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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Indecifrável...

 

 

 

Saberia o destino;

Esse que destinadamente me desencontra,

Saberia a desatino,

O caminho insolente,

Coração sem tino,

Do ardor ardente...

 

Saberiam as linhas deste poema;

Meio amarrado;

Enigma ou teorema,

Sofrimento improvisado,

Inexplicável dilema,

Da alma...

 

Saberia esse Deus;

Que tanto magoaria,

Esse maldito adeus,

Que eternamente ficaria,

Entre nós...

 

Pois apenas isso;

Sobrará,

Como epitáfio,

Do nosso olhar...

 

De um amor;

Indecifrável!

 

 

Reencarnação...

 

Se um dia me faltasse o respirar, num momento tão inusitado como inesperado, o que faria eu?

De quem me recordaria?

Para onde fugiriam as inquietações, da alma minha?

Para onde fugiria eu?

Questões que apoquentam a escrita livre de uma personagem...

Por vezes o olhar, meio perdido, indescritível sensação, meio interrogação, acaba por não descodificar a alma desnudada, embrenhada na imensidão de dúvidas que acabam por atormentar a mente.

Será possível um coração, erradamente ter encontrado uma parte de si, que infinitamente não existe?

Será que o amor já não se reconhece?

Tantas e tantas questões.

Neste dilema existencial, nesta busca por uma resposta que acalme a alma pequena, a menor inquietude do coração, se interroga o espírito...

Se questiona o destino, infindável procura da felicidade perdida, perdidamente silenciada por essa tristeza que impele a escrita, escrevinhadamente desencontrada nessa angustia maior, que me pertence.

Reconhecerás, o teu outro eu?

Saberás como o encontrar?

Ou por alguma razão, se diluirá nas nuvens impostas de uma madrugada adiada, sem explicação, inexplicada vontade descrita no tempo?

Talvez passe esta vida e muitas outras, e depois outra, e outra...

Talvez passem mais vidas até que nos reencontremos, nesse misto de morte e amor, de tempo e sofrimento, de loucura e esquecimento, esperando em cada linha deste texto que não volte a florir o campo...

Não volte a brilhar o sol...

Não volte a nascer a esperança...

Que não volte eu, a reencontrar tamanha vontade de sofrer.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Rafael Nadal: Um Verdadeiro Campeão!

 

Rafael Nadal voltou a vencer um Grand Slam, desta vez o U.S. Open, num regresso miraculoso a um lugar que certamente, será eternamente seu...

Ser número um, vai muito para lá desse temporário titulo, desse cognome que se extinguirá, excepto quando quem o ocupa tenha atingido um patamar lendário, como é o caso de Nadal ou mesmo Federer, expoentes máximos desta modalidade.

Nadal esteve afastado da ribalta, incapacitado por um sem número de lesões, no entanto, neste inacreditável regresso, recupera com uma imensidão de esforço, de talento, um pedaço do romantismo inerente a tamanho atleta.

Esta vitoria, juntamente com a décima de Rolland Garros, representou uma página imortal no livro dos lendários momentos do circuito ATP...

Sempre admirei Nadal, sempre torci por ele mas jamais imaginaria que aquele menino de cabelos compridos e vestimenta pouco usual, poderia um dia marcar de forma indelével, este desporto.

Nadal marcou, transformou-o, modificou-o de maneira impressionante, com a sua perseverança, a forma incansável como bate cada bola, sendo a última ou a primeira.

Festeje-se, congratule-se a lenda mas nunca se esqueça o percurso e essencialmente o esforço de um verdadeiro campeão.

Pois é isso que Nadal é...

Um verdadeiro campeão.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Tempo

 

 

 

As sensatas melodias;

Floridas alegorias,

Inebriantes e luzidias,

Indecifráveis alegrias,

Entrelaçadas pelo tempo...

 

As harmoniosas emoções;

Lágrimas e desilusões,

Temporais e furacões,

Desbravados corações,

Perdidos através do tempo...

 

As insidiosas fraquezas do ser;

Mistura de dúvida e saber,

Interrogação de um viver,

Ignorância do querer,

Esperançoso tempo...

 

Enfim o derradeiro ensinamento;

Amargo sofrimento,

Anunciado distanciamento,

Amor tornado tormento,

Tempo após tempo...

 

Para além de todos os tempos.

 

 

 

 

Um Dia...

 

 

 

O coração;

Que deixou de acreditar,

Desconhecendo a razão,

Reconhecido abandonar,

Desse vazio na imensidão,

Que se tornou o nosso olhar...

 

Talvez olhar nosso;

Intrigante explicação,

Do imenso fosso,

Roubada escuridão,

Do silencioso abraço,

De outrora...

 

A tamanha dor;

Escondida em cada lágrima seca,

Em cada pedaço de ardor,

Disfarçada timidez,

Da alma...

 

E no caminho;

Sozinho,

Vislumbrarei,

Em cada sorriso perdido,

Um pedaço de nós...

 

Do que um dia fomos.

 

 

 

Terás O meu Sempre Pelos Dois!

 

"Terás o meu sempre pelos dois!"

Esta frase pertence a Manuel Navarro, concorrente Espanhol do Festival da Eurovisão, e faz parte de uma mensagem que este escreveu no seu Instagram, para apoiar o Salvador Sobral neste momento delicado em que se encontra.

Custou-me ver o vídeo de despedida do Salvador, uma espécie de intervalo, por entre a batalha que se prepara para enfrentar, numa mistura de sentimentos impossíveis de controlar.

Os pasquins do costume, apressaram-se a vaticinar as tragédias habituais, a declarar a temporalidade da existência Humana, de um rapaz que se depara com tamanha provação...

Mas não se pode esperar de crápulas, atitudes nobres, nem de gente inescrupulosa, princípios ou valores, por essa mesma razão, pensei em escrever estas linhas, apenas para desejar ao Salvador toda a sorte do mundo, e realçar as belas palavras de Manuel Navarro:

"Meu querido Salvador: desde o dia em que te conheci em Lisboa e me convidaste para aquela Jam session, não vi apenas o teu talento incrível como artista, mas também a pessoa que és. Voltarás com mais força do que nunca, como só os maiores conseguem fazer. E quando o teu coração estiver cansado, usa o meu. Terás o meu sempre pelos dois!"

Estas palavras simples, sentidas, são na essência, aquilo que mais importa na relação Humana, aquilo que nos distingue enquanto Seres Humanos, mesmo que alguns se esforcem para distorcer esta imensa capacidade de sermos melhores.

Quanto a ti meu querido Salvador, mais uma vez espero que tudo corra pelo melhor e se por alguma razão o teu coração estiver cansado, usa o nosso...

O coração de todo o povo Português.

Do teu Portugal!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Bruno de Carvalho: A Vergonha Alheia!

 

A entrevista do Presidente do Sporting, no canal do Seu clube, foi na melhor das hipóteses um espectáculo de péssima qualidade.

Seria até cómico se por acaso, o respectivo personagem não envergonhasse com tão medíocre interpretação todo o universo leonino, provavelmente, até aqueles que hipnotizados o apoiam...

Admito que não tive interesse em ver a entrevista, como aliás habitualmente faço em todas as intervenções do dito Senhor, no entanto, devido ao tamanho rebuliço que causou esta barbaridade, não consegui manter-me na ignorância...

E que bem teria ficado.

O que vi, deixou-me perplexo, mesmo tendo em conta se tratar de tão boçal personagem, pois mesmo para os padrões de Bruno de carvalho, esta entrevista ultrapassou todas as marcas...

Expressões como:

" A minha Casa" ou " O meu estádio" ou até " O William deve-me a carreira", acompanhadas por imitações bacocas, pueris, ridículas, foram alguns dos tiques paranóicos, megalómanos, que traçam a personalidade cada vez mais desfocada da realidade, do actual Presidente do Sporting.

Como já escrevi anteriormente, nunca simpatizei com este Presidente, nunca o apoiei, porém, sou Sportinguista, amo este clube desde que me recordo de mim, desde o berço e nada me envergonhou tanto enquanto Sportinguista, como este tipo de comportamentos.

Esta actuação de Bruno de Carvalho, género monologo acompanhado, fere a condição leonina, a História maior de uma Instituição inigualável.

Não acredito que um jogador como William, olhe para este tipo de personagem com admiração, como muitas vezes vimos muitos jogadores do FC Porto, falarem de Pinto da Costa, e acima de tudo não posso crer que mesmo os mais fervorosos adeptos de Bruno de Carvalho, pois se tem um clube, um estádio, também deve ter adeptos só dele, não tenham por um instante, sentido a inimaginável vergonha alheia...

Eu senti, imensa, mas infelizmente a vergonha do Bruno, enquanto Presidente do nosso Sporting, será sempre também a nossa vergonha.

Até quando?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Valerá Sempre A Pena....

 

 

 

Não vale a pena;

Negar a imensidão,

A distância que acena,

Despedaçado coração...

 

Não vale a pena;

Desamarrar a alma,

Desenfreada negação,

Da mesma alma pequena,

Que se atormenta...

 

Não valerá a pena;

Nunca irá valer,

Arrancar tamanho sentimento,

Tamanho querer,

Que faz parte de ti...

 

Porque valerá sempre a pena;

Um pedaço de amor,

Misturado com esse sofrer,

Às vezes dor,

Às vezes viver...

 

Valerá sempre a pena!

 

 

Saudade

 

 

 

Se a saudade;

Tivesse olhar,

E não fosse o meu,

Na verdade,

De uma tristeza singular,

Um espelho dessa singularidade,

Intenso abraçar,

Da nossa intemporalidade,

Reflectida,

Neste imenso amor...

 

Se a saudade;

Soubesse o quanto dói,

O quanto a alma corrói,

Esta imposta distancia...

 

Se soubesse a saudade;

Quanto doí,

E calaria a vontade,

De tamanho destino.

 

 

Sem Palavras...

 

 

 

Sem palavras;

Por mais cem,

Que fossem,

Por mais palavras,

Que existissem,

Secretamente soletradas,

Por mais belas,

Se escondessem,

Timidamente pintadas,

Na minha mente...

 

Sem palavras;

Para o bater desse sentimento,

Sem descrição,

Para desenhar esse tempo,

Gravado no meu coração...

 

Sem palavras;

Para descrever,

O quanto,

Ainda te amo.