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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Intolerantes!

 

 

 

Mas para onde caminha o mundo;

Qual o destino a percorrer,

No meio de um ódio profundo,

Que não pára de crescer...

 

Vocifera o Sunita;

Odiando Infiéis,

Detestando o Xiita,

Ou invertendo-se os papéis...

 

Erguem-se muros asfixiantes;

Aparecem os terroristas dilacerantes,

Morrem inocentes às mãos desses ignorantes,

Perde-se a esperança, já distante...

 

E venham então os Muçulmanos;

Odiando um Cristão,

Ou um Cristão detestando,

Esses hereges Irmãos...

 

O que importa recordar;

Ou se preferirem rezar,

É que vale a pena acreditar,

Que um dia iremos acordar,

E talvez os intolerantes,

Possam ter aprendido a tolerar...

 

A tolerar,
As nossas diferenças!

 

 

Folha Em Branco!

 

 

 

Ó folha em branco;

Guarda estas minhas lágrimas,

Esconde-as do mundo,

Para sempre...

 

Guarda-as, bem guardadas,

Do sol e da lua,

Do anoitecer e da alvorada,

Dessa amargura que flutua...

 

Esconde-as por um momento;

Um instante de sofrimento,

Pois temo que o vento,

As faça regressar no tempo,

Para perto de mim...

 

E assim com carinho;

Te peço devagarinho,

Que guardes eternamente,

Num cantinho,

Secretamente,

Esse pedaço de mim...

 

 

 

Estranha Maneira De Amar!

 

Estranha maneira de sentir;

De correr e fugir,

De não enfrentar e partir,

Esse receio de ferir...

 

Temido ardor;

Que invade num torpor,

Num instante, temor,

Arrebata, arrebatador,

O nosso eterno amor...

 

Eternamente aconchegante;

Ilusão tão distante,

Do que um dia hesitante,

Ficou para sempre arrepiante...

 

Sem saber como escrever;

Deixei o tempo descrever,

Nos céus a chover,

As lágrimas a escorrer,

Pelo meu triste rosto...

 

E talvez um dia;

A tristeza vire alegria,

A solidão,

Como que por magia,

Se transforme novamente,

Nessa estranha maneira,

De amar...

Ao Longe...

 

 

 

Ao longe, distante;

Busco a beleza de outrora,

Na incerteza viajante,

Hesitante demora...

 

Ao longe, desperta;

A recordação desse passado,

A saudade que aperta,

O coração desanimado...

 

Ao longe, escondido;

Aprisionado no querer,

Ficou esse amor ferido,

Que não chegou a nascer...

 

Ao longe, insisto;

Procurando num olhar,

Aquele momento em que desisto,

De acreditar no teu amar...

 

E ao longe;

Sempre ao longe,

Vejo passar,

O destino que não fui capaz de reencontrar.

 

 

 

Parabéns, Minha Mãe!

 

 

 

Como disfarço esta tristeza;

Neste dia que era o teu,

Como disfarço a certeza,

Deste eterno adeus...

 

Como digo ao tempo;

Que passou sem parar,

Para regressar por um momento,

Para eu novamente te abraçar...

 

Como disfarço este chorar;

Que invade o meu coração,

Quando esta saudade retornar,

E eu não te encontrar ao serão...

 

Quantas perguntas sem resposta;

Dúvidas e emoções,

Através desta despedida imposta,

Sem direito a exceções...

 

Ficam então as recordações;

Do teu infindável amor,

Que permanecem em mim,

Disfarçando esta tamanha dor...

 

A dor da tua ausência.

 

 

Adeus, Meu Amor!

 

 

 

Nada é maior do que aquilo que sinto;

Nada vale mais do que esta dor,

Nada é sentido quando minto,

Acerca deste meu imenso amor...

 

 Nada me fere mais do que este magoar;

Este malfadado desencontro,

Nada me irá custar,

Como o fim desse reencontro...

 

Nada valerá a pena;

Nessa angústia sem fim,

Do saber que apenas,

Nos sobrará este fim...

 

Uma despedida;

Sem palavras,

Desnudada,

Num intemporal adeus!

 

 

Interminavelmente!

 

 

 

Vou tentar descrever;

Escrevendo o que sinto por ti,

Sem saber como dizer,

O quão imenso é...

 

É uma forma de sonhar;

Um sorriso discreto,

Um simples escutar,

Desse bater secreto,

Da minha alma...

 

É um querer constante;

Uma verdadeira constatação,

Um prazer viajante,

Viajando pelo meu coração...

 

É um desejo indescritível;

Um carinho arrebatador,

Um mundo indecifrável,

Denominado de amor...

 

É um pedaço de ternura;

Voando através do tempo,

Guardando a eterna candura,

Do meu sentimento...

 

É ardor sem temor;

É buscar sem parar,

Na alegria ou na dor,

Abraçar, Amparar...

 

É tudo isto; 

Interminavelmente...

 

 

Arriverdeci Totti!

 

 

 

Roma é o contrário de Amor;

Escreve-se de trás para a frente,

Mas ontem num gigantesco ardor,

Escreveu-se correctamente...

 

Um gigante, pequenino;

Com a voz embargada,

Regressando a ser menino,

No final da caminhada...

 

Com a esperança no olhar;

A saudade já eterna,

As lágrimas a escapar,

Por entre a despedida terna...

 

Milhares em admiração;

Juntos em comunhão,

Dizendo adeus a um irmão,

Que lhes aqueceu o coração,

Em cada jogada com a bola...

 

E deixando aquele relvado;

Imortalizando ali a sua história,

Eternizando esse passado,

Guardado nas memórias,

Daqueles apaixonados Tiffosi...

 

Arriverdeci, il Principe di Roma.

 

 

 

 

Maior Do Que O Mundo!

 

 

 

O amor é uma gota na imensidão;

Por vezes desolada solidão,

Às vezes trajada desilusão,

Tantas e tantas vezes ilusão,

Amarrada ao coração,

Desencontrada razão para tanto amar...

 

O amor às vezes é amargura;

Com uma pitada de ternura,

Sem saber que essa desventura,

É uma pincelada aventura,

Uma armadilhada encruzilhada...

 

O amor às vezes é esperança;

Numa convicção que avança,

Por entre a desesperança,

De quem não merece tamanho querer...

 

O amor às vezes é só isso;

Um querer maior do que o mundo.

 

 

 

 

Luar!

 

 

 

Não fiques triste;

Só porque a tristeza insiste,

Em te mostrar que existe,

Essa dor que não desiste,

De te magoar...

 

Não penses que eternamente;

Essa desilusão que sentes,

Te irá penosamente,

Aprisionar para sempre,

Só porque esse destino não era eterno...

 

Não deixes que a escuridão;

Reaparecida na imensidão,

Deslumbrante ilusão,

Te roube do coração,

A esperança...

 

E de mansinho, devagar;

Com a noite a entrar,

Talvez possas voltar a acreditar,

Que aquele cintilante luar,

Refletido no teu olhar...

 

É o teu futuro a chegar!