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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Tempo

 

 

 

As sensatas melodias;

Floridas alegorias,

Inebriantes e luzidias,

Indecifráveis alegrias,

Entrelaçadas pelo tempo...

 

As harmoniosas emoções;

Lágrimas e desilusões,

Temporais e furacões,

Desbravados corações,

Perdidos através do tempo...

 

As insidiosas fraquezas do ser;

Mistura de dúvida e saber,

Interrogação de um viver,

Ignorância do querer,

Esperançoso tempo...

 

Enfim o derradeiro ensinamento;

Amargo sofrimento,

Anunciado distanciamento,

Amor tornado tormento,

Tempo após tempo...

 

Para além de todos os tempos.

 

 

 

 

Um Dia...

 

 

 

O coração;

Que deixou de acreditar,

Desconhecendo a razão,

Reconhecido abandonar,

Desse vazio na imensidão,

Que se tornou o nosso olhar...

 

Talvez olhar nosso;

Intrigante explicação,

Do imenso fosso,

Roubada escuridão,

Do silencioso abraço,

De outrora...

 

A tamanha dor;

Escondida em cada lágrima seca,

Em cada pedaço de ardor,

Disfarçada timidez,

Da alma...

 

E no caminho;

Sozinho,

Vislumbrarei,

Em cada sorriso perdido,

Um pedaço de nós...

 

Do que um dia fomos.

 

 

 

Terás O meu Sempre Pelos Dois!

 

"Terás o meu sempre pelos dois!"

Esta frase pertence a Manuel Navarro, concorrente Espanhol do Festival da Eurovisão, e faz parte de uma mensagem que este escreveu no seu Instagram, para apoiar o Salvador Sobral neste momento delicado em que se encontra.

Custou-me ver o vídeo de despedida do Salvador, uma espécie de intervalo, por entre a batalha que se prepara para enfrentar, numa mistura de sentimentos impossíveis de controlar.

Os pasquins do costume, apressaram-se a vaticinar as tragédias habituais, a declarar a temporalidade da existência Humana, de um rapaz que se depara com tamanha provação...

Mas não se pode esperar de crápulas, atitudes nobres, nem de gente inescrupulosa, princípios ou valores, por essa mesma razão, pensei em escrever estas linhas, apenas para desejar ao Salvador toda a sorte do mundo, e realçar as belas palavras de Manuel Navarro:

"Meu querido Salvador: desde o dia em que te conheci em Lisboa e me convidaste para aquela Jam session, não vi apenas o teu talento incrível como artista, mas também a pessoa que és. Voltarás com mais força do que nunca, como só os maiores conseguem fazer. E quando o teu coração estiver cansado, usa o meu. Terás o meu sempre pelos dois!"

Estas palavras simples, sentidas, são na essência, aquilo que mais importa na relação Humana, aquilo que nos distingue enquanto Seres Humanos, mesmo que alguns se esforcem para distorcer esta imensa capacidade de sermos melhores.

Quanto a ti meu querido Salvador, mais uma vez espero que tudo corra pelo melhor e se por alguma razão o teu coração estiver cansado, usa o nosso...

O coração de todo o povo Português.

Do teu Portugal!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Bruno de Carvalho: A Vergonha Alheia!

 

A entrevista do Presidente do Sporting, no canal do Seu clube, foi na melhor das hipóteses um espectáculo de péssima qualidade.

Seria até cómico se por acaso, o respectivo personagem não envergonhasse com tão medíocre interpretação todo o universo leonino, provavelmente, até aqueles que hipnotizados o apoiam...

Admito que não tive interesse em ver a entrevista, como aliás habitualmente faço em todas as intervenções do dito Senhor, no entanto, devido ao tamanho rebuliço que causou esta barbaridade, não consegui manter-me na ignorância...

E que bem teria ficado.

O que vi, deixou-me perplexo, mesmo tendo em conta se tratar de tão boçal personagem, pois mesmo para os padrões de Bruno de carvalho, esta entrevista ultrapassou todas as marcas...

Expressões como:

" A minha Casa" ou " O meu estádio" ou até " O William deve-me a carreira", acompanhadas por imitações bacocas, pueris, ridículas, foram alguns dos tiques paranóicos, megalómanos, que traçam a personalidade cada vez mais desfocada da realidade, do actual Presidente do Sporting.

Como já escrevi anteriormente, nunca simpatizei com este Presidente, nunca o apoiei, porém, sou Sportinguista, amo este clube desde que me recordo de mim, desde o berço e nada me envergonhou tanto enquanto Sportinguista, como este tipo de comportamentos.

Esta actuação de Bruno de Carvalho, género monologo acompanhado, fere a condição leonina, a História maior de uma Instituição inigualável.

Não acredito que um jogador como William, olhe para este tipo de personagem com admiração, como muitas vezes vimos muitos jogadores do FC Porto, falarem de Pinto da Costa, e acima de tudo não posso crer que mesmo os mais fervorosos adeptos de Bruno de Carvalho, pois se tem um clube, um estádio, também deve ter adeptos só dele, não tenham por um instante, sentido a inimaginável vergonha alheia...

Eu senti, imensa, mas infelizmente a vergonha do Bruno, enquanto Presidente do nosso Sporting, será sempre também a nossa vergonha.

Até quando?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Valerá Sempre A Pena....

 

 

 

Não vale a pena;

Negar a imensidão,

A distância que acena,

Despedaçado coração...

 

Não vale a pena;

Desamarrar a alma,

Desenfreada negação,

Da mesma alma pequena,

Que se atormenta...

 

Não valerá a pena;

Nunca irá valer,

Arrancar tamanho sentimento,

Tamanho querer,

Que faz parte de ti...

 

Porque valerá sempre a pena;

Um pedaço de amor,

Misturado com esse sofrer,

Às vezes dor,

Às vezes viver...

 

Valerá sempre a pena!

 

 

Saudade

 

 

 

Se a saudade;

Tivesse olhar,

E não fosse o meu,

Na verdade,

De uma tristeza singular,

Um espelho dessa singularidade,

Intenso abraçar,

Da nossa intemporalidade,

Reflectida,

Neste imenso amor...

 

Se a saudade;

Soubesse o quanto dói,

O quanto a alma corrói,

Esta imposta distancia...

 

Se soubesse a saudade;

Quanto doí,

E calaria a vontade,

De tamanho destino.

 

 

Sem Palavras...

 

 

 

Sem palavras;

Por mais cem,

Que fossem,

Por mais palavras,

Que existissem,

Secretamente soletradas,

Por mais belas,

Se escondessem,

Timidamente pintadas,

Na minha mente...

 

Sem palavras;

Para o bater desse sentimento,

Sem descrição,

Para desenhar esse tempo,

Gravado no meu coração...

 

Sem palavras;

Para descrever,

O quanto,

Ainda te amo.

 

 

Nunca Mais Chegam As Autárquicas?

 

Nunca mais chegam as Autárquicas, como se a política Portuguesa aguardasse serenamente por um turbilhão, que modificasse a pasmaceira encontrada na actual oposição...

A estóica paciência de Rui Rio, contrasta com a minha impaciência, retarda de maneira intolerável a esperança que tenho de voltar a ver o Partido de Sá carneiro, com uma liderança inspiradora, determinada, reformista, ou seja, uma liderança de verdade.

Existe num órfão centro-direita, uma expectativa de voltar a encontrar uma solução que desafie esta união à esquerda que vai dominando a seu belo prazer a política e a popularidade nacional.

Uma das primeiras lições a tirar é a de aprender com Marcelo Rebelo de Sousa, com a relação de confiança que conseguiu construir com as pessoas, ao invés de hostilizá-lo, enquanto damos vivas a discursos brejeiros de políticos fora do seu tempo.

A minha intensa esperança, é a de que quem disputar o Partido, quem o retirar desta letargia inconsequente em que se encontra, não tenha receio de quebrar as amarras, de mostrar as diferenças e recuperar os ideais do PPD/PSD, afastando os Rangeis e os Coelhos, os Abreus Amorins ou os Soares, ou seja, afastar-se em definitivo desta ala ultra-liberal, meio Trumpetes, que cerceou o Partido.

Assim espero ansiosamente pelas Autárquicas, para que possa ter outra vez esperança, no País e nas legislativas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

O Silêncio...

 

O silêncio da noite entra pela janela da sala, baixinho, silenciosamente discreto, parecendo querer sentar-se perto de mim, sem ser notado...

Esse silêncio que acompanha os meus pensamentos, os anseios reflectidos em meus olhos, meio desabafo da alma, diante da agitação plasmada em cada noticia, a cada ameaça que parece irromper por esse mundo fora.

Crise nuclear ou atrevimento da loucura, fogo e chamas ou esgotamento de um País, protestos e greves ou simplesmente a gritaria sindical...

Tantas e tantas vozes, relatos de angústias e horrores, de receios e temores, de intrigas e suspeitas, tantas e tantas inusitadas ameaças, anunciadas.

E o silêncio da noite, esse silencioso desejo que seduz, que convida a alma a serenar...

Cedo a esse desejo e desligo a televisão, deixando a China e Trump do outro lado da tela mágica, deixo os políticos e os debates calados, mudos.

Serenamente, volto a escrever, desabafar num momento meu, apenas meu, ou seja, tentar reencontrar nesse silêncio um pedaço de esperança.

Porque é apenas isso, que a todos nos resta...

A esperança bem escondida, no silêncio de uma noite qualquer.

Pois é essa esperança que nos torna, Humanos.

 

 

Filipe Vaz Correia