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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Catalunha: Referendo ou Eleição?

 

O Governo Espanhol e o PSOE acordaram esta manhã, segundo avança a TVE, a marcação de eleições Regionais na Catalunha, para Janeiro de 2018.
Num momento em que a ameaça de suspensão da Autonomia Catalã , continua a perseguir a Generalitat, este passo pode, verdadeiramente, contribuir para a clarificação de todo um processo complicado e mal conduzido.

Talvez este devesse ter sido o primeiro passo a ser dado pelo Governo de Madrid, no entanto, agora saberemos de forma legal e constitucional, quem quer a independência e quem a não quer...

Porque nestas eleições, apenas duas escolhas poderão ser feitas, duas leituras, para aqueles que em Janeiro, queiram exercer o seu direito de voto:

Quem votar em Puigdemont e nos partidos aliados, votará pela Independência, pela criação de um Estado Soberano Catalão, que se separe definitivamente do centralismo Madrileno.

Quem votar nos partidos com assento Parlamentar como PP, PSOE ou Ciudadanos, estará a votar pela continuidade de uma ligação Autonómica, entrelaçada com a Nação Espanhola e com a Constituição em vigor.

Não existem outras hipóteses.

Por essa razão, é com expectativa que aguardo esta eleição, este desfecho para uma das mais graves crises identitárias, na Europa deste século.

Que venha então esse referendo, em forma de eleição.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Os Dois Lados De Um Rio...

 

Rui Rio esteve no Jornal da noite da TVI, para uma entrevista, a primeira desde que é candidato à Presidência do PPD/PSD.

Gosto imenso de Rui Rio, sempre tive respeito e consideração pela sua coerência política, pela rectidão do carácter, pela forma como sempre se comportou na vida pública...

E isso não é de somenos, no panorama político actual.

No entanto, esta entrevista deixou-me um pouco confuso, pois se em muitos momentos reconheço o mesmo Rui Rio de sempre, a mesma disciplina nas palavras, a mesma autenticidade do discurso, noutros pareceu-me preocupado em não ferir susceptibilidades dentro do Partido, essencialmente, na Bancada Parlamentar.

Gostei de Rio quando, mesmo superficialmente, avaliou o Orçamento de Estado agora apresentado pela Geringonça, a forma como se diferenciou de Pedro Santana Lopes, como não teve receio em afirmar a necessidade de colocar sempre o País, à frente dos interesses Partidários...

Mas ao mesmo tempo, desagradou-me a maneira hesitante como tentou tranquilizar, aqueles que temem perder o seu lugar, irritou-me a insistência em afirmar que não existirá uma purga no Grupo Parlamentar, a necessidade de confortar, aqueles que se acomodaram ao aparelho laranja.

Rio tem de perceber que se for para manter este PSD, então não valerá a pena votar nele, Santana interpretará melhor essa função...

Aquilo que se pede a Rio, é que resgate o Partido da pasmaceira aparelhista a que foi votado nestes últimos anos, que o liberte do poder de Relvas e Marco António, que recupere os valores essenciais do Centro-Direita Português.

Centro-Direita, não se confunda com esquerda, que aqui ou ali, também me pareceu estranho, ouvir no discurso de Rio.

Por todas estas razões, e também por alguns destes meus receios, reafirmo a minha simpatia por Rui Rio, a esperança que possa mudar o rumo do PPD/PSD, mas para que consiga levar a cabo esta empreitada, será importante que se liberte de alguns gestos politicamente correctos, numa tentava de agradar às várias facções do Partido...

Terá de escolher uma das margens do Rio, um dos lados desse destino a cumprir.

Se for fiel ao seu passado e perfil, julgo que estará sempre mais perto de ter sucesso...

No Partido e no País.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

SantaNão!!!!!!!!!!

 

Não!!!!!!!!

Desculpem o grito linguístico, a expressão maior da minha perfeita estupefacção.

Durante os últimos anos, toda a gente dizia que Santana Lopes estava um homem diferente, tinha amadurecido, sabido encontrar o seu espaço e caminho...

A sério?

Na minha imberbe adolescência, Santana era provavelmente um dos políticos que eu mais gostava, com o seu estilo irreverente representava para mim o futuro, tornando cada Congresso do PSD, num momento especial, cada chegada sua, num burburinho inesperado, cada candidatura sua à liderança do Partido, num agitar de águas.

Santana tem esse lado diferenciador, de num singelo gesto abanar o pré-concebido, num discurso desbravar caminhos jamais imaginados, inflamando plateias e apoiantes.

Recordo Santana Lopes como Presidente do PSD...

Como Primeiro-Ministro...

O problema é que se os militantes do PPD/PSD também se recordarem, certamente, Rui Rio terá o seu caminho facilitado...

No meu caso, recordo ainda a sua passagem pela Presidência do Sporting, o que convenhamos, não abona a seu favor.

E passagem é mesmo o termo, pois foi rápida e desastrosa, saindo a meio, respondendo a um imperioso apelo pessoal, de se candidatar à Presidência, do mesmo, PSD.

Por fim, mais uma razão para temer esta candidatura:

Rui Gomes da Silva.

Se Santana voltar, ele também volta...

Meu Deus!

Por todas estas razões...

Santana, não faças isso!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

PSD: Pior É Impossível!

 

O PS e o CDS foram os grandes vencedores da noite eleitoral, o PSD e a CDU os grandes derrotados da mesma...

Vou-me concentrar no PSD por razões especiais e particulares, numa expectativa imensa de poder recuperar esse Partido que já foi o meu.

Pedro Passos Coelho trouxe o Partido até aqui, isolando-o, despedaçando o legado, a influência, a militante esperança que sempre norteou o destino do PPD/PSD...

Este rumo escolhido pela liderança Social-Democrata, esbarrou na vontade popular, na distanciação do Partido com os seus eleitores, dizimando sem memória, qualquer expectativa de continuidade desta desgastada liderança.

Pedro Passos Coelho parece, no entanto, querer esperar, aguardar para reflectir, ou seja, de maneira incompreensível arrastar este desesperante martírio, até ao congresso marcado para daqui a alguns meses...

O líder do PSD não compreendeu que o seu caminho findou, como não o havia compreendido há dois anos atrás, ao contrário de Paulo Portas, e assim insiste numa narrativa catastrófica para o centro-direita Português.

Pedro Passos Coelho é o principal responsável por este trágico resultado eleitoral, e caso não se demita as bases Sociais-Democratas terão a obrigação de tomar em mãos, o futuro político deste grande Partido...

Caso isso não aconteça, e ao invés tenham lugar os normais taticismos, por parte daqueles que continuam escondidos, então todos, mesmo todos, serão responsáveis pela vulgarização do Partido de Francisco Sá Carneiro.

É chegado o momento do confronto, das decisões, da disputa franca por uma liderança essencial ao futuro deste nosso País...

Portugal e o nosso destino, necessita de um PSD determinado, com um projecto alternativo, honesto e impregnado de uma esperança que devolva às pessoas, a vontade de acreditar numa alternativa credível a esta Geringonça.

Por todas estas razões, será impossível disfarçar a derrota eleitoral que o PSD sofreu, talvez a maior de todas, no entanto, poderemos olhar para este momento, como uma infindável oportunidade para reconstruir o futuro Social-Democrata...

Pois fazer pior, é impossível.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Domingo: Eleições, Futebol E Alma...

 

Sempre fui um conservador, diferente hoje do que era há vinte anos, na minha efervescente adolescência, obrigado a reflectir por um mundo que nos abraça por estes dias, desempoeirando a mente e destapando os obscuros dogmas ...

No entanto conservador em muitos aspectos, na essência política, na imensa crença dos valores, acreditando porém que a alma Humana, é maior do que certas regras instituídas.

Perdido numa ausente representação política, reencontrarei neste domingo a escolha eleitoral, a opção por votar neste ou naquele...

Não me sinto representado nestas eleições em Lisboa, ninguém merece o meu voto, do meu ponto de vista, desiludido com o PSD, mas surpreendido com o CDS, e essencialmente órfão de um líder, de um caminho que sinta verdadeiramente inteiro.

Entramos assim no dia de reflexão, no silêncio imposto, hipocritamente, mas que supostamente necessita de ser respeitado, mesmo que com o fenómeno das redes sociais, ninguém o respeite.

Nem eu...

Tenho fé que estas eleições representem o ocaso de Pedro Passos Coelho e deste partido que gravita à volta desta fantasmagórica personagem, dando espaço a um regresso às origens de Francisco Sá Carneiro e de um PSD próximo das pessoas e dos seus anseios.

Domingo será um dia excepcional, repleto de emoções, de leituras e questões, desde as Eleições Autárquicas a um Sporting-Porto, até ao referendo da Catalunha...

Um dia repleto de receios e decisões, que certamente condicionarão os destinos de alguns.

Na Catalunha decide-se a existência de uma nação, em Alvalade a permanência de uma esperança e no PSD a esperança de uma permanência.

Para mim será fácil decidir:
Vitória do meu Sporting, queda de Passos Coelho e na Catalunha que Deus nos ajude.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

O 4º Mandato Da Chanceler Merkel!

 

A Alemanha votou, perto de 80% dos seus eleitores, expressando assim a vontade de quase 70 Milhões de pessoas.

Os resultados eleitorais, um pouco confusos quanto aos cenários de Governação, permitiram tirar algumas conclusões, a mais alarmante de todas a subida do AFP, Partido Nacionalista radical, que conseguiu pela primeira vez assento no Bundestag...

Sendo esta última a mais alarmante, não poderemos deixar de olhar para outras conclusões desta noite eleitoral, como por exemplo, o imenso desgaste sentido nas duas maiores forças políticas Alemãs: 

A CDU e o SPD.

Merkel vence, e uma vitória será sempre uma vitória, no entanto, é o partido que mais desce nas votações, quase 9% menos do que havia conquistado em 2013, assim como, o SPD de Martin Schulz que perde 5% de eleitores em igual período...

Este é mesmo o pior resultado de sempre do SPD.

Estes resultados demonstram o imenso desgaste causado pela Grande Coligação formada por estes dois partidos, durante os quatro anos da anterior legislatura, deixando um espaço vazio para o descontentamento popular, para a insatisfação que certamente encontrou abrigo no populismo radical dos Nacionalistas de extrema direita.

O SPD rejeita agora a reedição desta Grande Coligação, tentando buscar um novo caminho que possa resgatar a confiança de milhões de eleitores que acabaram por se desiludir com os Sociais-Democratas Alemães...

Assim, restará a Merkel um acordo com os Liberais e com os Verdes, cenário difícil, no entanto, talvez o mais provável de todos, arquitectando assim uma espécie de Geringonça ideologicamente improvável.

Evitar que o AFP com o seu pensamento radical, marque a agenda política e mediática na Alemanha, será uma das principais obrigações de todos os partidos que não se revêem neste discurso de segregação e ódio, mas será também importante respeitar a vontade dos 13% de eleitores que votaram neste partido radical e acima de tudo, tentar entender a razão pela qual as pessoas sentiram a necessidade de votar num partido como este.

Começarão as negociações para uma solução Governativa, com a certeza de que Angela Merkel continuará a ser a Chanceler da Alemanha e a líder política da Europa.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

   

 

A Sondagem Do JN!

 

A sondagem do Jornal de Noticias, publicada esta Segunda-Feira, antecipa um cenário inesperado para Lisboa, mesmo tendo em conta a campanha eleitoral feita, em particular, pelo PSD...

Os resultados publicados confirmam a mais do que expectável vitória de Fernando Medina, muito aquém da herança deixada por António Costa nas anteriores Autárquicas, no entanto, muito perto da Maioria Absoluta...

Digamos até, que este será um problema inexistente para Medina, pois se teoricamente poderá perder a Maioria de que dispõe na Autarquia de Lisboa, na prática, com o resultado surpreendente desta sondagem, facilmente o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa fará um acordo que o possibilitará Governar, com a tão ambicionada Maioria Absoluta.

O CDS e a sua líder, serão se tudo correr de acordo com o JN, os grandes vencedores da noite, pois um resultado de 17% não só legitimará a liderança de Assunção Cristas, como lhe dará o papel de principal Partido da oposição, na Capital...

Estrondosa vitória.

Do outro lado, encontramos o PSD, sucumbindo ao desnorte com que planeou este processo Autárquico, revelando o abismo imenso suportado por esta liderança e os seus apaniguados...

Se o PSD tiver os tais 16%, que indica esta sondagem, e sinceramente não me custa a crer, isto revelará o estado miserabilista em que se encontra, ou seja, a perda de dimensão política na sociedade civil.

O percurso traçado por Pedro Passos Coelho, uma mistura entre o Trumpismo e o PNR, assegurará, caso os militantes não resgatem o Partido, um desaparecimento gradual na esfera de influência política, que sempre foi marca do PPD/PSD.

Teresa Leal Coelho é mais do que um péssima escolha, é o reflexo do pensamento ideológico de Pedro Passos Coelho ou o vazio intelectual que norteia este dito pensamento.

Esta derrota, talvez possa salvar o PSD, mostrando a todos o quão errado está este caminho, pelo qual o estão a levar.

Assim fazendo fé nesta sondagem, quase todos se salvarão, uns melhores do que outros e será certamente na direita, que os opostos mais se farão sentir...

Festa de arromba no Caldas e um Inverno rigoroso na Rua de São Caetano à Lapa.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

A Aventura Do André!

 

O debate desta na noite na TVI, sobre André Ventura, perdão sobre Loures, demonstrou o miserabilismo de algum tipo de Jornalismo, uma espécie de versão sensacionalista de Judite de Sousa, misturado com o show demagógico do Jovem André...

André Ventura sabe pouco, tem pouco a dizer, para além do seu discurso anti-ciganos, com algumas passagens pela pena de morte ou pelos parquímetros, no entanto, cavalga sem pudor estas bandeiras, esta consecutiva forma de sem nada dizer, amarrar o ódio ao poder discursivo.

Muitos assim triunfaram ao longo dos tempos com esta receita, que apesar de ignorante é deveras apelativa para aqueles que se encontram encurralados por estes problemas.

Percebo agora muito bem, a razão pela qual Rui Moreira não aceitou comparecer ao debate da TVI, moderado por Judite Sousa, pois na verdade, esta Jornalista é uma sombra daquela que há muitos anos representava qualidade e rigor, resvalando sistematicamente para a espuma, para o pequeno assunto, para o folclore...

O registo que apresentou de maneira escandalosa nos fogos de Pedrógão não é a excepção mas sim a regra para a qual resvala, infelizmente, a informação do canal de Queluz.

Voltando ao debate, gostei do candidato do CDS, bem distante deste triste representante de um desaparecido PSD, e acima de tudo capaz de demonstrar que estava ali para discutir Loures, com os seus problemas e as suas assimetrias.

Debater essencialmente as propostas de Pedro Guerra, perdão André Ventura, não é em si um pecado, julgo mesmo ser uma necessidade, no entanto, transformar isso, num debate centrado neste discurso demagógico e hipócrita apenas transforma um assunto real, em mais um momento de chicana política.

Num debate em que pouco se esclareceu, acredito que Bernardino Soares e o candidato do CDS terão estado em melhor plano, num espectáculo um pouco deprimente, deste cenário autárquico.

Em Outubro veremos se o ódio poderá ser uma mais valia no debate eleitoral...

Espero que não.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Nunca Mais Chegam As Autárquicas?

 

Nunca mais chegam as Autárquicas, como se a política Portuguesa aguardasse serenamente por um turbilhão, que modificasse a pasmaceira encontrada na actual oposição...

A estóica paciência de Rui Rio, contrasta com a minha impaciência, retarda de maneira intolerável a esperança que tenho de voltar a ver o Partido de Sá carneiro, com uma liderança inspiradora, determinada, reformista, ou seja, uma liderança de verdade.

Existe num órfão centro-direita, uma expectativa de voltar a encontrar uma solução que desafie esta união à esquerda que vai dominando a seu belo prazer a política e a popularidade nacional.

Uma das primeiras lições a tirar é a de aprender com Marcelo Rebelo de Sousa, com a relação de confiança que conseguiu construir com as pessoas, ao invés de hostilizá-lo, enquanto damos vivas a discursos brejeiros de políticos fora do seu tempo.

A minha intensa esperança, é a de que quem disputar o Partido, quem o retirar desta letargia inconsequente em que se encontra, não tenha receio de quebrar as amarras, de mostrar as diferenças e recuperar os ideais do PPD/PSD, afastando os Rangeis e os Coelhos, os Abreus Amorins ou os Soares, ou seja, afastar-se em definitivo desta ala ultra-liberal, meio Trumpetes, que cerceou o Partido.

Assim espero ansiosamente pelas Autárquicas, para que possa ter outra vez esperança, no País e nas legislativas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Eleições Angolanas?

 

Admito que aqui escrevo sem saber como decorreram as eleições em Angola, no entanto, arrisco um resultado...

Ganhou o MPLA!

Não vi nenhuma noticia, no entanto, arrisco o nome do próximo Presidente de Angola...

João Lourenço!

Não ouvi qualquer relato sobre as percentagens de cada partido, no entanto, mesmo assim deixo um prognóstico...

Ganharam com Maioria Absoluta!

Não li, nem ouvi nenhuma descrição sobre como decorreu todo o processo, no entanto, se tivesse de arriscar diria...

Houve fraude!

A monotonia anti-democrática vigente em Angola são a base destas minhas previsões, sustentadas por décadas de corrupção e caciquismo.

Se errar, seria surpreendente, no entanto seria o melhor que poderia acontecer ao povo Angolano.

Mas como as fábulas não são reais, são histórias de crianças normalmente aprisionadas ao sonho pueril, não creio que aqui possam ser aplicadas...

Até porque em Angola, o direito a sonhar deve também ele, estar restrito a muito poucos.

 

 

Filipe Vaz Correia