Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

Desesperança

 

 

 

Sempre que revejo o teu olhar;

Reacende-se a esperança,

Não consigo negar,

Que se renova a querença,

De te amar...

 

Sempre que oiço a tua voz;

Quer o meu coração voar,

Partir por esses céus,

Sonhando navegar,

Por entre as ondas,

Deste amor...

 

Sempre que volto a acreditar;

Sempre que insisto em sonhar,

Sempre que pareço te reencontrar,

Sempre mas sempre...

 

Reaparece aquela lágrima;

Que me recorda aquele ardor,

Que tantas vezes me sobrou,

Como companhia...

 

E aí;

Volto a preferir a solidão,

Como companheira,

Derradeira,

Da minha desesperança.

 

 

Eras...

 

 

 

Ajoelhada e devastada;

Vai correndo,

Desbragada,

Vai gemendo,

Desengonçada,

Vai temendo,

Desamparada,

Vai querendo,

Desperançada...

 

E vai continuando a sorrir;

Enquanto arde aquela dor,

Vai continuando a sentir,

Que já não sente aquele amor,

Que escapou...

 

Deixando um nada;

Do tamanho de um tudo,

Assim como tudo,

Eras tu para mim.

 

 

 

 

 

Valeu Sempre A Pena...

 

 

 

Sempre que olho para o céu,

Questiono o destino,

Se valeu a pena...

 

 E recordo perdido,

Por entre as angustias,

O desconhecido,

Questionamento da minha alma...

 

Dessa imberbe alma,

Que destemperada,

Ousou desassombrada,

Arriscar a desanimada,

Estrada de tamanho amor...

 

E assim,

Sabendo por fim,

Que acabou,

Voltaria atrás...

 

Para novamente,

Te voltar a amar!

 

 

Estranha Maneira De Amar!

 

Estranha maneira de sentir;

De correr e fugir,

De não enfrentar e partir,

Esse receio de ferir...

 

Temido ardor;

Que invade num torpor,

Num instante, temor,

Arrebata, arrebatador,

O nosso eterno amor...

 

Eternamente aconchegante;

Ilusão tão distante,

Do que um dia hesitante,

Ficou para sempre arrepiante...

 

Sem saber como escrever;

Deixei o tempo descrever,

Nos céus a chover,

As lágrimas a escorrer,

Pelo meu triste rosto...

 

E talvez um dia;

A tristeza vire alegria,

A solidão,

Como que por magia,

Se transforme novamente,

Nessa estranha maneira,

De amar...

Dia da Mãe!

 

 

 

Dia da Mãe;

Que tive e perdi,

Que guardo dentro de mim,

Em cada memória,

Passado sem fim...

 

Desse amor sem igual;

De tantos beijos eternos,

Carinho maternal,

Momentos fraternos,

Saudade imortal...

 

Das nossas palavras, da tua voz;

De cada chegada ou adeus,

Desse imenso nós,

Meu e teu...

 

Do teu olhar;

Embevecido,

Caloroso aconchegar,

Algures perdido,

Na vontade de te abraçar,

Abraço desmedido...

 

Na partida;

Que te levou ao entardecer,

Na ferida,

Que ficou sem esquecer,

Na despedida,

Que não desejei acontecer,

Na sentida,

Vontade de te rever...

 

E doendo sem parar;

Vou escrevendo este poema,

Apenas para declamar,

O quanto te amo!

 

 

 

 

Alma Minha...

 

Ainda me dói;

A estranha alma minha,

Escondida e humilhada,

Envergonhada, sozinha,

Abandonada...

 

Ainda sinto a desilusão;

A triste amargura,

A dececionante sensação,

Antiga ternura,

Desabitado coração,

Que é o meu...

 

Ainda procuro encontrar;

Aquele imenso sentimento,

Que parece querer voar,

Em cada lágrima levada pelo vento,

Magoado desacreditar,

Solitário sofrimento...

 

Ainda oiço, distante;

Sem esquecer,

Cada momento, instante,

Que insiste em reaparecer,

Doloroso, gritante,

A arder,

Dentro de mim...

 

E assim;

Ainda vejo sangrar,

Sem parar,

Essa estranha alma minha...

 

Que um dia;

Desejou amar.