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Caneca de Letras

Caneca de Letras

A Sondagem Do JN!

 

A sondagem do Jornal de Noticias, publicada esta Segunda-Feira, antecipa um cenário inesperado para Lisboa, mesmo tendo em conta a campanha eleitoral feita, em particular, pelo PSD...

Os resultados publicados confirmam a mais do que expectável vitória de Fernando Medina, muito aquém da herança deixada por António Costa nas anteriores Autárquicas, no entanto, muito perto da Maioria Absoluta...

Digamos até, que este será um problema inexistente para Medina, pois se teoricamente poderá perder a Maioria de que dispõe na Autarquia de Lisboa, na prática, com o resultado surpreendente desta sondagem, facilmente o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa fará um acordo que o possibilitará Governar, com a tão ambicionada Maioria Absoluta.

O CDS e a sua líder, serão se tudo correr de acordo com o JN, os grandes vencedores da noite, pois um resultado de 17% não só legitimará a liderança de Assunção Cristas, como lhe dará o papel de principal Partido da oposição, na Capital...

Estrondosa vitória.

Do outro lado, encontramos o PSD, sucumbindo ao desnorte com que planeou este processo Autárquico, revelando o abismo imenso suportado por esta liderança e os seus apaniguados...

Se o PSD tiver os tais 16%, que indica esta sondagem, e sinceramente não me custa a crer, isto revelará o estado miserabilista em que se encontra, ou seja, a perda de dimensão política na sociedade civil.

O percurso traçado por Pedro Passos Coelho, uma mistura entre o Trumpismo e o PNR, assegurará, caso os militantes não resgatem o Partido, um desaparecimento gradual na esfera de influência política, que sempre foi marca do PPD/PSD.

Teresa Leal Coelho é mais do que um péssima escolha, é o reflexo do pensamento ideológico de Pedro Passos Coelho ou o vazio intelectual que norteia este dito pensamento.

Esta derrota, talvez possa salvar o PSD, mostrando a todos o quão errado está este caminho, pelo qual o estão a levar.

Assim fazendo fé nesta sondagem, quase todos se salvarão, uns melhores do que outros e será certamente na direita, que os opostos mais se farão sentir...

Festa de arromba no Caldas e um Inverno rigoroso na Rua de São Caetano à Lapa.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Estranha Forma De Viver

 

 

 

As palavras nesta carta;

Que te escrevo;

Escrevinhando com a alma,

A desdita de uma vida...

 

De um destinado destino,

Descrito de maneira indescritível,

Lágrima sem tino,

Desenho inexplicável...

 

Sincera forma de amar,

Perdida por entre segredos,

Amargura a guardar,

Os receios e medos...

 

Porque nesta estranha forma de dor;

Aprisionado doer,

Sobra tinta neste amor,

Nessa estranha forma de escrever...

 

E escrevinhando;

Sem parar,

Libertando,

Sem calar,

As letras pequenas em mim mesmo,

Me reinvento,

Reinventando,

Esta estranha forma de viver....

 

Que vive em mim.

 

 

A Quadratura Do Círculo De Mário Centeno!

 

Mário Centeno prometeu esta noite um desagravamento fiscal para todos os contribuintes Portugueses, neste próximo Orçamento, que se avizinha uma espécie de batalha num cenário conflituoso, de uma negociação improvável.

Muitos afirmam que este será o mais complicado de todos os Orçamentos, acredito que sim, afirmam ainda que este será o verdadeiro teste a Centeno...

Tenho a certeza de que será.

O trajecto económico Português está longe de ser brilhante, apesar da euforia evidente em certos sectores da Geringonça, e por essa razão, torna-se extremamente fundamental a posição intransigente do actual Ministro das Finanças.

Centeno foi desde o inicio da Legislatura um dos elos mais fracos deste Governo, enlaçado por entre polémicas da CGD ou mesmo por declarações infelizes, no entanto, com o passar do tempo, com os resultados da economia, este Ministro improvável transformou-se num dos pontos mais sólidos e consolidados da famosa Geringonça.

Mário Centeno enfrentará neste Orçamento o desafio maior, a quadratura do circulo de satisfazer os parceiros de Governo, sem que se aniquile o rigor que tantas e tantas vezes, lhe granjearam elogios.

Portugal virou a página da Austeridade, esteja ou não a mesma ainda presente, mas certamente voltará a essa realidade se numa primeira oportunidade, se deitar pela janela todo o esforço conquistado ao longo dos anos.

Acredito que Centeno sabe disso, tem consciência deste pormenor e que lutará contra o BE, o PCP e parte do PS, para manter as regras Orçamentais que nos guiaram até aqui...

Chamem-lhe cativações ou outra coisa qualquer, sem rigor nas contas, jamais existirá crescimento e sem uma percepção de justiça social, jamais existirá a essencial paz social.

Aqui está a quadratura do círculo de Mário Centeno.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Cristiano Ronaldo, Um De Nós!

 

Cristiano Ronaldo esteve esta noite no Estádio de Alvalade, local de onde partiu para o Manchester United, depois do jogo de inauguração.

Foi bonito ver Ronaldo como mais um adepto, na companhia de outros antigos juniores Leoninos, eternamente Leões, como Miguel Paixão, José Semedo ou o Lourenço...

Esta ligação, tão forte como reciproca, bem assinalada nas bancadas, através dos cânticos incansáveis, celebrando este retorno de um filho que há muito partiu.

Ronaldo é o melhor jogador do mundo, certamente o voltará a ser e sem dúvida que este gesto, carregado de simbolismo, toca bem fundo toda a Família Leonina.

A esta emocionante presença, junta-se o facto de o Sporting ter vencido, sem ter feito um grande jogo, no entanto, conquista a sexta vitoria consecutiva na liga, transformando este inicio de época num dos melhores arranques das últimas décadas.

Assim continua a esperança de todos nós, Sportinguistas, de caminhar rumo ao titulo.

Mas também de voltar a ver aquele menino de outrora, de seu nome Ronaldo, no relvado de Alvalade, de Leão ao peito, sendo aquilo que sempre foi...

Mais um de nós.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Bye Bye Lixo!!

 

Portugal saiu do lixo...

Esta frase um pouco indigna, contrasta com a ideia de uma nação quase milenar, de gente brava e acolhedora, cheia de História e que jamais poderia ser considerada de lixo, no entanto, neste mundo economicista em que nos encontramos, esta noticia assume um papel absolutamente crucial.

Ao fim de seis anos, Portugal volta a estar num patamar de credibilidade para uma agência de Rating, se não contarmos com a DBRS, agência de Rating da União Europeia...

Por essa razão esta classificação da Standard and Poor's, reveste-se de uma importância essencial, não na evolução do investimento na nossa divida, pois apesar de tudo com BBB-, continuarão muitos fundos de investimento proibidos de investir na divida Portuguesa, no entanto, a percepção que fica, a imagem que se instala, contribui para esta cavalgada sedutora deste novo Portugal.

Talvez aqui se encontre o grande teste à actual plataforma Governativa e essencialmente a Mário Centeno, pois se esta noticia traz consigo um certo alivio após tantos anos de sacrifícios, a percepção de que estamos livres da lixeira para onde em 2011 fomos atirados, poderá levar a um crescente movimento reivindicativo dos grupos sindicais, na busca de retirarem do erário publico o maior tipo de vantagens, para cada uma das suas corporações...

É aqui que se testará o Ministro das Finanças e a sua capacidade de controlo das contas publicas, assim como, a força com que este se poderá opôr às reivindicações do PCP e do BE.

Se Centeno não ceder e mantiver as suas cativações, o rigor do deficit, sem evidentemente esquecer as pessoas pois são elas o mais importante, então talvez possamos verdadeiramente acreditar que o pior já passou.

Independentemente de tudo isso,  podemos discretamente abrir um espumante, pois apesar de tudo, já estamos a caminho da reciclagem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

A Aventura Do André!

 

O debate desta na noite na TVI, sobre André Ventura, perdão sobre Loures, demonstrou o miserabilismo de algum tipo de Jornalismo, uma espécie de versão sensacionalista de Judite de Sousa, misturado com o show demagógico do Jovem André...

André Ventura sabe pouco, tem pouco a dizer, para além do seu discurso anti-ciganos, com algumas passagens pela pena de morte ou pelos parquímetros, no entanto, cavalga sem pudor estas bandeiras, esta consecutiva forma de sem nada dizer, amarrar o ódio ao poder discursivo.

Muitos assim triunfaram ao longo dos tempos com esta receita, que apesar de ignorante é deveras apelativa para aqueles que se encontram encurralados por estes problemas.

Percebo agora muito bem, a razão pela qual Rui Moreira não aceitou comparecer ao debate da TVI, moderado por Judite Sousa, pois na verdade, esta Jornalista é uma sombra daquela que há muitos anos representava qualidade e rigor, resvalando sistematicamente para a espuma, para o pequeno assunto, para o folclore...

O registo que apresentou de maneira escandalosa nos fogos de Pedrógão não é a excepção mas sim a regra para a qual resvala, infelizmente, a informação do canal de Queluz.

Voltando ao debate, gostei do candidato do CDS, bem distante deste triste representante de um desaparecido PSD, e acima de tudo capaz de demonstrar que estava ali para discutir Loures, com os seus problemas e as suas assimetrias.

Debater essencialmente as propostas de Pedro Guerra, perdão André Ventura, não é em si um pecado, julgo mesmo ser uma necessidade, no entanto, transformar isso, num debate centrado neste discurso demagógico e hipócrita apenas transforma um assunto real, em mais um momento de chicana política.

Num debate em que pouco se esclareceu, acredito que Bernardino Soares e o candidato do CDS terão estado em melhor plano, num espectáculo um pouco deprimente, deste cenário autárquico.

Em Outubro veremos se o ódio poderá ser uma mais valia no debate eleitoral...

Espero que não.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Irma...

 

 

 

Barcos em estradas;

Casas sem telhados,

Vidas desperdiçadas,

Olhares amordaçados...

 

Ventos inexplicáveis,

Um rasto de destruição,

Medos inexpugnáveis,

Amarrando o coração...

 

Fuga em desnorte;

Gritos arrepiantes,

Sopros de morte,

Receio asfixiante...

 

E vão chegando as imagens;

Dessa imensa devastação,

Da força selvagem,

Denominado furacão,

Arrancando à sua passagem,

Vidas...

 

Vai ficando o silêncio;

O tamanho silêncio,

Da nossa pequenez...

 

Da nossa imensa pequenez.

 

 

Indecifrável...

 

 

 

Saberia o destino;

Esse que destinadamente me desencontra,

Saberia a desatino,

O caminho insolente,

Coração sem tino,

Do ardor ardente...

 

Saberiam as linhas deste poema;

Meio amarrado;

Enigma ou teorema,

Sofrimento improvisado,

Inexplicável dilema,

Da alma...

 

Saberia esse Deus;

Que tanto magoaria,

Esse maldito adeus,

Que eternamente ficaria,

Entre nós...

 

Pois apenas isso;

Sobrará,

Como epitáfio,

Do nosso olhar...

 

De um amor;

Indecifrável!

 

 

Reencarnação...

 

Se um dia me faltasse o respirar, num momento tão inusitado como inesperado, o que faria eu?

De quem me recordaria?

Para onde fugiriam as inquietações, da alma minha?

Para onde fugiria eu?

Questões que apoquentam a escrita livre de uma personagem...

Por vezes o olhar, meio perdido, indescritível sensação, meio interrogação, acaba por não descodificar a alma desnudada, embrenhada na imensidão de dúvidas que acabam por atormentar a mente.

Será possível um coração, erradamente ter encontrado uma parte de si, que infinitamente não existe?

Será que o amor já não se reconhece?

Tantas e tantas questões.

Neste dilema existencial, nesta busca por uma resposta que acalme a alma pequena, a menor inquietude do coração, se interroga o espírito...

Se questiona o destino, infindável procura da felicidade perdida, perdidamente silenciada por essa tristeza que impele a escrita, escrevinhadamente desencontrada nessa angustia maior, que me pertence.

Reconhecerás, o teu outro eu?

Saberás como o encontrar?

Ou por alguma razão, se diluirá nas nuvens impostas de uma madrugada adiada, sem explicação, inexplicada vontade descrita no tempo?

Talvez passe esta vida e muitas outras, e depois outra, e outra...

Talvez passem mais vidas até que nos reencontremos, nesse misto de morte e amor, de tempo e sofrimento, de loucura e esquecimento, esperando em cada linha deste texto que não volte a florir o campo...

Não volte a brilhar o sol...

Não volte a nascer a esperança...

Que não volte eu, a reencontrar tamanha vontade de sofrer.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Rafael Nadal: Um Verdadeiro Campeão!

 

Rafael Nadal voltou a vencer um Grand Slam, desta vez o U.S. Open, num regresso miraculoso a um lugar que certamente, será eternamente seu...

Ser número um, vai muito para lá desse temporário titulo, desse cognome que se extinguirá, excepto quando quem o ocupa tenha atingido um patamar lendário, como é o caso de Nadal ou mesmo Federer, expoentes máximos desta modalidade.

Nadal esteve afastado da ribalta, incapacitado por um sem número de lesões, no entanto, neste inacreditável regresso, recupera com uma imensidão de esforço, de talento, um pedaço do romantismo inerente a tamanho atleta.

Esta vitoria, juntamente com a décima de Rolland Garros, representou uma página imortal no livro dos lendários momentos do circuito ATP...

Sempre admirei Nadal, sempre torci por ele mas jamais imaginaria que aquele menino de cabelos compridos e vestimenta pouco usual, poderia um dia marcar de forma indelével, este desporto.

Nadal marcou, transformou-o, modificou-o de maneira impressionante, com a sua perseverança, a forma incansável como bate cada bola, sendo a última ou a primeira.

Festeje-se, congratule-se a lenda mas nunca se esqueça o percurso e essencialmente o esforço de um verdadeiro campeão.

Pois é isso que Nadal é...

Um verdadeiro campeão.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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