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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Isabel II...

 

60 anos depois, mais uma mensagem de Natal da Rainha Isabel II, aos 91 anos, repletos de História, tradição e coragem.

Como a própria salientou, salientando as diferenças entre a primeira mensagem televisiva gravada e os tempos actuais, um mundo as separam, um mundo de aprendizagem e erro, de crescimento e evolução.

Isabel II é uma Monarca que aprendi a gostar e respeitar...

É a Monarca que aprendi a gostar e respeitar.

Quem diria, que há mais de 20 anos, aquando da morte da Princesa Diana, os seus índices de popularidade e aceitação estariam nos níveis em que se encontram, muito para lá do que qualquer político Britânico, poderá sequer sonhar.

Isabel II demonstrou aprender com os erros que ao longo do tempo foi cometendo, nunca os repetindo, sempre se adaptando às novas gerações e aos pensamentos que com elas cresciam.

Nesta mensagem de Natal, não deixou de referir a importância dos atentados em Londres e Manchester e acima de tudo, a importância daqueles que sobrevivendo, se apresentaram para fazer renascer esse espírito Britânico, numa reconstrução de vontades e querença.

A referência ao Príncipe de Edimburgo, seu Marido, de 96 anos, não só se confere de legitima justiça, como também de um justo tributo, para com quem há mais de seis décadas, partilha vida e destino.

A nobreza do acto, a delicadeza da mensagem, contrasta com a inaptidão com que alguns Monarcas dos tempos modernos, se movem neste mundo comunicacional actual, nesta constante divulgação de informação...

Isabel II é para mim uma referência, uma digna parte de um todo, de um imaginário digno de um filme de Errol Flynn, de um cenário saído de uma produção de Hollywood.

O casamento do Príncipe Harry com Meghan Markle, é apenas mais uma demonstração da imensa capacidade, de Isabel II  se adaptar, adaptando sem receio o papel da Monarquia Inglesa, de acordo com os tempos em que vivemos...

Sem perder essa imensa capacidade de deslumbrar, deslumbrando com a tradição intemporal.

E assim, sabendo perpetuar o seu legado e também o legado daqueles que lhe seguirão...

Eternamente seguirão.

 

 

Filipe Vaz Correia