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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Palavras De Amor!

 

Se um dia duvidares, fica escrito...

Nada é maior do que este amor que sinto por ti.

Nada é mais belo ou importante do que este ardor imenso, que descompassadamente arde, sem parar, sem que seja possível descodificar a chama com que sufoca a alma...

A desapegada alma que embevecidamente olha para ti.

Se um duvidares...

Se isso acontecer, para que saibas que nesta vida, por entre, as tantas vidas que perdura este complexo amor, o teu respirar é o meu, o teu sorriso faz parte de mim, a tua tristeza é esse pedaço de fim, que me consome.

Nada é mais importante do que tu...

Pois nada se compara a ti.

E por entre as linhas deste texto, por entre a expressão de tamanho amor...

Fica eternizado o bater do meu coração.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Valeu A Pena!

 

Por vezes a leve esperança desvanece, levando com ela essa percepção imensa de um amor que não sobreviveu...

Mas se te amo perdidamente...

Se te amo ardentemente...

Se te amo, sinceramente, te amo...

Como pode esta dor ser tão esmagadora?

Porque por entre as nuvens, nesse céu outrora cristalino, se escondem em mágoas a despedaçada explicação, para esse diluvio infeliz?

Não se pode amar sozinho, mesmo que sozinho se torne o pedaço maior desse intemporal amor.

Se o tempo voltasse atrás, faria tudo de novo, me perderia todas as vezes, tantas e tantas, novamente.

Porque valeu a pena cada cheiro teu...

Cada sabor teu...

Cada palavra tua que ficou por dizer, ou que uma vez dita, fingiste esquecer.

Valeu a pena...

Mesmo este ardor que me queima, que me destrói sem parar...

Mesmo esse valeu a pena.

Porque nada pode apagar os tamanhos momentos em que te fiz sorrir...

Ou que através desse teu sorriso, sorri também.

Nada valeu mais a pena...

Do que este meu amor.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Grande Amor...

 

 

 

És o pedaço de mim;

Que mais amo,

A parte da alma,

Que me completa,

O sentir longínquo,

Que me desperta,

A incrível vontade,

Descoberta...

 

És a lágrima salgada;

O sorriso e o querer,

És a esperança emocionada,

A intensa alegria de viver,

Por vezes desanimada,

Que em tua presença renasce...

 

És o tudo e o nada;

Novo e velho ardor,

História encantada,

De um grande amor...

 

Pois é isso que és;

O meu grande amor.

 

 

 

 

 

 

Perguntas De Um Destino!

 

 

 

Um mundo pequeno;

Lágrima asfixiante,

Perdido por entre assombros,

Memória hesitante,

Desassombrados medos,

De um tempo tão distante...

 

Soluçar;

Singelo soluçar da alma,

Alma a abraçar,

Todo esse desejo imenso,

Na imensidão do mar...

 

Escureceu devagarinho;

Já se calaram os pássaros,

Sossegando a inquietude,

Irrequieta forma de amar...

 

Já partiste?

Ou acabaste de chegar?

 

Tantas perguntas;

Segredadamente perdidas,

Em meu coração.

 

 

 

 

Versos Soltos...

 

 

 

Pintura pendurada na parede;

Na outrora parede despida;

Ousadamente desnudada,

Desnudando esquecida,

A mágoa recordada,

Na recordada ferida,

Que fere despudorada,

Despudoradamente vivida,

Nessa vida descompassada,

Descompassadamente sentida,

Sentindo a amargurada,

Despedida...

 

Um breve suspiro;

Por entre um verso;

Um breve suspiro,

Sem fim.

 

 

Secretamente...

 

 

 

O que interessa desvendar;

O enigma mais discreto,

Pequeno segredar,

De um desejo secreto,

Que secretamente se perde,

Por entre um disfarçado sorriso,

Ilusório pensamento,

Imaginário impreciso...

 

Desfiando o destino;

Que ansiosamente se distrai,

Num frenético desatino,

Que arde destemperadamente...

 

O que interessa desvendar;

O que desvendado está;

Em cada pedaço desse olhar,

Que há muito te contempla...

 

No fundo da alma;

Bem lá no fundo...

 

No fundo da alma;

Se esconderá eternamente;

Este misto de sofrimento,

Mistura que intensamente,

Me pertencerá.

 

 

 

 

 

 

 

Adeus...

 

Um adeus...

Sempre que se diz adeus, a alma se contrai, a vontade se retrai, a querença diminui.

Um adeus definitivo, decisivo, desarmante.

Quando se ama, esse amor que se torna maior, não correspondido, o adeus é o maior temor da alma, mesmo que a fraterna alma, não creia que seja possível...

Mas, por vezes, é.

Esse adeus chega...

Quebrando decisivamente o querer, o olhar que se diluiu sem expressar, o amor que partiu sem explicar.

Nas entrelinhas do coração, nessas entrelinhas indescritíveis, vai se escapando a explicação para tamanha dor, para essa dor tamanha...

As palavras que sempre escasseiam, em momentos como estes, tornam-se no fel que fica armazenado no pensamento, no desgosto tornado em esperança.

Pois nada é mais cortante do que um amor...

Perdido, despido, desapegadamente enganador.

E na hora de um adeus, sobra a esperança de um renascer...

Sem mágoa...

Sem ti.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Solitárias Palavras...

 

A música baixinho, ao longe, bem longe...

O olhar desperançado, como se a esperança pudesse um dia ter fugido, escapado, se perdido.

A voz disfarçada, embargada, embargadamente impregnada de pudor, timidez, sentimento de um ardor imenso.

O fumo saindo das casas, num desafiante sentir, incapaz sentir, incapaz e desmedido sentir.

As palavras surgiam, soltavam-se da alma numa perseguição constante pelo querer do coração, pelo querer de um destino.

Tantas e tantas palavras...

Aquele olhar reflectido nas janelas, aquelas janelas fechadas, aquela solitária visão de uma caminhada a solo, sem ninguém, desamparada.

Sempre aquele olhar...

Caminhando passo a passo, acompanhado pelas lágrimas que se escondem, pelas palavras que se reflectem na silenciosa voz desacompanhada.

A chuva que ainda não cai, mas que se sente...

Como se sentir, fosse mais do que a singela imaginação do ser, como se amar fosse mais do que a singela dimensão da alma.

A música baixinho, ao longe, sempre ao longe...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Acreditei...

 

 

 

Há muito que perdi;

O outro lado de mim,

Secretamente desisti,

De te reencontrar...

 

Já não se expressa no olhar;

Já não trauteio a velha canção,

Já me esqueci de recordar,

A esperançada ilusão...

 

Deixei-te partir;

Para esse amargurado passado,

Deixando de sorrir,

Como antes havia sonhado...

 

Há muito arranquei esse pedaço,

Essa parte do meu coração,

Abandonado abraço,

Arrependida desilusão...

 

Há muito;

Muito tempo atrás,

Acreditei em ti.