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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Questões Eternas...

 

 

 

Se o tempo é conselheiro,

E tantas vidas se passaram,

Questiono o mundo inteiro,

Sobre essas dúvidas que me sobraram...

 

Se o vento é viajante,

E traz com ele a sabedoria,

Questiono a angustiante,

Ausência de melodia...

 

Porque nesses intervalos de ti,

Nesse distante interregno,

Sei que dói esse amor,

Que apesar de eterno,

Não me basta...

 

E por entre o viajar;

Ou constante navegar,

Nesse crispado mar,

Questiono esse lado lunar,

Da minha esperança...

 

Será a eternidade, suficiente para tamanho amor?

 

 

 

 

 

 

 

Um Sonho De Criança!

 

 

 

Era uma vez;

O sonho de uma criança,

Sempre preparada para voar,

Levando nos olhos a esperança,

De um dia o concretizar...

 

E foi crescendo a sonhar,

Com essa constante ilusão,

Por entre o eterno viajar,

No cockpit da sua imaginação...

 

E um dia ao acordar;

Já não era um menino,

E estava a realizar,

O sonho do seu destino...

 

E assim nesta esplanada;

Vive concretizada,

A ilusão imaginada,

Do que um dia,

Aquela criança sonhou.

 

 

 

 

Como Posso?

 

 

 

Como posso amar o impossível;

Esse amor que não me quer,

Querendo, se torna invisível,

Desejando, malmequer,

Sentindo o indiscutível,

Bem querer...

 

Como posso continuar a amar;

A sentir esse pulsar,

Querendo gritar,

O aprisionado desejar,

Da minha alma...

 

Como posso insistir;

Num singelo sentimento,

Maior do que o sentir,

Do que o mar ou o vento,

Do que o ardor a ferir,

Esse meu amargurado sofrimento...

 

Como posso?

 

 

 

A Estranha Beleza De Amar!

 

 

 

Estranhas as linhas da tua mão;

Que se cruzam para além do tempo,

Com o bater deste meu coração,

Inebriante sentimento...

 

Estranha vontade de voar;

Por entre a imensidão deste mundo,

Descobrindo sem parar,

Toda a beleza num segundo...

 

Estranha querença imperfeita;

Imperfeição verdadeira,

Uma lágrima desfeita,

Aguardando a inteira,

Esperança de viver...

 

Estranha incerteza;

Na gigantesca certeza,

Do meu amor,

Por ti!

 

 

 

Intolerantes!

 

 

 

Mas para onde caminha o mundo;

Qual o destino a percorrer,

No meio de um ódio profundo,

Que não pára de crescer...

 

Vocifera o Sunita;

Odiando Infiéis,

Detestando o Xiita,

Ou invertendo-se os papéis...

 

Erguem-se muros asfixiantes;

Aparecem os terroristas dilacerantes,

Morrem inocentes às mãos desses ignorantes,

Perde-se a esperança, já distante...

 

E venham então os Muçulmanos;

Odiando um Cristão,

Ou um Cristão detestando,

Esses hereges Irmãos...

 

O que importa recordar;

Ou se preferirem rezar,

É que vale a pena acreditar,

Que um dia iremos acordar,

E talvez os intolerantes,

Possam ter aprendido a tolerar...

 

A tolerar,
As nossas diferenças!

 

 

Folha Em Branco!

 

 

 

Ó folha em branco;

Guarda estas minhas lágrimas,

Esconde-as do mundo,

Para sempre...

 

Guarda-as, bem guardadas,

Do sol e da lua,

Do anoitecer e da alvorada,

Dessa amargura que flutua...

 

Esconde-as por um momento;

Um instante de sofrimento,

Pois temo que o vento,

As faça regressar no tempo,

Para perto de mim...

 

E assim com carinho;

Te peço devagarinho,

Que guardes eternamente,

Num cantinho,

Secretamente,

Esse pedaço de mim...

 

 

 

Estranha Maneira De Amar!

 

Estranha maneira de sentir;

De correr e fugir,

De não enfrentar e partir,

Esse receio de ferir...

 

Temido ardor;

Que invade num torpor,

Num instante, temor,

Arrebata, arrebatador,

O nosso eterno amor...

 

Eternamente aconchegante;

Ilusão tão distante,

Do que um dia hesitante,

Ficou para sempre arrepiante...

 

Sem saber como escrever;

Deixei o tempo descrever,

Nos céus a chover,

As lágrimas a escorrer,

Pelo meu triste rosto...

 

E talvez um dia;

A tristeza vire alegria,

A solidão,

Como que por magia,

Se transforme novamente,

Nessa estranha maneira,

De amar...

No Cimo Daquela Árvore!

 

 

 

No cimo daquela árvore;

Estão guardadas as palavras,

Com que fingia,

Ser feliz...

 

No cimo daquela árvore;

Estão escondidas,

As lágrimas,

As feridas,

Da minha meninice...

 

No cimo daquela árvore;

Daquela e só daquela,

Estão desassombradas,

As amarguradas,

Fantasias,

Que não consegui alcançar...

 

No cimo daquela árvore;

Está um pedaço de mim,

Do que fui,

E não fui capaz de resgatar...

 

No cimo daquela árvore!

 

 

A Viagem De Uma Vida!

 

 

 

Tantas as estrelas no céu;

No infindável mergulho da minha vida,

Nas histórias guardadas em mim,

Na memória esquecida,

Que acompanha sem fim,

A minha alma...

 

Tantas as lágrimas por contar;

As alegrias e as aventuras,

Os momentos a recordar,

De agruras ou ternuras,

Aprisionadas nesse passado...

 

Tantas as pessoas que perdi;

Neste caminho para a velhice,

Os que lembrando, esqueci,

Desde a minha meninice....

 

E neste trajeto de ilusão;

Por entre o amor e a desilusão,

Esperando chegar a esta conclusão,

Amarrada ao meu coração...

 

De que valeu a pena;

Esta viagem.