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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Eternamente Em Mim!

 

 

 

A noite volta a cair;

Depois do dia passar;

E volto eu a sentir,

O que há muito tento negar...

 

Voltam as paredes frias;

O silêncio ruidoso,

Voltam as mágoas vazias,

Passado doloroso...

 

Passado tão presente;

Que não consegue esconder,

O teu sorriso ausente,

Por entre este imenso doer...

 

E porque dói;

O que tantas vezes renego,

Porque corrói,

Este amor cego...

 

E porque cega;

Cegamente,

O que arde,

Ardentemente,

O que se perde,

Eternamente...

 

Eternamente;

Em mim.

 

 

 

 

 

Consigo...

 

 

 

Consigo sentir-te;

Discretamente distante,

Nas asas do vento,

Contando a história,

Que há muito,

Nos uniu...

 

Consigo vislumbrar,

Esses dias,

Ausentes pinturas,

De um tempo,

Perdido...

 

Consigo descrever;

Em cada palavra,

A dor e mágoa,

Que sobreviveu,

Por nós...

 

Consigo sorrir;

Mesmo querendo gritar,

Consigo fugir,

Querendo esperar,

Por ti...

 

Consigo tanta coisa;

Que não pensava conseguir,

Guardar dentro de mim,

Todas aquelas letras,

Que outrora,

Foram nossas...

 

Consigo;

Contigo!

 

 

 

 

Nas Filipinas Com Amor!

 

Aqui está um texto improvável, absolutamente indescritível, numa expressão maior de que o amor vence sempre.

Nas Filipinas onde se encontram reunidos alguns Lideres de toda a Ásia, e também Donald Trump, uma noite de gala modificará a forma, como o mundo, irá olhar para dois homens:

Rodrigo Duterte, ditador assassino, democraticamente eleito, conhecido pela sua luta contra o tráfico de droga que já vitimou mais de 4000 Filipinos, entre traficantes, consumidores ou pessoas de quem se desconfie consumir, às mãos dos seus terríveis esquadrões de morte.

E Donald Trump, político fanfarrão, também democraticamente eleito.

Num ambiente romântico, à luz da lua e ao som de uma melodia, Duterte subiu ao palco e cantou para Donald, uma canção eternizada pelos versos de amor, na mais pura tradição Filipina.

"Você é a luz do meu mundo."

Será?

" Você é a luz do meu mundo, metade do meu coração."

Sem dúvida que é!

Palavras que não conseguiriam descrever um cenário mais romântico, imaginando eu, o olhar que deve ter ligado, aqueles dois corações populistas, num cenário a meia luz.

Rodrigo Duterte confessou ainda, que foi a pedido de Donald Trump, que subiu ao palco e cantou esta tão tocante canção.

Num tempo de palavras agressivas, de ameaças bélicas, cresce a esperança no mundo, quando ficamos a saber, que nas Filipinas apesar de ser proibido fumar um charro, é possível amar livremente.

Por fim, dizer ainda, que neste surpreendente amor, parece que apenas uma "Pilita" se consegue intrometer entre estas duas pessoas...

Pilita Corrales, o nome da Diva que acompanhou o Presidente Duterte, na interpretação de tal melodia, dedicada ao Presidente Trump.

O amor, nas Filipinas, está no ar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Ruas...

 

 

 

Ruas estreitas;

De estreitos destinos,

Caminhadas imperfeitas,

Imperfeições e desatinos...

 

Ruas perdidas;

Perdidos receios,

Becos e feridas,

Escondendo anseios...

 

Ruas de dor,

Viagem imortal,

Mágoas de amor,

Desejo infernal...

 

Ruas e ruelas,

Com cheiros de jasmim,

Sonhos de canela,

Agruras sem fim...

 

Ruas e mais ruas,

Alma desnudada,

Verdades nuas,

Palavras tuas,

Silêncios meus...

 

Eternamente meus!

 

 

Sou...

 

 

 

Sou prisioneiro dos meus sentimentos;

Das vozes e sonhos que gritam,

Cartas trazidas pelo vento,

Palavras que se eternizam...

 

Sou refém de mim mesmo;

Das algemas e dos grilhos,

Dos pesadelos bem trancados,

Lágrimas sem trilhos...

 

Sou um enigma presente;

Na penumbra adormecida,

Memória ausente,

Da insistente ferida...

 

Sou esse pedaço de nada;

Tão vazio, tão vazio,

Pedaço de nada,

Nadando num rio...

 

Sou esse pedaço de nada...

De nada..

Nada!

 

 

Passado...

 

 

 

Será que posso revelar;

O que esconde o meu coração?

 

O que esconde a emoção;

Desbravando inquieto,

O carregado semblante,

Desse receio, entrelaçado,

Esse medo, aprisionado,

Em cada lágrima nossa...

 

Em cada memória;

Guardada em nós,

Pedaço de história,

Cravado na pele,

No sentido destino,

Da alegórica alma...

 

E vai continuando;

A louca melodia,

O deslumbrante pensamento,

Do que foi um dia,

Esse nosso amor.

 

 

Vale Encantado...

 

 

 

Um vale encantado;

Cheio de luzes e cores,

Querer disfarçado,

Por entre as dores,

Num céu pincelado,

De desgostos e amores...

 

Oiço os sons do silencio;

Ruídos de ilusão,

Num distante lugar,

Onde mora a emoção,

O secreto olhar,

Deste triste coração...

 

E segredando ao vento;

A ausente companhia,

O presente tormento,

A entrelaçada nostalgia...

 

Num vale encantado;

Onde verdadeiramente,

Aquele menino,

Torna a ser feliz.

 

 

 

 

Memórias...

 

 

 

Um olhar prisioneiro;

De um desgosto pistoleiro,

Divida por inteiro,

De um destino traiçoeiro,

Roubando sem receio,

O sonho derradeiro...

 

Uma despedida apressada;

Palavras desesperadas,

De amor carregadas,

Tristezas bem guardadas,

Na alma magoada,

Calada...

 

Silenciosa vontade;

Desgraçada verdade,

Maldita saudade,

Que regressa sem idade,

Ao momento, eternidade,

Em que te perdi...

 

E nesse olhar;

Volto a guardar,

As memórias a recordar,

Desse teu eterno amar,

Em mim...

 

E por ti;

Fica em cada lágrima minha,

Uma devoção imensa,

Um segredado desabafo,

Deste meu coração,

Para sempre teu.

 

 

 

 

 

 

Desesperança

 

 

 

Sempre que revejo o teu olhar;

Reacende-se a esperança,

Não consigo negar,

Que se renova a querença,

De te amar...

 

Sempre que oiço a tua voz;

Quer o meu coração voar,

Partir por esses céus,

Sonhando navegar,

Por entre as ondas,

Deste amor...

 

Sempre que volto a acreditar;

Sempre que insisto em sonhar,

Sempre que pareço te reencontrar,

Sempre mas sempre...

 

Reaparece aquela lágrima;

Que me recorda aquele ardor,

Que tantas vezes me sobrou,

Como companhia...

 

E aí;

Volto a preferir a solidão,

Como companheira,

Derradeira,

Da minha desesperança.