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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Consigo...

 

 

 

Consigo sentir-te;

Discretamente distante,

Nas asas do vento,

Contando a história,

Que há muito,

Nos uniu...

 

Consigo vislumbrar,

Esses dias,

Ausentes pinturas,

De um tempo,

Perdido...

 

Consigo descrever;

Em cada palavra,

A dor e mágoa,

Que sobreviveu,

Por nós...

 

Consigo sorrir;

Mesmo querendo gritar,

Consigo fugir,

Querendo esperar,

Por ti...

 

Consigo tanta coisa;

Que não pensava conseguir,

Guardar dentro de mim,

Todas aquelas letras,

Que outrora,

Foram nossas...

 

Consigo;

Contigo!

 

 

 

 

Amor De Mãe!!!!!!

 

 

 

Como explicar ao coração;

Que chegaste e partiste,

Amargurada razão,

Que em mim subsiste...

 

Como lidar com esta dor;

Esta complexa forma de amar,

Este vazio transformado em ardor,

Que parece não mais acabar...

 

Porque meu filho sempre serás;

Pois tão breve foi a nossa eternidade,

O teu nome em mim viverá,

Assim como esta eterna saudade...

 

E partindo tristemente assim;

Este pequeno menino que amo,

Este filho que desejei sem fim,

E que para sempre me pertencerá...

 

Porque a morte;

Nunca será tão forte,

Como o meu amor,

Por ti.

 

 

Estranha Maneira De Amar!

 

Estranha maneira de sentir;

De correr e fugir,

De não enfrentar e partir,

Esse receio de ferir...

 

Temido ardor;

Que invade num torpor,

Num instante, temor,

Arrebata, arrebatador,

O nosso eterno amor...

 

Eternamente aconchegante;

Ilusão tão distante,

Do que um dia hesitante,

Ficou para sempre arrepiante...

 

Sem saber como escrever;

Deixei o tempo descrever,

Nos céus a chover,

As lágrimas a escorrer,

Pelo meu triste rosto...

 

E talvez um dia;

A tristeza vire alegria,

A solidão,

Como que por magia,

Se transforme novamente,

Nessa estranha maneira,

De amar...

O Cão do meu Avô...

 

Quantas vezes terás de correr;

Para encontrar aquele dono,

Esse receio de esquecer,

Uma imagem, um sonho;

Um amigo...

 

Quantas voltas terás de dar;

Para perceber que se foi,

Que acabou por morrer,

Aquele afago ao entardecer,

Aquela presença a aquecer,

Esse pedaço da tua alma...

 

Desespero ou loucura;

Entre um latido, soluçar;

Um olhar de ternura,

Que acabará por encontrar,

A derradeira resposta...

 

Fidelidade sem preço;

Nessa palavra ou amor,

Buscando esse pedaço de apreço,

Que se tornou nessa amizade...

 

Era assim o cão do meu avô;

Que tentou vencer a morte,

Desse dono que sempre amou,

Até à eternidade...

 

E nessa eternidade certamente reencontrou;

Aquele amigo de sempre.

 

 

 

Eterno Amor

 

Já não vejo nesse olhar;

Essa luz que outrora me queria proteger,

Esse amor a gravitar,

Esse sol sempre a nascer...

 

Já não consigo cantar;

Essas letras que compunhas,

Nesses sonhos a recordar,

As nossas viagens...

 

Ninguém pode imaginar;

A falta que me fazes,

E que insisto em procurar,

Mas que não existe mais...

 

Porque nessa aventura;

Que se perdeu...

 

Nessa ternura;

Que desvaneceu...

 

Nessa estranha loucura;

Tão nossa,

Tão pura,

Algo mudou...

 

E assim sem regressar;

A esse tempo que tanto quero guardar,

A essa tristeza hoje a morar,

Nesse coração que já foi teu...

 

E que agora;

É somente meu.