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Caneca de Letras

Caneca de Letras

A Ilha Deserta

 

Uma ilha deserta, sem ninguém...

Um pedaço de terra no meio do oceano, rodeado de mar, da imensidão do silêncio que percorre vezes sem conta, a solidão.

O azul daquele mar, beijando a areia que o recebe, o sol abrasador que o acompanha e o meu olhar expectante que insiste em aguardar um sinal...

Alguém!

Por vezes ao longe pareço vislumbrar um navio, uma imagem que provem da imaginação que ainda em mim resiste, do ardor intenso de poder acreditar.

Esta luta constante entre a realidade e o sonho, entre o desejo e a vontade, entre o ser e o existir...

Tantos enigmas, incompreensíveis melodias escondidas em cada recanto desta ilha sem nome, deste lugar encantado em que se guarda o desencantado, desencantamento meu.

Tantas palavras para escrever, nesta folha que ainda me pertence, tantos desabafos para eternizar nessa garrafa que lançarei ao mar...

Esperando que esse imenso azul, o leve para o mundo, que o liberte por entre as nuvens que não consigo aqui descrever e um dia possam através delas libertar-se em forma de chuva, esta parte mais esquecida da minha alma.

E assim nesta ilha deserta, neste recanto imaginado, fica guardado este pequeno pedaço de um naúfrago.

 

 

Filipe Vaz Correia