Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

Luanda: Entre a Miséria E O Luxo!

 

A realidade de Luanda reflecte um pouco a triste caminhada de um País desencontrado, entre a miséria e o luxo, entre a pobreza e a ostentação.

Com o aproximar das eleições, uma reportagem da RTP, demonstra a saciedade o estrabismo esquizofrénico escondido por entre os condomínios luxuosos da baía de Luanda, com o preço mais caro do mundo por metro quadrado e os bairros de lata que envolvem o resto da cidade.

A ilha de ostentação reservada para os membros pertencentes à oligarquia do regime, contrasta com a miséria destinada ao cidadão comum, incapaz de se libertar do jugo familiar que controla aquele País.

As eleições Angolanas serão, como se espera, fraudulentas, uma espécie de farsa que guiará ao poder João Lourenço, como sucessor de José Eduardo dos Santos, à frente dos destinos do MPLA...

E consequentemente, à frente dos destinos da nação.

O poder manter-se-á assim na mesma, com os mesmos, para os mesmos...

Mais do que sinalizar uma realidade contrastante, que todos adivinhávamos, a reportagem emitida pela Televisão Portuguesa, tem como virtude desmascarar aqueles que afectos ao regime, entendem desmentir a verdadeira corrupção, que tomou há muito conta daquele País.

As duas faces de Luanda, são o resultado de anos e anos de poder imposto pelo MPLA, pela cúpula aparelhista que ostenta os dólares do petróleo em seu beneficio e que controlando as forças armadas, guia os destinos daquela pátria a seu belo prazer.

Nada mudará após estas eleições, nada será diferente com esta aparente mudança de lugares, pois o poder permanecerá centralizado na mesma família.

Assim, viajando por entre as faces de Luanda, por entre as diferenças gigantescas que ali se vivem, podemos constatar, o quão falhado se tornou o processo de independência Angolano...

Pois de livre e independente, pouco ou nada, se deve sentir aquele povo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Fait Attention, Macron!

 

As eleições Francesas, presidenciais e legislativas, deixaram no ar uma sensação de euforia, de esperança, nesse tornado político que se abateu sobre França, de seu nome Emmanuel Macron.

Essa esperança foi desde a primeira hora, uma derradeira oportunidade dada pelos Franceses a um político que ameaçava reajustar o panorama democrático Francês...

Ajustar pelo lado Humano da coisa, dando esperança ao invés de agressividade, dando luz ao invés da penumbra ameaçadora, fazendo acreditar ao invés de odiar.

Esse lado de Macron uniu os cidadãos, deu-lhes aquela vontade de votar em alguém novo, que trazia consigo essa inevitável expectativa por um futuro melhor.

No entanto passados estes meses, as sondagens atribuem a Emmanuel Macron taxas de popularidade abaixo daquelas que tinha François Hollande...

Incroyable!

É aqui que se deve concentrar o Presidente Francês, neste sinal que ameaça reduzir o projecto que tanta esperança alimentou por toda a Europa, numa triste recordação de um estrondoso fracasso.

Esse receio que chega, com Macron perdido em debates estéreis e de pouca importância, como por exemplo o lugar que deve ocupar a sua mulher no Eliseu, ao invés de olhar genuinamente, como aliás prometeu, para aquilo que tanto perturba a vida de cada um dos seus cidadãos.

Macron deve intervir na Europa, deve preocupar-se em reestruturar o sistema fiscal e económico Francês, deve revolucionar o papel da industria Francesa, deve de forma inadiavel olhar para os níveis de desemprego que esventram o âmago da sociedade Gaulesa...

Deve enfim, procurar respostas para as tamanhas dúvidas e inseguranças que atormentam os jovens do seu País.

Só assim, cumprindo o que prometeu, sem deslizes ou hipocrisias, é que Emmanuel Macron não decepcionará aqueles que lhe entregaram tamanho poder, no Eliseu e no parlamento, para que daqui a quatro anos não estejamos todos a dizer, que Le Pen venceu mesmo.

Por essa razão, escrevo:

Fait Attention, Monsieur Emmanuel Macron!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

aMADUROismo

 

As eleições para a Assembleia Constituinte, na Venezuela, estão a revelar-se um fracasso para Nicolas Maduro e para a demonstração de força, imaginada pelo pequeno ditador Venezuelano.

A poucas horas do fecho das urnas, apenas 7% da população eleitoral havia votado e por isso mesmo se compreende que o regime bolorento de Caracas, tenha decidido prorrogar o prazo para que o povo pudesse votar...

7%?

Na verdade, já se sabia que o regime de Maduro, meio perdido, fruto da ignorância reinante daqueles que comandam hoje os destinos da Nação, se mantém no poder apenas fruto da brutalidade das forças que lhes são leais, dos algozes pagos pela corrupção que esventra esse futuro que tarda em chegar.

Porém estes números a se confirmarem, demonstram a fraca legitimidade que ainda suporta estes antigos Chavistas.

Um ditador é um ditador, um déspota será sempre um déspota, no entanto, sempre que a boçalidade se mostra reinante, que a estupidez caracteriza as mentes governantes, se torna um pouco mais triste a confinada penumbra de uma ditadura...

Maduro é isto mesmo, assim como a sua entourage, pequenos, limitados, estúpidos, desprovidos de conhecimento intelectual e é esse amadorismo, essa desesperança insistente, que certamente marcará o seu fim.

O povo já não o teme, não receiam tombar um a um, Pais, Filhos, Homens, Mulheres...

Ninguém já teme morrer, para tentar resgatar o seu direito de viver.

E enquanto se aguardam os resultados fraudulentos, que certamente o regime anunciará para a Assembleia Constituinte, poderemos contar com mais mortes, mais brutalidade...

Mas também, com maior coragem, maior bravura daqueles que diante de armas, tocam violinos, diante de tiros, cantam os seus sonhos, diante de tamanha estupidez, se negam a ceder.

No meio de tamanho aMADUROismo, sobra a nobreza deste corajoso povo...

Venezuelano.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

As Escolhas De Pedro Passos Coelho...

 

Há dias jantava num dos meus restaurantes preferidos, quando sou surpreendido por uma afirmação do dono daquele espaço:

- Vou votar na Geringonça!

Fiquei boquiaberto pois este tipo de pessoas, os empresários individuais ou se quiserem "self made man", sempre foram um dos redutos intransponíveis Sociais-Democratas, no entanto, haveria de me surpreender mais...

- E não vou votar no PS, pois quero que os outros lá continuem para os travar!

Esta afirmação ainda me deixou mais incrédulo.

Sendo alguém que sempre vira votar no PSD, esta mudança demonstra até que ponto o actual Partido de Passos Coelho, aniquilou toda uma base eleitoral que tradicionalmente lhe era fiel, o apoiava...

As razões?

Fácil...

Estas pessoas sentiram-se traídas durante os anos da Troika, com aquele discurso estupidificante de ventríloquo da Austeridade, repetindo vezes sem conta o guião Europeu.

Poder-se-ia fazer diferente?

Não o sabemos mas certamente se poderia ter explicado de maneira absolutamente diferente, não hostilizando, tentando minimizar os sacrifícios feitos por todos...

Pelo Portugueses.

E depois veio a geringonça e a sua política não tão diferente mas inequivocamente mais sedutora para aqueles que se sentiram excluídos e espoliados durante o Governo PSD...

E o que esperavam as pessoas?

Nada...

Ou talvez que viesse o diabo.

Só que o diabo não veio, vindo antes essa sensação de alivio, parecendo brindar esta espécie de aliança contra-natura, de uma folga de esperança que em parte, lhe foi dada pelo discurso suicida do Líder Social Democrata...

E assim com essas expectativas tão baixas, com tão pouca fé, cresceu o espaço para surpreender, para fazer melhor do que se esperava e mais do que tudo para fazer sentir a uma certa parte da sociedade Portuguesa, como por exemplo, empresários ou reformados, que se poderia construir uma alternativa.

Verdadeiro ou não, esse sentimento existe e situa-se em grande medida em antigos votantes do chamado centrão que habitualmente confiavam no antigo Partido reformista, laranja.

Agora resta esperar, que estas eleições Autárquicas expurguem Passos Coelho e aqueles que formam a sua entourage, para que se possa primeiro reformar o PSD, para depois pensar no País...

Até lá, é ver a geringonça a esvoaçar através do sopro deste inexistente PSD.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

O Estranho Caso De André Ventura...

 

André ventura é um homem dos mil ofícios, comenta na televisão casos criminais, processos judiciais, futebolísticos e agora tornou-se a cara política do PSD/CDS, na campanha autárquica à Câmara Municipal de Loures...

Tudo isto e mais alguma coisa sempre assente numa verdade coerente:

A sua ignorante demagogia.

Trata assuntos leves com hipocrisia e populismo, a mesma premissa, que usa para assuntos sérios ou graves, sempre alicerçado numa gigantesca ignorância muito característica deste tipo de personalidades.

O facto de André Ventura ser apenas isto mesmo, não é por si relevante, nem mesmo o facto de ser comentador da CMTV, tendo em conta os critérios " jornalísticos " daquele canal, no entanto, o mesmo não se poderá dizer do facto, de ser este o escolhido pela coligação PSD/CDS nestas eleições Autárquicas...

O que se terá passado com os Partidos da Direita Portuguesa para não apenas um, mas os dois, terem decidido apoiar uma personagem destas?

Citando Francisco Mendes da Silva:

" Não há nada que André Ventura diga, que eu não considere profundamente errado, ligeiro, fruto da ignorância e de um populismo gratuito ou eleitoralista."

Não poderia estar mais de acordo, meu caro Francisco...

O receio de todos aqueles que representam uma certa direita em Portugal, Conservadores, Sociais Democratas, Liberais ou Democratas Cristãos é a colagem deste tipo de gente aos Partidos que supostamente nos representam e que cada vez mais, se encontram minados por uma espécie de Trumpistas acéfalos.

Por todas estas razões, tenho uma secreta esperança, que estas eleições e os seus resultados possa trazer uma imensa mudança na Direita Portuguesa, nas suas escolhas e na busca pelo mérito dos nossos representantes, que há muito deixou de ser critério para a escolha dos candidatos...

Pois se existisse esse critério, essa procura pela qualidade, não estaríamos a discutir este estranho caso de André Ventura.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

A Revolução MACRONiana!

 

As eleições legislativas Francesas estão aí...

Amanhã poderemos ver a implosão do chamado centrão político Francês, com o esvaziamento do partido Socialista e do partido Republicano e em contrapartida o surgimento de um novo movimento que consagrará Emmanuel Macron, como o novo Napoleão.

A revolução Macroniana, que se prepara para acontecer, algumas sondagens dão ao partido do Presidente Francês 400 lugares no parlamento quando a maioria absoluta ronda os 289, confirma o clima de expectativa e crença que se vive na democracia Gaulesa, tentando reencontrar um rumo de esperança que possa modificar o País e também a sua importância no projecto Europeu.

Emmanuel Macron, tem assumido um papel importante nestes primeiros tempos como Presidente, conservando a imagem de renovador com que ganhou as eleições presidenciais e aumentando as expectativas que sobre ele recaem num virar de página, ansiado por todos aqueles que nele votaram...

Macron representa para muitos Franceses, a última oportunidade dada à democracia, à esperança de um futuro sem os ódios inerentes aos discursos populistas ou extremistas e por isso será demasiadamente importante que não falhe...

Que não as defraude.

Com um Reino Unido fragilizado, os Estados Unidos entretidos com o parque infantil em que se transformou a Casa Branca e o seu little President, urge que a União Europeia possa aglutinar as esperanças, mudar o rumo e assumir definitivamente um papel de progresso e desenvolvimento para os seus cidadãos e para os Países que a compõem.

Domingo teremos a resposta, sobre quão ampla será a oportunidade, para que esta Macroniana revolução possa mudar o rosto Francês e com isso mudar também o projecto Europeu.

 

Bonne Chance, Monsieur Macron!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

"May" Be A Catástrofe...

 

Começo por salientar que escrevo este post, com base nas projeções disponíveis a esta hora, meia-noite, em todos os canais televisivos Portugueses ou Internacionais e por isso mesmo falíveis apesar de ser quase certa, a perda da maioria absoluta dos Conservadores Britânicos.

 A noite eleitoral no Reino Unido, a confirmarem-se estes resultados, introduz em primeiro lugar um impasse que certamente desvalorizará a sua posição nas negociações Europeias para o Brexit e em segundo lugar será um duríssimo revés na gestão de uma economia que se encontrará rodeada de novos desafios, neste cenário isolacionista com que se depararão os Britânicos.

O que terá passado pela cabeça da Senhora May, para num gesto irrefletido, ter antecipado as eleições em quase três anos, quando o seu Partido tinha uma maioria absoluta?

Como é possível este erro, depois da experiência que havia partilhado, o referendo ao Brexit, com o anterior Primeiro Ministro, David Cameron?

Theresa May cometeu o seu pequeno e pouco privado suicídio com estes resultados eleitorais, atirando o País para um abismo maior do que aquele em que já se encontrava...

A questão é no entanto, pior para o Reino Unido do que para Theresa May, pois o que daqui sairá é a impossibilidade de se formar um Governo, Trabalhista ou Conservador, com força suficiente para fazer face a todos os obstáculos que se adivinham.

Assim no meio desta catástrofe, de um cataclismo anunciado, fica a sensação de que em breve repetiremos este cenário eleitoral, em busca de uma solução que certamente não sairá deste Parlamento, agora eleito.

Ainda ontem, no meu anterior post, desejei sorte ao Povo Britânico...

Agora, já não sei, se a sorte lhes bastará!

 

Filipe Vaz Correia  

Reino Unido Ou Desunido?

 

Estas eleições de amanhã, estão cada vez mais marcadas por uma incógnita inesperada...

Todos, principalmente os Conservadores, estavam convencidos de que a vitória de Theresa May seria clarissima, inevitável e que provavelmente acrescentaria mais lugares à sua actual maioria absoluta, no Parlamento.

Um líder fraco como opositor, Jeremy Corbyn, perspetivava um passeio triunfal para a Primeira-Ministra em exercício, no entanto, estas últimas semanas têm trazido um espectro de pânico e desespero aos apoiantes do Partido Conservador...

As sondagens, tem acentuado a cada momento, em cada inquérito, uma queda descontrolada no número de votantes que apoiam a Senhora May, chegando mesmo algumas delas a colocarem os Trabalhistas a apenas um por cento de distância, numa disputa inimaginável pela vitória.

O que me parece claro, é que quem quer que seja o vencedor destas eleições no Reino Unido, muito dificilmente poderá ver suportada a sua política numa maioria absoluta, o que poderá transformar o futuro Britânico, num autêntico pesadelo...

Depois da indefinição do Brexit, desta luta permanente contra o terror Islâmico implantado na Europa, especialmente em França e Inglaterra, já só faltava aos Britânicos, este possível impasse eleitoral.

Assim, espero que apesar destas sondagens, o resultado eleitoral de amanhã, possa de maneira categórica permitir a vitória de um projecto, de um caminho, seja ele qual for, Trabalhista ou Conservador, mas que o seja sem indefinições.

Boa sorte Reino Unido, pois bem precisarão dela.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

PS Porto: Os Lugares da Discórdia!

 

Rui Moreira veio pôr no seu devido lugar, o monstro Socialista que através das palavras da Secretária Geral Adjunta, Ana Catarina Mendes, ameaçava a independência da equipa do atual Presidente da Câmara Municipal do Porto.

As entrevistas de Ana Catarina Mendes ao Expresso e depois ao Observador revelam tiques autoritários, quase Socráticos, mas acima de tudo revelam idiotice e impreparação estratégica, ou se calhar, representam o poder dos boys dentro dos partidos políticos.

Vejamos, as eleições aproximam-se e os lugares habituais a ser preenchidos em vereações e afins, estavam por designar e o pânico deve ter-se instalado dentro da concelhia Socialista do Porto, tentando pressionar Rui Moreira através das palavras de Ana Catarina Mendes...

Saiu-lhes o tiro pela culatra.

A política de a melhor pessoa para o melhor cargo, que empreende Rui Moreira, é uma das bases da sua autoridade moral junto dos seus eleitores e esta atitude vem apenas reforça-lo, afastando a ideia que se começava a criar de estar aprisionado aos interesses desse PS Porto, amorfo e caciquista...

Mas a estupidez é maior pois o PS Porto resolve então, visto que Rui Moreira os encostou à parede com a sua resposta pública, avançar rumo ao abismo da incongruência, da contradição e avançar com a candidatura de Manuel Pizarro, para enfim enfrentar a derrota mas preservar com alguns votos, as vereações que assim lhes poderão garantir o que a competência não lhes garantiria, na lista de Rui Moreira.

Agora uma pergunta me deixa curioso...

Como explicarão os Socialistas aos eleitores, a razão para até agora apoiarem Rui Moreira, sendo que diziam eles Partido Socialista, o actual Presidente da Câmara Municipal do Porto era a melhor pessoa para gerir a Autarquia, elogiando vezes sem conta, o seu fantástico trabalho...

Estou certo que as pessoas se perguntarão:

O que mudou para o PS Porto?

Os lugares meus amigos, apenas isso...

A luta pelos seus preciosos lugares!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Teresa Leal a Coelho...

 

E depois de tanto tempo de espera, ai está, a candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa...

Valeu a pena esperar, pois o nome que resulta desse longuíssimo período de reflexão, é sem dúvida esmagador, decisivo e arrebatador para todos aqueles que irão votar nas próximas eleições, e que possam estar indecisos entre Medina e outro qualquer candidato.

Depois de na imprensa, terem sido libertados uma extensa lista de personalidades que recusaram o convite Social Democrata para encabeçar as suas listas à Capital Portuguesa, Santana Lopes entre muitos outros, entende-se agora mais do que nunca que esta atitude da senhora deputada, Teresa Leal Coelho, é na realidade, um acto de imensa coragem e lealdade.

Encontro na verdade três linhas fortes, que devem ter norteado esta fortíssima escolha:

Em primeiro lugar, o nome Teresa, lindíssimo, tradicional e que ficaria certamente muito bem, sempre que anunciada a Presidente da autarquia Lisboeta.

Em segundo, Leal, pois somente alguém intensamente leal, solidária, comprometida, poderia empreender este delírio, em que se transformou, a estratégia autárquica de Passos.

E por último, Coelho, a feliz coincidência, de podermos ter não um mas dois coelhos envolvidos na disputa mediática e política deste nosso magnifico país.

Analisada que está, aquela que entendo ter sido a estratégia delineada por Pedro Passos Coelho, para levar à vitória o PSD, num projecto grandioso escondido nas estrelas, resta-me chorar...

Resta-me esperar que em algum momento, nalgum assombro de realidade, alguém explique a este PSD, que está cada vez mais perto do abismo e que este chegará provavelmente com os resultados eleitorais, que se aproximam...

E ai talvez possamos recomeçar, esperando que se construa uma oposição que verdadeiramente, incomode o Governo e seja solução para o nosso país.

Até lá fiquemos, com os Leais Coelhos e os Coelhos Leais, porque mais ninguém parece estar interessado a se juntar, a este triste fim de história.

 

 

Filipe Vaz Correia