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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Rui Rio VS Menino Guerreiro...

 

Rui Rio rejeitou o desafio de Santana Lopes, ou seja, 20 debates por esse País a fora.

Rio tem de se manter firme, tem de se distanciar dessa espécie de Reality-Show, com o qual Santana está familiarizado, a essa espécie de superficialidade inerente ao eterno candidato.

Rui Rio é um homem habituado a um certo tipo de certezas, de convicções pouco coniventes com as ventosas emoções a que nos habituou, ao longo dos tempos, Santana Lopes.

Digo uma vez mais:

Santana Lopes foi o meu ídolo político da adolescência, um agitador irrequieto que preenchia a minha destemperada ambição pueril, no entanto, tantas foram as vezes, os locais, os lugares, os momentos, onde Santana foi Santana, onde a ilusão se tornou desilusão.

O maior trunfo de Rui Rio não é o Partido, é o País... 

Esse País que acredita na sua personagem política, sendo essa uma das razões para que o ex-Autarca do Porto, não se deixe arrastar para o campo sensacionalista, tipo CMTV, que já faz parte de Santana.

Rio é outro género, tem outro perfil, está habituado a outro tipo de padrão...

Como apoiante de Rui Rio, a única coisa que lhe peço é:

Não ceda ao circo mediático, do menino guerreiro. 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Quem Foi O Idiota?

 

Quem é que se lembrou de convidar Mugabe para embaixador da OMS?

Quem foi esse idiota?

As palavras não podem ser esquecidas, quando estamos perante um acto político pejado de imbecilidade, de um leviano desrespeito por tantas e tantas vidas humanas, que sofreram às mãos de um ditador e dos seus correligionários.

Robert Mugabe, Presidente do Zimbabué, é aquele que há muitas décadas atrás, foi considerado o líder modelo de África, no pós-Imperialismo, mas que se revelou um déspota sem escrúpulos, um racista e psicopata.

Robert Mugabe foi conivente com os seus militantes extremistas, permitindo que milícias armadas, invadissem milhares de fazendas no interior do "seu" País, sequestrassem centenas de famílias "brancas", muitas vezes matando um a um os seus membros, por vezes até o animal de estimação...

A tudo isto, era obrigado a assistir o Patriarca da família, para que o seu sofrimento fosse potenciado ao máximo, num gesto de terror e maldade sem explicação.

Nunca me esqueço desse documentário a que assisti, sobre esse período do Zimbabué, num trabalho com a assinatura incontornável da BBC.

Para mim Mugabe é comparável a Adolf Hitler ou a Estaline...

Só não teve os meios para atingir o mesmo número de mortos, mas no requinte de malvadez, na intrínseca forma de ser maléfico ou até no sinistro bigode, em nada lhes fica atrás.

Por essa razão, não posso deixar de gritar:

Quem é que foi o idiota que se recordou, de Robert Mugabe?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Hillary Clinton...

 

Hillary Clinton foi a convidada do GPS, de Fareed Zakaria, na CNN, para falar do seu novo livro e de vários outros assuntos...

Vi várias entrevistas de Hillary ao longo dos anos, desde o 60 minutos até outro tipo de formato, e sempre me ficou a sensação de que não se conseguia ver a verdadeira mulher, por trás da personna política.

Nesta entrevista, pela primeira vez, julgo que Hillary está diante de Fareed, assim como dos espectadores, de alma nua, despida dos receios ou constrangimentos que sempre a amarraram.

Hillary falou de Putin, de Trump, da América, da economia, da campanha, das fake news, de si e do seu casamento...

Falou de tudo.

Expressou ter compreendido o que se tornou trágico na sua campanha, o papel das fake news e o contributo que o FBI ou os Emails tiveram no voto Americano, mas compreendeu também que o seu lado fechado, contido, pouco natural, fez com que muita gente se afastasse...

Não sentisse empatia.

O que sei é que gostei desta entrevista, senti pela primeira vez empatia por aquela mulher, aquela pessoa que ali se encontrava despida de ex-Senadora, ex-Secretária de Estado, ex-Candidata Presidencial.

Pela primeira vez, foi apenas Hillary.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Mea Culpa...

 

Mea culpa, foi uma das primeiras expressões que aprendi em Latim:

Mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa...

Frase que era obrigado a repetir, sempre que era apanhado em alguma traquinice.

Que saudades da minha querida Professora Jesuína.

Esta introdução serve para vos guiar, até ao sentimento que tomou conta da minha consciência, depois do jogo do meu querido Sporting...

Como todos os que andam aqui pelo Caneca sabem, não gosto do jovem Piccini, lateral direito fétiche de Jorge jesus, e que de elogio em elogio, continua coleccionando a minha imensa irritação.

Não conseguia compreender como poderia o Sporting ter contratado um lateral que raramente cruza, um jogador que constantemente erra no processo ofensivo, que facilmente desequilibra no processo defensivo, com erros sucessivos, sucessivamente desinspirado.

Explicada que fica a minha opinião sobre a personagem, tenho de aqui fazer o meu Mea Culpa, profundamente inebriado pelo deslumbramento sentido nas bancadas de Alvalade, pela surpresa indescritível de um lateral que desconhecia.

Teria razão, Jesus?

Ainda não estou convencido, no entanto, talvez embalado pela estrondosa vitória sobre o Desportivo de Chaves, quero aqui deixar estas palavras que jamais pensei escrever:

Piccini fez um grande jogo, irrequieto e desequilibrador ofensivamente, perfeito e determinante a defender, uma exibição de imensa qualidade.

Meu Deus...

O meu acto de contrição está feito, acompanhado por uma exibição de grande nível do SCP, regressando assim, a esperança leonina a Alvalade.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Secreta Poesia...

 

 

 

Tenho em mim;

Todas as estrelas do mundo...

 

Mesmo se o mundo tiver fim,

E se o fim tiver fundo,

Se o medo sentir enfim,

Um adeus profundo...

 

Tenho em mim;

Tantas mágoas e vozes,

Desenhos e cores,

Amarras e algozes,

De estranhos amores,

Perdidos cenários da alma...

 

Tenho em mim;

As letras deste poema;

As silabas de um teorema,

Palavras de um dilema,

Que não me chegam...

 

Tenho em mim;

Toda a magia,

De uma secreta poesia.

 

 

Extremamente Precipitado...

 

Existem pessoas que acreditam que a Geringonça morreu, que o apregoam aos quatro ventos, dando o post mortem como certo...

Os desejos por vezes até podem ser confundidos com certezas, no entanto, muitas dessas vezes, não passam disso mesmo, desejos.

Será que a Geringonça saiu fragilizada desta semana horribilis, carregada de desastrosas declarações dos seus representantes?

Sem dúvida.

Nada será igual depois destes dias, no entanto, parecem-me extremamente exageradas, cegamente exageradas, as conclusões que alguns conseguem tirar neste momento.

Em primeiro lugar, é absolutamente necessária uma alternativa credível para poder fazer tremer a União de Esquerdas actualmente no poder, e essa alternativa não existe...

Ainda.

A alternativa a este Governo dependerá do PPD/ PSD e por essa razão será preciso dar tempo, para que a clarificação pós-Passos exista, e dê lugar a um novo rumo dentro do partido.

Para mim, esse rumo só poderá passar pela candidatura de Rui Rio.

Independentemente do PSD, importa entender que os passos agora dados pelo Governo de António Costa, irão também ter um papel importante, na avaliação das pessoas:

Na reconstrução do que foi devastado...

Costa ensaiará os trilhos da redenção, buscará por entre o vendaval que ele mesmo criou, recuperar a empatia perdida, o entrelaçado glamour da Geringonça.

Com o passar do tempo, se tudo correr bem ao plano de Costa, todos se aperceberão que esta tragédia é o reflexo de anos e anos de incúria, de décadas de incompetência, mas caso corra mal, resistirá a imagem insensível, a boçalidade da arrogância, a imagem desta derradeira desgraça.

Não tenho certezas mas uma coisa sei:

Este post mortem da Geringonça, parece-me extremamente precipitado.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Passado...

 

 

 

Será que posso revelar;

O que esconde o meu coração?

 

O que esconde a emoção;

Desbravando inquieto,

O carregado semblante,

Desse receio, entrelaçado,

Esse medo, aprisionado,

Em cada lágrima nossa...

 

Em cada memória;

Guardada em nós,

Pedaço de história,

Cravado na pele,

No sentido destino,

Da alegórica alma...

 

E vai continuando;

A louca melodia,

O deslumbrante pensamento,

Do que foi um dia,

Esse nosso amor.

 

 

Casillas??????

 

Por mais que grite Sérgio Conceição, por mais que se indigne, claro que todos estranharam o que aconteceu com Iker Casillas, ou seja, a sua ausência no jogo do FC Porto contra o Leipzig...

Casillas é intocável?

Não.

Tem o treinador do Porto, o direito e até o dever, de escolher para titular, quem lhe parece em melhores condições?

Evidentemente que sim.

No entanto, em nome da verdade, tenho de dizer que decorridas as primeiras oito jornadas da Primeira Liga, mais jogos da Champions,  não me parece normal que se mude o guarda-redes titular de uma equipa, principalmente quando estamos perante a defesa menos batida do campeonato, e que por essa razão, era imensamente elogiada.

Alguém acredita na versão do treinador do Porto?

Não creio!

Alguma coisa se passou...

Comparar Iker Casillas a Júlio César é desonesto, intelectualmente pouco sério, pois como todos sabemos, não está em causa a imensa qualidade de ambos, o guarda-redes do Benfica há muito que se debate com problemas físicos, crónicos, que não lhe permitem ter uma sucessão de jogos competitivos, ao mais alto nível.

Há quantos anos, não faz Júlio César 20 jogos seguidos?

Pois é.

Por isso essa comparação não faz o mínimo sentido, nem pode servir de justificação ao que sucedeu a Iker Casillas.

Estou curioso para perceber se será uma opção definitiva, ou se pelo contrário, Sérgio Conceição arrepiará caminho e voltará a entregar a baliza Portista ao guardião Espanhol.

Independentemente de tudo, já vi equipas perderem a sua estabilidade por menos, a sua coerência emocional por menores questões, quebrarem-se lideranças por pequenas divergências no seio de um grupo...

Veremos se a caixa de pandora aberta pelo treinador do FC Porto, e mal explicada a meu ver, não se traduzirá no primeiro ponto, de um acto falhado.

Como Sportinguista, espero que sim.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Vinte e Um Anos...

 

 

 

Passaram vinte e um anos;

Que lentamente esvoaçaram,

Por entre as memórias que sobraram,

As mágoas que ficaram,

Em mim...

 

Passaram vinte e um anos,

Como se passasse a intensa dor,

Amarrando o sentimento,

Ao entorpecente ardor,

Com que o tempo,

Tudo leva...

 

Passaram vinte e um anos,

E neste dia,

Vão regressando,

Um a um...

 

Numa intensa melancolia,

Pedaço de uma saudade,

Abraço de nostalgia,

Num adeus de verdade...

 

Passaram vinte e um anos,

E podem outros vinte um passar,

Que terei para sempre em mim,

Esse teu esperançado olhar,

Esse imenso acreditar,

Num futuro que não te chegou...

 

Vinte e um anos;

Meu eterno amigo.