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Caneca de Letras

Caneca de Letras

América: A Implosão de Donald Trump!

 

Donald Trump chegou à Casa Branca anunciando um tempo novo, carregado de felicidade, de mirificas ilusões que transformariam, eternamente, o futuro da América.

Milhares de tweets depois, fica apenas esse chorrilho de afirmações, vagas, incompletas, imprecisas, na imprecisão característica dos incapazes, buscando inimigos, culpados para os seus sucessivos fracassos...

Desde a primeira hora se percebeu o inconstante caminho desta Administração, o errante pensamento sobre o País e o Mundo, sobre a geopolítica e os seus principais intervenientes, acima de tudo, sobre o papel que os Estados Unidos detinham na História.

A polémica com os Russos, o envolvimento destes na campanha Trump, desgastou e desgasta a Administração Americana, principalmente o seu Presidente, continuando este a negar as consequências que certamente acabarão por chegar, a todos os níveis do País:

Militar, económico, industrial e até ambiental.

Em todos estes planos, o papel de Trump é catastrófico, desastroso, impelindo o rumo dos Estrados Unidos para um abismo sem precedentes, denunciado pela sua baixa taxa de popularidade, reveladora do espírito com que muitos Norte-Americanos, olham para este erro de casting Presidencial.

Donald Trump vira-se agora para os seus, para aqueles que constituem o seu Staff, perdendo-se em demissões, em explicações, em deserções...

As novas escolhas tornam-se repelentes à primeira entrevista, à primeira gaffe, aos primeiros sinais de inadaptação, para os cargos por ele indicados.

É um caos descontrolado aquele que se vive, no interior da Casa Branca, nesta Administração perdida por entre os seus segredos, os seus degredos, as suas próprias ignorâncias...

E como são muitas.

Assim se assiste à degradação inevitável de uma personagem que sempre demonstrou a sua fraca qualificação para o cargo, apenas não se sabia, a dimensão da palavra inqualificado...

Esperemos então, que os Republicanos compreendam que depende deles a normalização da vida política Americana, resgatando os seus valores e princípios.

John Mccain, é um bom exemplo disso mesmo.

Para bem de todos nós.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Ronaldo E Os Abutres

 

Cristiano Ronaldo esteve hoje diante de uma Juíza, num tribunal de Madrid, dando as explicações que entendeu sobre este alegado caso de fraude fiscal.

Digo alegado pois num tempo em que todos beneficiam do alegadamente, mais faltava que para Ronaldo, essa premissa não fosse aplicada.

Mas não escrevo aqui para falar das suspeitas que impedem sobre Cristiano Ronaldo, as acusações que de tão complexas dividem até os funcionários do fisco Espanhol, que apresentam contraditórias conclusões para um caso como o de CR7...

Escrevo aqui para falar dos abutres de plantão, que quase sem pestanejarem aguardaram sedentos de sangue, na porta do tribunal, ansiando disparar mais uns flashes, aprisionar mais umas imagens, construirem mais umas histórias, enfim, criarem mais umas primeiras páginas sensacionalistas, à custa do melhor jogador do mundo.

Como se alimentam da coscuvilhice alheia?

Como vende a especulação?

No entanto, CR7 entrou neste jogo e por uma vez sorriu, deve ter sorrido...

Um púlpito foi montado, microfones instalados e anunciado que ali estaria Ronaldo no fim da audiência judicial, para falar aos abutres que se distraiam em diretos, cheios de certeza, impregnados de veredictos.

Ali esperaram às dezenas, com as objetivas apontadas, como armas, tentando imaginar como estaria o semblante do jogador Português e o que este diria...

Esperaram e esperaram.

No fim, um assessor apareceu e anunciou que Ronaldo já abandonara as instalações do tribunal e estava já a caminho de outro lugar, deixando para trás os abutres de plantão.

Que imensa vontade de sorrir, perante o espanto daqueles pseudo-jornalistas...

Uma vaia se fez ouvir no meio do rebuliço indescritível, uma revolta naqueles que se habituaram a infernizar, os tão apetecíveis alvos, deste tipo de imprensa.

Por um momento, Ronaldo deve ter sentido um pequeno contentamento, por naquele instante ter revertido o jogo, ter provocado aquele frenesim sem tamanho...

Os abutres vingar-se-ão numa próxima primeira página, numa história ainda por inventar, num qualquer escândalo por criar, no entanto, desta vez tiveram que vaiar, tiveram que se contentar com um púlpito vazio por entre um direto tristonho.

Muito bem, Cristiano Ronaldo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Vozes!

 

 

 

Oiço ao longe;

As vozes que um dia me pertenceram,

Oiço distantes,

As vozes dos que pereceram,

Oiço longinquamente,

As vozes que se perderam,

Oiço eternamente,

As vozes que me escaparam,

Oiço por entre o vento,

As vozes...

 

As imensas vozes;

Que um dia julguei ouvir...

 

Que um dia;

Julguei eternas.

 

 

 

 

aMADUROismo

 

As eleições para a Assembleia Constituinte, na Venezuela, estão a revelar-se um fracasso para Nicolas Maduro e para a demonstração de força, imaginada pelo pequeno ditador Venezuelano.

A poucas horas do fecho das urnas, apenas 7% da população eleitoral havia votado e por isso mesmo se compreende que o regime bolorento de Caracas, tenha decidido prorrogar o prazo para que o povo pudesse votar...

7%?

Na verdade, já se sabia que o regime de Maduro, meio perdido, fruto da ignorância reinante daqueles que comandam hoje os destinos da Nação, se mantém no poder apenas fruto da brutalidade das forças que lhes são leais, dos algozes pagos pela corrupção que esventra esse futuro que tarda em chegar.

Porém estes números a se confirmarem, demonstram a fraca legitimidade que ainda suporta estes antigos Chavistas.

Um ditador é um ditador, um déspota será sempre um déspota, no entanto, sempre que a boçalidade se mostra reinante, que a estupidez caracteriza as mentes governantes, se torna um pouco mais triste a confinada penumbra de uma ditadura...

Maduro é isto mesmo, assim como a sua entourage, pequenos, limitados, estúpidos, desprovidos de conhecimento intelectual e é esse amadorismo, essa desesperança insistente, que certamente marcará o seu fim.

O povo já não o teme, não receiam tombar um a um, Pais, Filhos, Homens, Mulheres...

Ninguém já teme morrer, para tentar resgatar o seu direito de viver.

E enquanto se aguardam os resultados fraudulentos, que certamente o regime anunciará para a Assembleia Constituinte, poderemos contar com mais mortes, mais brutalidade...

Mas também, com maior coragem, maior bravura daqueles que diante de armas, tocam violinos, diante de tiros, cantam os seus sonhos, diante de tamanha estupidez, se negam a ceder.

No meio de tamanho aMADUROismo, sobra a nobreza deste corajoso povo...

Venezuelano.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

Vídeo-Árbitro...

 

A chegada do Vídeo-Árbitro ameaça mudar radicalmente o panorama do futebol Português...

Com a implementação deste novo tempo, deste novo modo de julgar o jogo, acrescenta-se verdade ao espetáculo, justiça em torno de deste nosso futebol.

Dir-me-ão que obriga a parar o jogo, que poderá se perder um pedaço da magia do golo e dos seus festejos, no entanto, mais importante do que tudo isso é a imensa sensação de verdade, inerente a esta alteração.

Vendo este último jogo em Alvalade com a Fiorentina, não posso deixar de imaginar a tremenda injustiça que seria a anulação de um golo limpo, como o golo de Bas Dost, apenas não validado devido à incompetência de um bandeirinha...

E como os bandeirinhas ditaram ao longo dos anos o resultado de jogos, o rumo de campeonatos, de muitos títulos.

Não posso deixar de me recordar daquela famigerada final da T. da Liga, no Algarve, onde a poucos minutos do fim, o Senhor Lucílio, aconselhado por um bandeirinha que estava a 40 metros do lance, transformou uma bola no peito, numa mão na bola...

Quanto tempo esteve aí, o jogo parado?

Quantos minutos foram necessários para prosseguir o jogo, acalmar a situação, expulsando injustamente um jogador e destruindo o trabalho de uma equipa que até àquele momento, controlava o seu destino?

Por todas estas razões, acredito que independentemente da equipa, que circunstancialmente saia beneficiada, a verdade será sempre benéfica para a credibilidade do espetáculo...

Será sempre melhor para todos, árbitros, jogadores, treinadores e adeptos, sendo que aqueles que não o desejam, é porque certamente estarão cómodos com o erro que deturpa a Verdade Desportiva.

E essa, Verdade Desportiva, é que verdadeiramente alimenta a magia deste jogo, que todos nós amamos.

 

 

Filipe Vaz Correia

Esconderijos...

 

Quantos receios se escondem numa alma?

Quantas interrogações se perdem por entre a memória, a mesma, que por alguns instantes regressa para nos recordar desse passado?

Somos feitos de memórias, lembranças que nos moldam o carácter, através das feridas cicatrizadas que um dia nos marcaram...

Esses pedaços de história, a nossa, por entre lágrimas esquecidas ou dores desaparecidas, fixadas num momento,  nessa eterna sensação de um instante.

Nesse esconderijo, fortaleza da condição Humana, sobram as razões para tamanhos sentimentos, para temidos acontecimentos, para surpreendentes respostas às interrogações que o coração esconde...

A vida em todo o seu esplendor, rouba e resgata, vezes sem conta, insistentemente, as alegrias partilhadas, as mágoas espartilhadas dentro de nós, num constante viajar, sem parar, numa aprendizagem que se impõe, constante.

E é aqui, nessa destrinça sem fim, que se encontra o Esconderijo da Alma, esse secreto lugar só nosso...

Tão nosso.

Aí, voltamos a ser crianças, resgatamos as velhas esperanças, descobrimos novas desesperanças, perdemo-nos novamente nos mesmos caminhos de antigamente...

E só nesse esconderijo, chamado de alma, na sua mais secreta profundeza, se encontra esse verdadeiro mundo, onde foi moldado cada um de nós.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Contradição...

 

 

 

Despida contradição;

Da contraditória alma minha;

Contradizendo o coração,

Que suspirando contradizia,

A destemida interrogação...

 

Será que o amor pode resistir;

Às agruras a surgir,

De uma vida a sentir,

Esse medo a ferir,

Em mim...

 

Será que desenhado no olhar;

Se revela o ruborizar,

Por entre esse sonho a acalentar,

Cada reencontro nosso...

 

E mesmo que apenas eu;

O sinta,

Mesmo que apenas eu,

Não minta...

 

Mesmo assim;

Quero continuar a sonhar.

 

 

 

 

 

Amigos!

 

Um amigo é tão valioso como o respirar de uma vida, como o acreditar de um sonho...

A amizade é a expressão maior da raça Humana, ou seja, um amor intemporal de vidas que insistem em se fazer cumprir.

Ao rever na minha mente esta vida que é a minha, recordo os poucos amigos que preenchem o meu coração, aqueles que ali estando me acompanham nesta viagem, por vezes incompreensível.

Por entre dores e desamores, alegria e conversas, desgostos e euforias, atravessando intensamente os dias que vão chegando, como a espuma das ondas...

Os poucos amigos que guardo comigo, atravessaram os dias de uma vida, contemplando o enternecedor olhar que não falando se expressa, que não gritando segreda esse imenso partilhar.

Uns mais do que outros nessa expressão maior desse amor não explicável, contemplando neste texto esse privilégio tão meu.

As lágrimas por vezes escondidas, amarguradas desventuras compostas em cada sílaba, decompostas nessa atribulada viagem de cada alma e acompanhadas das memórias que preenchem a história de cada um de nós, amarradas a esses olhares, que tornam único, esse nobre sentimento...

Essa partilha incondicional.

Já perdi amigos eternos, desaparecidos por entre a luta de uma vida, no entanto, os que me restam, os poucos que escolhi como meus, permanecem insistentes nesse desgaste que o tempo insiste em percorrer.

Porque a amizade é isso mesmo...

Uma viagem constante através das vidas, que o destino escolheu cumprir.

E vida após vida, nos reencontraremos e voltaremos a acreditar nesse olhar que nos faz sentir inseparáveis.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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