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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Um Barrete Chamado Jesus!

 

Jorge Jesus chegou ao Sporting com a aura de campeão, de treinador de classe que iria transformar o futebol do clube leonino, competindo sempre pelo titulo.

Fê-lo na primeira época, até ao fim, no entanto este ano a participação dos leões está a ser um rotundo fracasso...

Em contra ponto o Benfica começou a época passada em completa ebulição, com a perda de Jesus e a contratação do inexperiente Rui Vitória, de quem Jorge Jesus disse um dia não ser treinador de futebol mas que em duas épocas, com colinho ou sem, o mesmo que teve Jesus, consegue fazer melhor do que o actual treinador leonino.

Os erros nas contratações, a mediocridade exibicional, a falhada aposta na formação e o constante passar de culpas para os jogadores, essencialmente os meninos que deveriam merecer mais respeito de um treinador pago a peso de ouro, para os treinar, começam a desesperar os adeptos e a fazer com que estes se interroguem sobre as suas opções...

Ontem, depois de uma exibição miserável diante do Belenenses, Jesus veio atirar as culpas para os três jogadores que entraram na segunda parte, praticamente dizendo que eles desequilibraram a equipa e que já não contava com eles.

Dos três, dois foram contratações pedidas por ele, Campbell e Castaignos e o terceiro talvez o melhor médio da primeira volta deste campeonato, que foi resgatado em Janeiro ao Moreirense para desesperar por dois ou três minutos em campo e ser desperdiçado pelo mesmo treinador que quase exterminava o talento de Lindeloff ou Bernardo...

É aqui que se encontra o dilema leonino, o do seu presidente e de toda a sua estrutura:

O que fazer a Jorge Jesus?

Continuar com ele e confiar que conseguirá ir além da mediocridade que nos tem brindado ou desfazer-se de Jesus e admitir o tremendo engano que cometeram?

Mais, se na verdade o Sporting contratar Fábio Coentrão como se diz Jesus pretender, o novo Markovic, então tudo permanecerá pelo mesmo estupidificante caminho.

Até lá resta aos Chicos Geraldes, aos Matheus e Palhinhas desta vida, sonharem que um dia serão apostas no clube que durante uma década os ajudou a formar.

Viva o Sporting!

 

 

Filipe Vaz Correia