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Caneca de Letras

Caneca de Letras

As Rosas Do Meu Quintal!

 

 

 

As roseiras do meu quintal;

Já não brilham como dantes,

Já partiram do roseiral,

Levando os alegres instantes,

Misturados com a intemporal,

Idade viajante...

 

As rosas outrora viçosas;

Murcharam entristecidas,

Aprisionadas à desgostosa,

Sensação perdida,

Da minha juventude...

 

Sobraram as folhas caídas pelo chão;

Como lágrimas escorrendo pelo meu rosto,

Sobraram recordações no coração,

Saudades e desgostos,

Daqueles que um dia partiram...

 

 Restaram no meu quintal;

Estas minhas velhas lembranças,

Guardadas num singelo postal,

Guardando a fugidia esperança...

 

E as rosas vão murchando;

Cada pétala se despedindo,

Vão discretamente tombando,

E desta vida partindo...

 

E como elas;

Também eu,

Vou-me despedindo deste quintal,

Que muitos chamarão,

De vida.