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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Estranha Maneira De Amar!

 

Estranha maneira de sentir;

De correr e fugir,

De não enfrentar e partir,

Esse receio de ferir...

 

Temido ardor;

Que invade num torpor,

Num instante, temor,

Arrebata, arrebatador,

O nosso eterno amor...

 

Eternamente aconchegante;

Ilusão tão distante,

Do que um dia hesitante,

Ficou para sempre arrepiante...

 

Sem saber como escrever;

Deixei o tempo descrever,

Nos céus a chover,

As lágrimas a escorrer,

Pelo meu triste rosto...

 

E talvez um dia;

A tristeza vire alegria,

A solidão,

Como que por magia,

Se transforme novamente,

Nessa estranha maneira,

De amar...

Dia da Mãe!

 

 

 

Dia da Mãe;

Que tive e perdi,

Que guardo dentro de mim,

Em cada memória,

Passado sem fim...

 

Desse amor sem igual;

De tantos beijos eternos,

Carinho maternal,

Momentos fraternos,

Saudade imortal...

 

Das nossas palavras, da tua voz;

De cada chegada ou adeus,

Desse imenso nós,

Meu e teu...

 

Do teu olhar;

Embevecido,

Caloroso aconchegar,

Algures perdido,

Na vontade de te abraçar,

Abraço desmedido...

 

Na partida;

Que te levou ao entardecer,

Na ferida,

Que ficou sem esquecer,

Na despedida,

Que não desejei acontecer,

Na sentida,

Vontade de te rever...

 

E doendo sem parar;

Vou escrevendo este poema,

Apenas para declamar,

O quanto te amo!

 

 

 

 

Alma Minha...

 

Ainda me dói;

A estranha alma minha,

Escondida e humilhada,

Envergonhada, sozinha,

Abandonada...

 

Ainda sinto a desilusão;

A triste amargura,

A dececionante sensação,

Antiga ternura,

Desabitado coração,

Que é o meu...

 

Ainda procuro encontrar;

Aquele imenso sentimento,

Que parece querer voar,

Em cada lágrima levada pelo vento,

Magoado desacreditar,

Solitário sofrimento...

 

Ainda oiço, distante;

Sem esquecer,

Cada momento, instante,

Que insiste em reaparecer,

Doloroso, gritante,

A arder,

Dentro de mim...

 

E assim;

Ainda vejo sangrar,

Sem parar,

Essa estranha alma minha...

 

Que um dia;

Desejou amar.

 

 

 

 

 

Intensamente...

 

Amar perdidamente;

Sonhar permanentemente,

Descobrir desesperadamente,

Querer insistentemente,

Esse desejo que tresloucadamente,

Habita em mim...

 

As palavras nunca ditas;

As vontades interditas,

As cartas que não foram escritas,

Perdidas, sem retorno...

 

Os ventos que não chegaram,

Os momentos que escaparam,

Os sentimentos que passaram,

Os sofrimentos que me sobraram,

Sem nunca me esquecer, de ti...

 

As memórias perdidas,

As história nunca vividas,

As emoções esquecidas,

No meio de tantas feridas,

Que ainda não sararam...

 

E assim continuo a caminhar;

Sem saber como explicar,

Esse amor que sem parar,

Arrebata a intensa esperança,

Da minha alma!

 

 

Ferido de Morte...

 

Estou ferido de morte;

Como um touro na arena,

Arena da vida, sem sorte,

Perdido, sem norte...

 

Essas balas que me trespassam;

E corroem a minha alma,

Aprisionam-me sem pressa,

Na amargura do meu destino...

 

Vejo-te a partir, esvoaçar, fugir;

Sinto o bater das tuas asas,

Para longe de mim,

Para perto do infinito...

 

Sacrifico-me em teu lugar;

Dava tudo para te ver sorrir,

Sinto-me ferido de morte,

Se a morte souber ferir...

 

Porque cada sofrimento teu, meu amor;

Cada dor que te atinge,

Despedaça-me sem pudor,

Imponente,

Definitivamente...

 

E assim em cada olhar;

Vislumbrando essa dor sem parar,

Amarrada ao fundo desse amar,

Que nos consome, sem matar...

 

Porque nem a morte;

Poderá levar este amor,

Aqui descrito, neste poema!