Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

Viagem De Uma Vida!

 

 

 

Uma porta fechada;

Tantas outras por abrir,

Um caminho, encruzilhada,

Destino por descobrir,

Vontade determinada,

De viver...

 

Pelos olhos adentro;

Vai irrompendo a curiosidade,

Medos e magoas,

Machucada felicidade,

Estradas esburacadas,

Denominada idade...

 

Sempre o tempo a correr;

E tantas as portas que ficaram para trás;

Memórias por esquecer,

Caras meio nubladas,

Dos que perdemos...

 

Tantas as portas;

Tantos os caminhos,

Na tamanha viagem de uma vida.

 

 

Vale Encantado...

 

 

 

Um vale encantado;

Cheio de luzes e cores,

Querer disfarçado,

Por entre as dores,

Num céu pincelado,

De desgostos e amores...

 

Oiço os sons do silencio;

Ruídos de ilusão,

Num distante lugar,

Onde mora a emoção,

O secreto olhar,

Deste triste coração...

 

E segredando ao vento;

A ausente companhia,

O presente tormento,

A entrelaçada nostalgia...

 

Num vale encantado;

Onde verdadeiramente,

Aquele menino,

Torna a ser feliz.

 

 

 

 

Só Se Ama Uma Vez....

 

 

 

Raios de sol;

Ventos de mudança,

Clave de sol,

Sons de esperança,

Cheiros de mentol,

Antiga herança...

 

Memórias temperadas;

De faces e rostos,

Lágrimas salgadas,

Tristezas e desgostos...

 

Beijos e abraços;

Afagos perdidos,

Imagens a espaços,

De tempos antigos...

 

Não volta atrás o tempo;

Não regressa o imenso olhar,

Não me pertencerá o infinito,

Desse eterno amar...

 

Porque só se ama;

Uma vez.

 

 

Memórias...

 

 

 

Um olhar prisioneiro;

De um desgosto pistoleiro,

Divida por inteiro,

De um destino traiçoeiro,

Roubando sem receio,

O sonho derradeiro...

 

Uma despedida apressada;

Palavras desesperadas,

De amor carregadas,

Tristezas bem guardadas,

Na alma magoada,

Calada...

 

Silenciosa vontade;

Desgraçada verdade,

Maldita saudade,

Que regressa sem idade,

Ao momento, eternidade,

Em que te perdi...

 

E nesse olhar;

Volto a guardar,

As memórias a recordar,

Desse teu eterno amar,

Em mim...

 

E por ti;

Fica em cada lágrima minha,

Uma devoção imensa,

Um segredado desabafo,

Deste meu coração,

Para sempre teu.

 

 

 

 

 

 

Por Ti...

 

Procuro em mim;

Essa voz perdida,

Desafinação sem fim,

Que não cala a ferida,

De tamanha mágoa...

 

Busco em cada olhar;

Em cada desafinada interrogação,

O espanto desse amar,

Que invade o coração...

 

Repetindo;
O desassossego,

Repetidamente

Desatinado,

Que alegra,

O tristemente,

Destino,

Desassombrado...

 

E escrevinhando,

O desassombramento,

Com que o desejo,

Virou tormento,

A dor,

Adormecimento,

E alma...

 

Sempre a alma;

Permaneceu suspirando,

Perdidamente,

Por ti!

 

 

Saudades...

 

 

 

Podia falar sobre tanta coisa;

Mas tenho saudades tuas...

 

Podia escrever sobre tantos assuntos,

Mas saudades tuas, tenho...

 

Podia sonhar com tamanhos desejos,

Mas tuas saudades, são minhas...

 

Nessa minha saudade;

De ti,

Nessa saudade que sinto,

Por ti,

Saudade essa, minha,

Tão tua...

 

Tenho saudades;

Somente isso,

De tudo em ti,

Ser meu,

De tudo em nós,

Ser intensamente,

Nosso.

 

 

Os Segredos Do Meu Coração

 

 

 

Sei lá eu;

Como escrever,

Desabafos interiores,

Descrever este doer,

Tristezas e dores,

Mágoas a esquecer,

Que não esquecem tais sabores,

Guardados em mim...

 

Guardados na alma;

No cantar de tamanha voz,

Na lágrima serena,

Que nunca corre só...

 

Porque nos recantos;

Lá escondidos,

Onde mora o coração,

Viverão para sempre,

Perdidos,

Os segredos desta emoção...

 

Os segredos;

Do meu coração.

 

 

Alma...

 

 

 

Silêncios ruidosos;

Ruidosos vazios,

Vazios repletos,

De repletos desafios,

Desafiando inquietos,

Inquietos arrepios,

Arrepiantes e incertos,

Como lágrimas num rio,

Que corre desperto,

Desaguando sobre a tristeza,

Que não desejo calar...

 

Vai então caminhando;

Pelo caminho o tempo,

A dor serenando,
Afagando o tormento,

Aquela saudade disfarçando,

Acalmando o sofrimento,

Discretamente viajando,

Através da alma...

 

Sempre a alma;

Somente a alma,

Intensamente a alma,

Que me pertence,

Mas que eternamente,

Será também,

Tua.

 

 

 

 

Os Meus Olhos!

 

 

 

Se os meus olhos;

Te dissessem,

O que não podem dizer,

Se descrevessem,

O que não querem descrever,

Se gritassem,

O silêncio a doer,

Se revelassem,

As feridas a arder...

 

Se os meus olhos;

Reflectissem em ti,

Essa parte de mim,

Que ainda te ama...

 

Então;

Desesperançadamente,

Por entre a solidão,

Talvez voltasse a bater,

Descompassadamente,

Este apaixonado coração.