir o Sporting Clube de Portugal.

Na final da Taça de Portugal, segundo alguns, pouca responsabilidade teve na reviravolta do resultado e na consequente vitória...

Outros discursaram, outros foram decisivos, outros sabiam tudo.

Tão pequeninos, esses outros.

Que sorte têm os adeptos do Watford, por desconhecerem tais características deste rapaz, pois assim, não serão obrigados a despedi-lo e a contratar um outro treinador para o seu lugar, pago a peso de ouro.

Ficam apenas com o excelente futebol da sua equipa.

Que sorte têm os adeptos do Watford.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Sporting, Svilar E Jesus.....

 

A Liga dos Campeões trouxe para o meu Sporting, na sua visita a Turim, uma derrota...

Todos sabiam que seria um jogo difícil, contra uma enormíssima equipa, pejada de craques, num ambiente excepcional.

O que me entristece, contra a opinião do meu treinador, é a forma medrosa, pequena, com que sistematicamente o meu Sporting, se apresenta neste tipo de jogos...

Dir-me-ão que é aceitável tendo em conta o nome de clubes como o Barcelona, com jogadores como Messi ou Suarez, no entanto, caso não me falhe a memória, foi também assim que o Sporting jogou, em Alvalade, contra o FCPorto.

JJ é um treinador medroso, em constante disputa com o seu ego, em competição com aquilo que no seu pensamento já conseguiu, o que dificulta a ousadia, a audaz vontade de fazer melhor.

Pouco arrisca, mesmo quando precisa, pouco ousa, mesmo quando parece ser esse o melhor caminho...

Bas Dost jogou contra a Juventus, só, abandonado, numa equipa leonina encaixada no seu meio-campo, pedindo um avançado móvel, com velocidade, no entanto, na mente de JJ, a imprevisibilidade ou a coragem para ousar, compromete o rigor previsível de um velho treinador.

Ninguém vai falar desta exibição leonina, nos livros da Liga dos Campeões, ao contrário do que pensa o treinador do Sporting, ninguém vai recordar esta exibição como um momento inexpugnável, da História do Sporting Clube de Portugal.

Não porque perdeu...

Apenas, porque não ousou vencer.

O Sporting jogou como equipa pequena e perdeu dentro dessa dimensão.

Poderia ser diferente?

Não o sei, mas poderia ter tentado.

Por fim, uma nota sobre o Benfica VS MU, para dizer que Svilar me fez recordar os primeiros jogos de Rui Patrício em Alvalade, ou seja, um guarda-redes talentoso, vitima de um erro, fruto da sua imensa inexperiência.

O caminho será sempre acalentar o menino, devolver-lhe a confiança, acreditar no seu infindável talento, porque só assim, se poderá esperar dele o melhor.

E neste caso, assim como no caso do jovem Rui Patrício, talento não falta.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Táctica Para Turim!

 

Enganem-se aqueles que pensam numa Juventus em crise, desmotivada, perdida por entre resultados pouco habituais.

Para Turim e longe de querer aconselhar o "Mestre da táctica", julgo ser importante o Sporting não desvirtuar a sua matriz de jogo, a forma como habitualmente joga.

O meio-campo Leonino terá uma importância fundamental, pois será nessa frenética luta, que se irá decidir muito deste jogo...

Para mim, entre Palhinha e Battaglia, escolheria o primeiro, ou seja, o mesmo fulgor físico, mas com uma capacidade de passe maior, de ritmo com bola, o que fará a diferença num jogo em que será essencial o contra-ataque, para fazer mossa na defesa Italiana.

Na frente, nem sequer equaciono Bas Dost, pois as suas características não se adequam à batalha de Turim, esperando que a efectiva recuperação de Doumbia, se possa confirmar.

A velocidade do Costa-Marfinense, aliada ao seu poderio físico, poderão ser a chave do jogo.

Caso Doumbia não possa jogar, então preferiria ter Podence solto na frente, ao invés do avançado Holandês.

Num jogo como este, a velocidade, para quem tiver pouca posse de bola, será sempre mais importante do que o poderio físico.

Assim, deixando aqui algumas das minhas convicções de treinador amador, espero pelo jogo, para compreender quais as opções do Mister Jesus, em Turim.

Boa sorte, meu querido Sporting.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

O Guião Do João!

 

O Sporting Jogou contra a equipa do Oleiros, uma equipa pequena, menor no panorama do Futebol Lusitano, com um onze de segunda linha, repleto de jogadores ávidos por uma possibilidade de se mostrarem na primeira equipa dos Leões.

Tenho de admitir que temo sempre as palavras de Jorge Jesus, quando se refere a jogadores da formação de Alcochete, desde o famigerado guião, à falta de golo de Podence, para não falar na quantidade de vezes que tinham de nascer, os meninos da formação, quando era treinador do Benfica...

Neste jogo, sei que é uma equipa menor, João Palhinha mostrou mais uma vez o seu imenso potencial, nada que espante pois o seu talento não engana, a sua imensa capacidade de recuperação de bola, a sua gigantesca dimensão física, aplicada ao jogo, a sua diferenciação no jogo aéreo.

João Palhinha em nada fica atrás de Battaglia, nada perde nos mais variados tempos do jogo, dando vezes sem conta um aspecto táctico à equipa, que me parece, com ele, bastante melhor...

Sempre admirei o João, sempre vi nele um herdeiro de Vidigal ou Paulo Bento, na característica física mas também na inteligência táctica, essencial aos campeões.

Não será por acaso, que as duas últimas equipas do Sporting a conseguirem ser campeãs, tinham no seu meio campo uma dupla trabalhadora e dedicada, Vidigal e Duscher, Paulo Bento e Rui bento, fazendo a diferença e permitindo  a artistas como Barbosa ou Quaresma, Mpenza ou Hugo Viana, sem esquecer o Grande Artista João Pinto, desfrutarem de uma liberdade capaz de modificar o jogo, em proveito da ambição Leonina.

Os elogios de Jesus a João Palhinha surpreenderam-me, deixaram-me feliz, no entanto, mais do que elogios é necessário que se aposte no jogador, se insista na aposta, se faça sentir a crença do treinador no talento do menino.

Por fim, dizer que Daniel Podence não fez um jogo menor do que Palhinha, não teve menos influência na equipa, apenas desta vez, não mereceu o elogio do Mestre da táctica...

Injustamente.

Podence cresce sempre que parte da ala, cresce exponencialmente, dando dimensão ao pequeno jogador, que se agiganta com o tamanho talento, da sua imensa genialidade...

Por isso vale a pena dar-lhe o guião certo, pois talento, também não lhe falta.

Viva o Sporting.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Més Que Un Jogador!

 

Gerard Piqué assumiu ontem, mais uma vez, a sua face Catalã, a alma que o preenche, numa declaração emocionante, carregada de nobreza e dignidade...

Podia facilmente optar por um discurso de ódio, composto de revolta e amargura, no entanto, Piqué optou por falar pausadamente, por entre as lágrimas que não conseguia conter, descrevendo a dor que invadia o Povo Catalão, na simples vontade de serem livres.

Naquelas palavras, mais do que a legalidade ou ilegalidade de um Referendo, soltaram-se nos olhos do jogador Catalão, a tristeza inerente a uma violência estupidificante e que apenas diminui a grandeza do Estado Espanhol...

É aqui que Mariano Rajoy se equivocou, perdeu a noção do poder da imagem no mediático mundo em que vivemos.

Piqué representou naquele momento o grito libertador de Milhões de Catalães que nas ruas esperavam para poder votar, dando força à voz daqueles que insistem na Independência...

Admiro a atitude de Piqué, a dimensão Humana com que abordou a questão e a coragem explanada nas suas palavras, aprisionando ao seu olhar a vontade de todo um Povo.

Provavelmente pagará esta ousadia na Selecção Espanhola, nas retaliações que sofrerá nos mais variados campos de futebol Espanhóis, mas certamente isso será um preço menor, para tão imensa atitude.

Assim, num dia violento e histórico, pelo menos no coração dos Catalães, uma verdade, será para sempre eternizada:

Piqué, será Més Que Un Jogador!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Domingo: Eleições, Futebol E Alma...

 

Sempre fui um conservador, diferente hoje do que era há vinte anos, na minha efervescente adolescência, obrigado a reflectir por um mundo que nos abraça por estes dias, desempoeirando a mente e destapando os obscuros dogmas ...

No entanto conservador em muitos aspectos, na essência política, na imensa crença dos valores, acreditando porém que a alma Humana, é maior do que certas regras instituídas.

Perdido numa ausente representação política, reencontrarei neste domingo a escolha eleitoral, a opção por votar neste ou naquele...

Não me sinto representado nestas eleições em Lisboa, ninguém merece o meu voto, do meu ponto de vista, desiludido com o PSD, mas surpreendido com o CDS, e essencialmente órfão de um líder, de um caminho que sinta verdadeiramente inteiro.

Entramos assim no dia de reflexão, no silêncio imposto, hipocritamente, mas que supostamente necessita de ser respeitado, mesmo que com o fenómeno das redes sociais, ninguém o respeite.

Nem eu...

Tenho fé que estas eleições representem o ocaso de Pedro Passos Coelho e deste partido que gravita à volta desta fantasmagórica personagem, dando espaço a um regresso às origens de Francisco Sá Carneiro e de um PSD próximo das pessoas e dos seus anseios.

Domingo será um dia excepcional, repleto de emoções, de leituras e questões, desde as Eleições Autárquicas a um Sporting-Porto, até ao referendo da Catalunha...

Um dia repleto de receios e decisões, que certamente condicionarão os destinos de alguns.

Na Catalunha decide-se a existência de uma nação, em Alvalade a permanência de uma esperança e no PSD a esperança de uma permanência.

Para mim será fácil decidir:
Vitória do meu Sporting, queda de Passos Coelho e na Catalunha que Deus nos ajude.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Bruno de Carvalho: A Vergonha Alheia!

 

A entrevista do Presidente do Sporting, no canal do Seu clube, foi na melhor das hipóteses um espectáculo de péssima qualidade.

Seria até cómico se por acaso, o respectivo personagem não envergonhasse com tão medíocre interpretação todo o universo leonino, provavelmente, até aqueles que hipnotizados o apoiam...

Admito que não tive interesse em ver a entrevista, como aliás habitualmente faço em todas as intervenções do dito Senhor, no entanto, devido ao tamanho rebuliço que causou esta barbaridade, não consegui manter-me na ignorância...

E que bem teria ficado.

O que vi, deixou-me perplexo, mesmo tendo em conta se tratar de tão boçal personagem, pois mesmo para os padrões de Bruno de carvalho, esta entrevista ultrapassou todas as marcas...

Expressões como:

" A minha Casa" ou " O meu estádio" ou até " O William deve-me a carreira", acompanhadas por imitações bacocas, pueris, ridículas, foram alguns dos tiques paranóicos, megalómanos, que traçam a personalidade cada vez mais desfocada da realidade, do actual Presidente do Sporting.

Como já escrevi anteriormente, nunca simpatizei com este Presidente, nunca o apoiei, porém, sou Sportinguista, amo este clube desde que me recordo de mim, desde o berço e nada me envergonhou tanto enquanto Sportinguista, como este tipo de comportamentos.

Esta actuação de Bruno de Carvalho, género monologo acompanhado, fere a condição leonina, a História maior de uma Instituição inigualável.

Não acredito que um jogador como William, olhe para este tipo de personagem com admiração, como muitas vezes vimos muitos jogadores do FC Porto, falarem de Pinto da Costa, e acima de tudo não posso crer que mesmo os mais fervorosos adeptos de Bruno de Carvalho, pois se tem um clube, um estádio, também deve ter adeptos só dele, não tenham por um instante, sentido a inimaginável vergonha alheia...

Eu senti, imensa, mas infelizmente a vergonha do Bruno, enquanto Presidente do nosso Sporting, será sempre também a nossa vergonha.

Até quando?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Sporting

 

Em Bucareste, o Sporting roçou a perfeição.

Ontem deixei de lado as minhas férias e regressei por instantes à minha qualidade de adepto fervoroso, ansiosamente diante de uma televisão, no Grande Contreiras, na Praia de Monte Gordo.

Esperava um jogo difícil, e foi até aos 60 minutos, mas felizmente se tornou fácil.

Este Sporting, por vezes enleado em alguns equívocos do seu treinador, libertou-se assim como já o havia feito na anterior jornada da Liga portuguesa.

A chave deste mistério, capaz de transfigurar o rosto do leão, é Bruno Fernandes, um médio construtor de jogo, capaz de num minuto mudar o rumo de um jogo, com um passe, num remate, num genial momento.

Ontem apareceu Gelson, fenomenal no golo, deslumbrante nas arrancadas e até no compasso de magia, com que desmarcou Bas Dost.

A defesa tremeu um pouco, principalmente na primeira parte mas reajustou-se, alicerçada na experiência de Coates e principalmente de Mathieu...

Deu gosto ver o meu Sporting, passeando numa vertiginosa e alucinante transição, a qualidade de alguns dos seus jogadores.

Voltei a gritar golo, golos, emocionadamente feliz.

E assim, regressei às minhas férias, sonhando com aquelas jogadas, com aqueles passes, com cada um daqueles golos.

Viva o Sporting...

Pois ontem valeu a pena.

 

 

Filipe Vaz Correia