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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Mas Que Pouca Vergonha... (Alegadamente)

 

Começo por aqui escrever, que tudo aquilo em que sustento a minha opinião, é alegadamente fundamentado nas denúncias feitas pelo Director de comunicação do FCP...

E alegadamente porque está na moda sermos hipócritas e cínicos, tratando assuntos que todos já perceberam ser verdadeiros, com as pinças da incerteza.

O que mais uma vez foi revelado por Francisco J Marques, é de uma gravidade indescritível, pois roça na minha opinião os procedimentos mafiosos de uma qualquer quadrilha napolitana.

Aqui não falamos de baixar a nota a árbitros, não se trata de influenciar dentro de túneis ou balneários as equipas de arbitragem ou até de um conluio para saber quem vai arbitrar este jogo ou outro qualquer...

Aqui falamos em devassa escandalosa da vida privada, de espiolhar a vida intima de um Presidente da Liga, atual Presidente da FPF, assim como, as amantes ou conversas de Árbitros profissionais de futebol ao mesmo tempo que na praça pública passamos o papel de moralistas puritanos.

Isto ultrapassa tudo o que se poderia esperar, ultrapassa mesmo os limites do tráfico de influências...

Isto configura na minha opinião, mais do que uma simples pulhice, caracterizada na ausência de carácter dos intervenientes, mas  configura essencialmente um esquema organizado para utilizar em favor de um clube, informações privadas de pessoas que podem influenciar o jogo.

Podem falar do Apito Dourado, no entanto, por muito que queiram recordar esses malfadados tempos, não será com esse escândalo que farão deste menos vergonhoso.

Assim esperemos por mais Emails, por mais provas para demonstrar aquilo que todos já sabemos:

Que o futebol Português está envolvido numa enormíssima pouca vergonha...

Alegadamente, claro!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Os Designios Secretos Do Amor

 

 

 

Por vezes basta um sorriso;

Um olhar incontido,

Um entendimento desentendido,

Um caminhar meio perdido,

Para se encontrar esse alguém...

 

Por vezes chega um silêncio;

Um ruidoso instante,

Sem voz, hesitante,

Para num piscar de olhos,

Tudo mudar...

 

Por vezes até;

Basta apenas calar,

Ou secretamente gritar,

O desentendimento;

Que o coração,

Insiste em querer...

 

Por vezes;

E só por vezes,

Se encontra assim,

Um grande amor.

 

 

Quisera Eu...

 

 

 

Quisera eu esquecer o teu olhar,

Para que o meu coração viesse reclamar,

Quisera eu desistir desse eterno amar,

Para que a minha alma demonstrasse o seu desassossegar,

Quisera eu de ti me afastar,

E deixaria de respirar,

A imensa parte de mim que te pertence...

 

Quisera eu que fosse diferente,

E o mundo se tornaria ausente,

Na tua ausência, desistente,

Perdido eternamente,

Desvanecendo impotente,

Descrente...

 

E assim;

Diante de tamanho amor,

Não existe querer,

Somente a intensa vontade,

De o viver.

 

 

 

Pedrógão: As Lágrimas De Portugal...

 

 

 

Chovem lágrimas em forma de labaredas,

Gritos que ardem silenciados,

Rostos carregando as tristezas,

De pesadelos amargurados...

 

Nuvens impregnadas de terror,

Fumo que envolve sem parar,

Vidas que se escapam num ardor,

Num instante a flagelar...

 

Poeirentos pedaços de história,

Esvoaçando através do vento,

Trazendo na memória,

Tantas mortes e sofrimento...

 

E nas ruas de Pedrógão,

Nesses caminhos de Portugal,

Vai chorando o coração,

Deste povo sem igual...

 

Vai chorando,

Vai rezando,

Vai continuando a lutar.

 

 

Isto Às Vezes, Não Faz mesmo Sentido...

 

Ainda não consigo compreender como foi possível tamanha tragédia, como num instante tantas vidas foram roubadas, tantas famílias foram destruídas, tamanha tristeza tomou conta deste nosso País...

Ao ver as imagens que nos chegam através das televisões, em reportagens algumas delas a roçar a invasão da dor e privacidade daqueles que neste instante sofrem, não consigo parar de me questionar:

Poderá isto fazer sentido?

Que ensinamento poderemos nós retirar, de tamanha tragédia?

As histórias ali contadas, o desespero incutido nelas e nos rostos daqueles que ali encontram a dúvida e a incerteza do que perderam, é deveras demolidor para quem como eu assiste atónito, sem saber o que  escrever ou como imaginar aquele maldito inferno...

As emoções descontroladas, os silêncios diante da grandeza daquelas labaredas, daquele vermelhão que irrompe noite dentro, ceifando vidas, almas, recolhendo por entre os gritos os sonhos que certamente muitos ansiavam ainda cumprir.

Tanta imponência, incontrolada demência num quadro de terror...

É por isso que por vezes parece não fazer sentido.

É por isso que às vezes temos que procurar bem fundo, no interior da nossa alma para poder acreditar que em algum momento, fará sentido tamanha crueldade, tamanha dor num destino incompreensível.

Infelizmente o nome de Pedrogão jamais será esquecido por todos nós e com ele esta maldita recordação dos muitos que desapareceram.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Verões Da Minha Infância!

 

 

 

Um mergulho tão fundo;

No despertar do verão,

Um prazer vagabundo,

Vagueando pela ilusão,

Reencontro profundo,

Com a distante recordação,

Da minha infância...

 

Este ar quente;

Este sol abrasador,

Reflexo de um tempo já ausente,

Passado acolhedor,

Por entre as memórias da minha mente...

 

E em cada pedaço deste mar;

Onde me pareço perder,

Perdendo-me nesse reencontrar,

Intenso reviver,

Desses verões que já não voltam...

 

A esse tempo,

Onde fui criança.

 

 

Através Dos Teus Olhos!

 

 

 

Através dos teus olhos;

Revejo nesse espelho,

O contraditório sentir da vida,

Complexo enigma,

De uma aventura desconhecida,

Que desconheço...

 

Através dos teus olhos;

Anseio voar,

Descobrir as interrogações,

Desse imenso navegar,

Que nos aprisiona...

 

Através dos teus olhos;

Vejo as vidas que passaram,

As viagens que fizemos,

Que juntos nos escaparam,

Noutros lugares...

 

Através dos teus olhos;

Vejo o mundo,

Vislumbro sem receio,

Esse abraço profundo,

Que eternamente nos une.

 

 

A Contraditória Aventura Da Alma!

 

 

 

Escrevendo desalinhadamente;

Juntando as letras descompassadamente,

Agrupando as ideias desorganizadamente,

Libertando as lágrimas que intrinsecamente,

Me sufocam intermitentemente,

Por esse destino insistente,

Na ausência que eternamente,

Se faz sentir ausente...

 

Escrevendo desalmadamente;

Os anseios que reticentemente,

A minha alma descrente,

Ainda sente...

 

Sentindo desmesuradamente!

 

 

 

 

Auf Wiedersehen, Senhor Kohl...

 

Morreu Helmut Kohl, o antigo Chanceler da Alemanha, o Pai da Reunificação das duas Alemanhas:

RFA e RDA.

O histórico líder da CDU, retirado há alguns anos da vida política, marcou indelevelmente o trajeto do seu País e de todo o continente Europeu, através do seu papel na construção Europeia, do seu projeto político e económico...

Contemporâneo de nomes como Margaret Thatcher, François Mitterrand, Felipe Gonzalez, Ronald Reagan ou Mikhail Gorbachev, Helmut Kohl viveu e interveio numa época de desenvolvimento e mudança, de esperança num futuro com que todos ansiavam.

Uma época de estadistas por essa Europa a fora, de políticos capazes de intervir sem demagogia, de inovar sem destruir, de caminhar sem deixar ninguém para trás, de aglutinar sem muros ou separações...

Pensar em Helmut Kohl, é sonhar com esse futuro prometido e que na verdade tarda em chegar mas é também manter a crença de que será possível regressar a esse pensamento construtivo, para uma Europa mais forte e menos dividida.

Por tudo isto e talvez por muito mais que desconheço, um sentido obrigado, a um estadista que aprendi a admirar e acima de tudo, respeitar.

Porque um político sem ideias, sem ideais, como se observa actualmente com Theresa May, pode vencer eleições mas nunca terá um legado para respeitar.

Auf Wiedersehen, Herr Kohl.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Carta Do Adeus!

 

 

 

É agridoce chorar por ti;

E ainda mais saber que te perdi,

Que se escapou e eu senti,

Que chegara a hora desse adeus...

 

É salgado o sabor das minhas lágrimas;

Como é salgado este destino que me rodeia,

É certamente destemperado,

Tal como esta dor que me cerceia...

 

Apenas me alegra saber;

Que até ao dia em que morrer,

Saberás sem dizer,

Que nunca te faltei.

 

 

 

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