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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Aylan: O Pequeno Refugiado...

 

Uma criança morta;

Estendida numa qualquer praia,

Sem vida, desperdiçada,

Numa gigantesca vaia...

 

Morreu a Humanidade;

Este mundo absurdo,

De preconceitos, inverdades,

Num imenso grito surdo...

 

Sem sentido, cruel;

Destino malfadado,

Que repete com fel,

Um horror já passado...

 

Revivo tempos de outrora;

Histórias que julgava perdidas,

Sentimentos, sofrimentos,

Dores e feridas...

 

Como podem tentar fugir?

Povo, pessoas, miséria,

Criaturas a partir,

Sem saberem para onde ir...

 

Causa dor tamanha loucura;

Indiferença, arrogância, desprezo,

Nesta imensa tortura,

Essa roda dos desafortunados...

 

Despido, desprotegido, morto;

Longe dos seus, desacompanhado,

Nem na morte foste feliz,

Ó pequeno refugiado...

 

Porque deste nome não vais escapar;

Pois o que sofreste, já não importa,

O que andaste a penar,

Ó criança morta.

 

Refugiado, sofredor;

Imagem que ninguém quer ver,

Recordando uma dor,

Que todos desejam esquecer...

 

Assim ao mundo vieste chocar;

Trazendo espanto, mágoa e indignação,

Só não sei quanto tempo irá durar,

Até à próxima repetição...

 

Ó pequeno Aylan;

Podias ser meu filho!

 

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